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Frankenstein | Mary Shelley

Quarta-feira, 25.04.18

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"Porque se vangloriará o Homem de possuir uma sensabilidade superior à aparentada pelos irracionais?"

 

Inseri este livro numa série de projetos. Foi o escolhido para o Clube dos Clássicos Vivos, para ler em Março e Abril. Comecei a lê-lo em Março, no âmbito do Março Feminino. Faz parte da lista do projeto 101 Livros de Fantasia e Ficção Científica. Por fim, em Abril, inseri-o no meu projeto Livros no Ecrã.

 

Foi publicado em 1818, pela escritora, dramaturga, biógrafa e ensaísta Mary Shelley, e completa agora duzentos anos. Nascida em Londres em 1797, Mary Shelley ficou conhecida exatamente por este seu romance, Frankenstein ou O Moderno Prometeu. Filha de um filósofo e de uma das fundadoras do feminismo, Shelley acabou por falecer aos 53 anos, em 1851, do que se suspeita ter sido um tumor cerebral.

 

Considerada a primeira obra de ficção científica da história, Frankenstein foi inicialmente criado como um conto, depois de várias horas de conversa à lareira, onde quatro amigos combinaram escrever um conto fantástico cada um. Mary Shelley foi a única que concluiu o seu conto, tendo este sido posteriormente tornado num romance.

 

Contrariamente ao que é normalmente assumido, o mostro que encontramos neste livro não lhe dá o título, aliás a este em sequer lhe é dado qualquer nome.

 

Este livro relata a história de Victor Frankenstein, um jovem curioso com um desejo ansioso de aprender, estudante de filosofia natural. Frankenstein sonha alto e deseja conseguir criar aquilo que ainda ninguém teve coragem de criar.

 

Gostei bastante deste livro, apesar de ter adiado a sua leitura com medo que se tornasse aborrecido. Começa por ser contada uma história através de uma série de cartas, mas nunca o considerei chato, queria sempre continuar a ler mais.

 

É um romance atual, que nos mostra que até a ciência tem certos limites que não devem ser ultrapassados. Estes limites do conhecimento, a necessidade que o Homem tem de se libertar das correntes da ignorância, os testes e experiências que nem sempre correm bem, a solidão e as formas de lidar com o fracasso são os principais temas que Shelley abordou na sua obra.

 

"Acredita-me Frankenstein, eu era bom, a minha alma transbordava amor e humanidade. Mas não estou só, desgraçadamente só?"

 

 

Sobre a adaptação

 

Vi o filme de 1994, li em vários sítios que é o mais fiel ao livro. Dirigido por Kenneth Branagh e estrelado pelo próprio Branagh, juntamente com atores como Helen Bonham Carter e Robert de Niro nos papéis principais.

 

Apesar de considerado o mais fiel ao livro, as diferenças ainda são algumas e enormes. No entanto, a alma do livro está lá, o filme capta muito bem a sua essência.

 

O início é bastante aborrecido e demora até chegar "ao que interessa". Minutos a mais desperdiçados no que nem conta assim tanto para a história e poderia ter passado mais depressa. Dá a sensação de ser muito pouco real para que possa ser levado a sério.

 

É o filme de um homem ambicioso que tinha uma grande obsessão. O processo de criação do monstro é muito mais explorado no filme, no livro não temos grande informação quanto a este aspeto.

 

As cenas que gostei mais foram aquelas onde entrava o monstro, Robert de Niro fez um bom trabalho.

 

Apesar de ser um filme de horror, não o vejam a pensar em sustos e momentos de grande suspense. Tem os seus elementos de horror, mas é muito mais dramático que outra coisa.

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1 comentário

De Bárbara Ferreira a 03.05.2018 às 22:07

Li este livro, se não me engano, há oito anos, com elevadas expectativas - e o engraçado é que do que me lembro, a minha opinião foi muito parecida à tua do filme :) Acho que a ideia por trás é muito boa - o homem que "plays god" e tenta criar vida -, mas o livro em si aborreceu-me um bocado, pareceu meter muita palha para um livro tão curto :)

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