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The Storyteller | Jodi Picoult

por Daniela, em 24.01.18

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Publicado em 2013, e traduzido em Portugal para "A Contadora de Histórias", este livro traz até nós um tema muito triste: o Holocausto. Retrata algumas das muitas coisas que se passaram num campo de concentração específico e, talvez, o mais falado: Auschwitz.

 

É narrado na primeira pessoa pela voz de quatro personagens e engloba dois tempos distintos: o passado e o presente.

 

Sage é uma mulher de 25 anos, padeira de profissão e adora o que faz. Tem uma auto-estima muito baixa devido a um acidente do qual fez parte e que acabou por lhe deixar uma cicatriz na cara. É a voz do presente, do que se passa atualmente.

 

Leo fala também no presente. Trabalha no FBI e faz parte das suas funções perseguir e condenar ex-soldados nazis.

 

Josef é um nonagenário e ex-soldado das SS, que conta do seu ponto de vista como era a vida dos soldados, falando de assuntos como as seleções que eram feitas antes de lhes serem atribuídos os cargos.

 

Minka é a voz do passado, a voz dos horrores vividos antes e durante Auschwitz, uma mulher judia e uma sobrevivente do Holocausto. É também a avó de Sage.

 

"On that day I had also noticed a new sign on the restaurant. Psy i Żydzi nie pozwolone. No dogs or Jews allowed."

 

A pesquisa para este livro foi muito bem feita, os pormenores históricos são contados de forma muito real. Adorei os capítulos da personagem Minka, as partes passadas em Auschwitz, as descrições e a história que se vai desenrolando. É de ficar com o coração apertado.

 

Faz-nos refletir. É essencialmente um livro sobre perdão e sobre a nossa capacidade de perdoar os outros ou de nos perdoarmos a nós próprios. Por muito que leiamos sobre o tema, ou que assistamos a documentários, há sempre espaço para o choque e a tristeza que nos invadem ao depararmo-nos mais uma vez com este tema. Tal crueldade humana vai sempre surpreender e ser difícil, se não impossível, de compreender.

 

As histórias são várias, umas dentro das outras. A história passada no presente, algumas partes da vida da Sage ou do Leo não gostei tanto. Nem consegui simpatizar com o Leo, apesar de ter gostado da Sage. Há uma outra história da qual também gostei, que é aquela que a Minka inventa e escreve e sonha partilhar.

 

O twist final que a autora deciciu dar também não me agradou particularmente e acabou por ser um pouco previsível.

 

Talvez para primeira leitura da Jodi seja um livro de cinco estrelas, mas após várias leituras chegamos à conclusão que a fórmula não varia muito de livro para livro. Teria gostado mais se a autora se focasse mais nas memórias da Minka e do Josef.

 

Deixo um excerto do qual gostei e que partilho agora convosco:

 

"In Heaven and Hell, people sit at banquet tables filled with amazing food, but no one could bend their elbows. In Hell, everyone starves because they can't feed themselves. In Heaven, everyone's stuffed, because they don't have to bend their elbows to feed each other."

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Dezanove Minutos, de Jodi Picoult

por Daniela, em 15.12.17

"Quando você não se encaixa, se torna super-humano. Consegue sentir os olhos de todo mundo em você, grudados como velcro. Consegue ouvir um sussurro sobre você a um quilómetro de distância. Até consegue desaparecer, mesmo quando parece que ainda está no mesmo lugar. Consegue gritar e ninguém escuta nada. Você se torna o mutante que caiu no barril de ácido,o Coringa que não consegue tirar a máscara, o homem biônico que não tem membros, mas tem o coração intacto. Você é a coisa que costumava ser normal, mas isso faz tanto tempo que você não consegue lembrar nem como era."

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Jodi Picoult é uma escritora norte-americana, autora de vários livros que vendem por todo o mundo. Tem-me conquistado ao longo deste ano, através do projeto Um ano com a Jodi. As capas dos livros enganam, não são romances cor-de-rosa. São histórias que podem ser reais e que abordam temas atuais e que, na sua maioria, entram em conflito com a ética.

 

Este livro traz-nos a história de Peter Houghton, um rapaz como tantos outros, com o seu próprio jeito de ser. Um rapaz que usa óculos, sem grandes aptidões para o desporto e com uma mãe protetora. Um rapaz que é intimado, gozado e posto de parte diariamente, apenas por ser quem é.

 

"Dá para sentir as pessoas olhando fixamente; é como o calor que sobe do asfalto durante o verão, como uma cutucada nas costelas. Você não precisa ouvir um sussurro para saber que é sobre você. Eu costumava parar em frente ao espelho do banheiro para ver o que eles ficavam olhando. Queria saber o que fazia a cabeça das pessoas se virar, o que eu tinha que era tão incrivelmente diferente. A princípio, não consegui identificar. Quer dizer, era apenas eu. Mas aí, um dia, quando me olhei no espelho, eu entendi. Olhei em meus próprios olhos e me odiei, talvez tanto quanto todos eles. Foi o dia em que comecei a acreditar que talvez eles estivessem certos."

 

Peter decide vingar-se e leva para a escola armas que tem escondidas em casa há vários meses. Neste ponto, acontece algo parecido com o massacre de Columbine.

 

 

Ler este livro aperta o coração. Os abusos sofridos por Peter mexeram muito comigo. Simpatizei com ele e revi-me em algumas das situações, voltei ao tempo em que o bullying era frequente na adolescência. Nunca vi ninguém ser espancado, trancado em armários ou preso com a cabeça na sanita. Por outro lado, insultos, empurrões e cuspidelas eram frequentes.

 

Nesta história, Peter arranjou uma forma de acabar com os abusos, mas qual será o impacto na vida dos habitantes de Sterling? Várias outras questões são levantadas durante a leitura. O que implica ser diferente no mundo dos adolescentes? O que acontece se uma vítima tentar ripostar? Alguém tem o direito de julgar outra pessoa? Como lidar com um filho que já não conhecemos? Alguém que conhecemos desde sempre pode tornar-se um estranho em dezanove minutos?

 

Os capítulos são divididos em várias alturas, tendo títulos como Um mês depois ou Dezassete anos antes que se referem à ação principal do livro. Com estas viagens no tempo, Jodi Picoult consegue levar-nos de um passado feliz para um presente caótico em poucos minutos. Acompanhamos a vida de Peter e a forma como esta se foi deteriorando ao longo do tempo.

 

Apesar de o tema principal ser o Bullying, vários outros são abordados. A gravidez na adolescência. O adultério e o não assumir as consequências. A violência no namoro. 

 

As personagens são todas importantes e fulcrais para o desenvolvimento da história. Bem construídas, representam adolescentes que se encontram em qualquer escola e pais que se encontram em qualquer casa.

 

O final é muito bom e leva-nos a pensar em tudo o que se passou ao longo do livro. Revivemos aquilo que lemos nos outros capítulos e conseguimos arranjar motivos. Não foi uma completa surpresa, mas mesmo assim foi bom.

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Uma Melodia Inesperada, de Jodi Picoult

por Daniela, em 25.11.17

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Esta foi mais uma leitura para o projeto "Um ano com a Jodi".

 

Zoe Baxter tem apenas um sonho: ser mãe. Os seus problemas de infertilidade, aliados aos dos seu marido, Max Baxter, tornam este sonho difícil de realizar. Após várias tentativas falhadas de fertilização in vitro e vários abortos, Zoe sofre várias desilusões e a tragédia acaba com a pouca felicidade que tinha.

 

Vanessa é psicóloga numa escola. A certa altura, propõe a Zoe trabalhar com uma das alunas, Lucy, que se encontra com uma depressão, após várias tentativas de suicídio.

 

Os temas deste livro são fortes. A moralidade e a ética estão, como sempre, presentes. Temos por um lado a Igreja da Glória Eterna, extremamente conservadora. Por outro lado, temos temas como a homossexualidade e a depressão.

 

A terapia musical também é um tema muito interessante presente neste livro. A utilização da música em contexto clínico, que tem como objetivo ajudar pacientes com problemas de saúde mental.

 

O final é previsível. Algumas pontas foram deixadas soltas, o que me deixou aborrecida. No geral, é uma leitura agradável.

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Small Great Things, de Jodi Picoult

por Daniela, em 14.10.17

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"But in spite of the ideology that split us into factions, we'd all come together one day of the year to celebrate: April 20, the birthday of Adolf Hitler."

(Mas apesar das ideologias que nos separaram, todos nos reuníamos um dia por ano para celebrar: 20 de Abril, o aniversário de Adolf Hitler.)

 

Li este livro no mês de Setembro, para mais uma etapa do projeto Um ano com a Jodi. Esta foi também a minha primeira leitura em inglês e correu muito bem.

Este livro traz-nos a história de Ruth, mãe de Edison e viúva de um homem que morreu na guerra; uma enfermeira obstetra com mais de 20 anos de experiência a trabalhar num hospital de Connecticut. Tudo corre bem, até ao dia em que o bebé de Brit e Turk nasce e Ruth tem a tarefa de tratar dele. Depois de algum tempo em que Ruth sente o ambiente pesado do quarto enquanto trata do pequeno Davis, Turk pede-lhe que chame a sua supervisora e não a deixa tocar mais no filho.

Brit e Turk são dois supremacistas e acreditam que os brancos são superiores às pessoas de qualquer outra origem racial. Pertencem a um grupo de pessoas que se juntam para promover o poder dos brancos.

 

"We turned toward each other. I looked her in the eye, unwavering, as we recited the Fourteen Words, the mantra David Lane created when he was running the Order: We must secure the existence of our people and a future for White children."

(Virámo-nos um para o outro. Eu olhei-a nos olhos, inabalável, enquanto recitavamos as Quatorze Palavras, o mantra que David Lane criou quando liderava a Ordem: devemos garantir a existência do nosso povo e um futuro para as crianças Brancas.)

 

Ruth é afro-americana e acaba por ser impedida de tocar naquele bebé, de fazer o seu trabalho e a sua função, num ato de racismo imenso, sem que ninguém pertencente à casa onde trabalha há mais de duas décadas a defenda ou apoie.

É um livro muito bem escrito que retrata várias formas de racismo, focando também muito pormenorizadamente o racismo passivo, o aceitar, o assistir e o não fazer nada. Prende logo desde as primeiras páginas, com personagens cheias de camadas e muito bem construídas.

Cada capítulo é narrado segundo o ponto de vista de cada uma de três personagens: Ruth, a nossa protagonista afro-americana; Turk, o nosso pai supremacista branco; e Kennedy, uma advogada que segue uma vida normal, e representa grande percentagem da população branca, não se considerando racista.

O final é muito coerente, sem dramatismos, nada do que esperava vindo da Jodi. Foi melhor assim. 

Um livro muito bom que nos mostra que, mesmo sem o percebermos, todos nós temos comportamentos perconceituosos em certas alturas. Recomendo.

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"Nasci porque um cientista conseguiu ligar os óvulos da minha mãe e os espermatozóides do meu pai para criar uma combinação específica de material genético precioso."

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Este foi mais um livro para o projeto Um Ano com a Jodi.

Brian e Sara têm uma família feliz e equilibrada com os seus dois filhos: Jesse e Kate. Aos três anos de idade, Kate é diagnosticada com LPA - Leucemia Promielocítica Aguda - uma variação rara da Leucemia com muitas complicações e probabilidade de sobrevivência muito baixa.

Para salvar a sua filha Kate, os seus pais decidem criar um bebé geneticamente compatível com ela para poderem utilizar as células do cordão umbilical e assim ajudar a Kate, o que dá origem ao nascimento da Anna.

O que começou por ser apenas uma doação de células do cordão umbilical sem qualquer interferência com a qualidade de vida da Anna, depressa se tornou em transfusões, transplantes e cirurgias frequentes. Aos treze anos de idade, Anna já tem um historial médico bem recheado sem nunca ter precisado ela própria de cuidados médicos.

Quando Kate é diagnosticada desta vez com insuficiencia renal, os pais dizem a Anna que esta terá de doar um rim à irmã. E é então que Anna decide dizer não, e instaura um processo legal contra os pais pelo direito do seu próprio corpo.

É um livro emocionante que nos mostra a história de uma família que vive diariamente com um problema sem solução. São-nos ainda revelados vários detalhes sobre esta doença e sobre as suas complicações, nota-se que foi feito um estudo prévio à escrita do livro.

Levanta várias questões complexas e aborda os já habituais temas controversos da ética e da moral que várias vezes se encontram nos livros desta autora - pelo menos naqueles que já li. Se por um lado a vida de Kate está em risco e só a irmã a pode salvar, por outro lado temos a Anna a enfrentar uma luta que não é sua, arriscando também ela a sua própria vida.

Os capítulos são divididos por pontos de vista dos personagem. Cada capítulo vai sendo contado da perspetiva de uma pessoa apenas, e essa pessoa vai variando. A escrita é simples e direta.

O final é surpreendente e imprevisível; trágico, tal como aconteceu no primeiro livro que li dela.

Recomendo.

 

 

Vi o filme recentemente. Achei que foi uma boa adaptação, embora várias partes do livro tenham sido alteradas. Senti falta do Jesse rebelde e perturbado do livro. A dor daquela família também considero melhor representada no livro. O final também foi alterado, é mais esperado e não é tão trágico.

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Compaixão, de Jodi Picoult

por Daniela, em 11.07.17

"Se o amor da sua vida lhe pedisse ajuda para morrer, que faria? Quando é que o amor ultrapassa os limites da obrigação moral? E o que é que significa amar verdadeiramente alguém?"

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ATENÇÃO: Alguns spoilers.

 

Este foi o segundo livro que li da autora e o primeiro livro do projeto Um ano com a Jodi, organizado pela Dora, pela Elisa e pela Isaura. Como já é normal na autora, ela traz-nos mais um tema controverso. 

Jamie MacDonald sufoca a sua mulher, Maggie, com uma almofada e apresenta-se na polícia. Maggie sofria de uma doença prolongada e não tinha qualquer tipo de esperança em recuperar.

A premissa do livro é muito interessante, e faz-nos pensar num tema que divide muitas opiniões: a Eutanásia. A Eutanásia é o ato de tirar a vida a alguém que sofre de uma doença incurável, e este livro leva-nos a pensar se esta será uma morte cruel ou um ato de compaixão, e questiona aquilo que é moralmente correto.

Por estas razões o livro torna-se interessante nos primeiros capítulos, quando queremos ver este tema mais explorado. No entanto, à medida que a leitura vai avançando, esse interesse vai-se perdendo cada vez mais. A premissa do livro, que sugere uma exploração entre a crueldade e a compaixão de se praticar a eutanásia, vai-se perdendo à medida que as páginas vão passando.

O tema promissor que a capa do livro nos promete perde-se pelo caminho e passa a ser um livro de reflexão sobre o amor, as formas de amar e o "70-30", que representam "alguém que ama e alguém que se deixa amar". 

Allie e Cam são um casal que também tem uma presença muito acentuada no livro. Namorados desde o liceu, ou lá perto, casados há anos, felizes? talvez. Depois aparece Mia, a assistente de Allie que vai acabar por encadear Cam.

Talvez o objetivo da autora fosse comparar o casamento de Jamie e Maggie que tinha tudo para ser perfeito e acabou depressa demais, com o casamento cheio de problemas de Cam e Allie, que apesar de tudo continua. Dois temas com tanto para escrever não poderiam ser encaixados no mesmo livro. Eutanásia e Adultério. Penso que daria um livro muito melhor se a autora se focasse apenas no primeiro.

Não simpatizei com nenhuma das personagens, um Cam antiquado onde tudo tem de ser como ele quer, uma Mia que não sabe bem o que quer, uma Allie completamente cega que não vê o que está mesmo à frente dos olhos dela. Quase no final, a Allie parece que se revolta, que pensa nela e por ela, no que ela quer e não no que ele quer, mas passado uns dias tudo volta atrás. Foi uma desilusão no meio daquela última réstia de esperança.

A escrita da autora é muito fluída e fácil de ler, no entanto existem algumas partes que a tornam aborrecida, como é exemplo a quantidade de vezes que são referidas as tradições da Escócia, que acabam por não interessar nada para a história, ou a excessiva referência às flores e àquilo que representa cada uma.

O final é onde a ação se torna mais dinâmica, no entanto acho que acaba por ser demasiado rápido.

Não me marcou. Não recomendo.

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Frágil - Jodi Picoult

por Daniela, em 07.11.15

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Título: Frágil

Autor: Jodi Picoult

Editora: Civilização Editora

1ª Edição: 2009

Nº de Páginas: 498

 

 

 

 

 

 

Sinopse: Willow, a linda, muito desejada e adorada filha de Charlotte O’Keefe, nasceu com osteogénese imperfeita - uma forma grave de fragilidade óssea. Se escorregar e cair pode partir as duas pernas, e passar seis meses enfiada num colete de gesso. Depois de vários anos a tratar de Willow, a família enfrenta graves problemas financeiros. É então que é sugerida a Charlotte uma solução. Ela pode processar a obstetra por negligência - por não ter diagnosticado a doença de Willow numa fase inicial da gravidez, quando ainda fosse possível abortar. A indemnização poderia assegurar o futuro de Willow. Mas isso implica que Charlotte tem de processar a sua melhor amiga. E declarar perante o tribunal que preferia que Willow não tivesse nascido...

 

Opinião: O primeiro livro que li desta autora. Foca um tema sensível, uma doença rara e que pouca gente conhece: Osteogénese Imperfeita, ou a Doença dos Ossos de Vidro. É um livro onde muito facilmente os sentimentos se misturam, são tantos que não os compreendemos bem.

Não conhecia em pormenor esta doença, não fazia ideia das implicações que tem nem das complicações que provoca. Este livro dá-nos uma visão pormenorizada do que significa Osteogénese Imperfeita e do que é conviver com esta doença todos os dias.

Os capítulos são divididos pelas personagens, e escritos na segunda pessoa, já que se dirigem sempre à pequena Willow, como que a transmitir-lhe os seus pensamentos.

O livro começa calmamente, sem dar muito de si, e só depois de vários capítulos é que nos agarra até ao final. Achei a Amelia, irmã de Willow, uma personagem muito bem construída. Com os seus próprios problemas para lidar, com os seus próprios pensamentos e as suas próprias reflexões. Sobre a mãe, Charlotte, não sei o que dizer. Houve espaço para gostar dela e houve espaço para achar que era a pior pessoa do mundo. No geral, foi a personagem com quem menos simpatizei.

Houve uma história paralela envolvendo Marin, a advogada de Charlotte, que não achei que fosse necessária para a história principal, mas que também não correu mal.

O final é surpreendente, chocante e atinge-nos de uma maneira que não é possível explicar. Too many feelings!

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Excertos #1

por Daniela, em 06.11.15

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"Há um preço para tudo. Podemos ter uma bebé linda, mas ficamos a saber que tem uma incapacidade. Movemos céus e terra para fazer essa criança mais feliz, mas deixamos o nosso marido e a nossa filha tristes. Não há nenhuma balança cósmica onde possamos pesar os nossos actos; aprendemos demasiado tarde quais as escolhas que estragam o equilíbrio frágil."

 

Do livro Frágil, de Jodi Picoult*

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