urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria Mente Literária Daniela LiveJournal / SAPO Blogs Daniela 2018-07-19T20:05:32Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:77427 2018-07-17T18:20:00 Tudo por Amor | Jodi Picoult 2018-07-19T20:05:32Z 2018-07-19T20:05:32Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180717_173806.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G4702910d/21105804_BOO71.jpeg" alt="IMG_20180717_173806.jpg" width="765" height="768" /></p> <p style="text-align: center;"> <img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Esta foi a última leitura do projeto Um Ano com a Jodi.</p> <p style="text-align: justify;">Nina Frost trabalha como delegada adjunta do Ministério Público e tenta a todo o custo que seja feita a justiça que os seus clientes merecem. Mas as lacunas do sistema são demasiadas e é extremamente difícil manter os criminosos atrás das grades.</p> <p style="text-align: justify;">Nathaniel é um menino de cinco anos que perde a fala de repente. Os seus pais, ao tentarem que volte a falar, aprendem juntamente com ele a linguagem gestual, mas não estão preparados para aquilo que descobrem. Destroçados, vão continuando uma vida que mudou completamente, à medida que o ambiente familiar tão normal que tinham começa a desmoronar.</p> <p style="text-align: justify;">Picoult aborda neste livro mais um tema forte e duro, a pedofilia. Temos vários pontos de vista, mas ninguém consegue ficar indiferente ao de uma criança inocente que se vê numa situação terrível, envolta em medo e dor e sem meios para se defender.</p> <p style="text-align: justify;">É difícil de digerir, acredito que ainda mais para quem tem filhos, mas é ao mesmo tempo uma leitura bastante fluida.</p> <p style="text-align: justify;">No final as coincidências são muitas, as horas de tribunal também e encontramos tudo aquilo a que a Jodi já nos habituou. Mas posso dizer que no geral gostei, a história cativou-me e o final surpreendeu-me.</p> <p style="text-align: justify;">Realmente, os bons pais fazem tudo aquilo que está ao seu alcance para proteger os seus filhos, mesmo que isso implique quebrar algumas regras.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:77126 2018-06-13T20:58:00 O Perfume - História de um assassino | Patrick Süskind 2018-06-13T20:10:15Z 2018-06-13T20:10:15Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180607_184528_1.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G3a154d71/21062224_O6lKr.jpeg" alt="IMG_20180607_184528_1.jpg" width="960" height="960" /></p> <p>  </p> <p style="text-align: center;"><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Patrick Süskind é um escritor e roteirista de televisão alemão, hoje com 69 anos. Confesso que não conheço muito da obra dele, no entanto já publicou alguns livros, nomeadamente A História do Senhor Sommer.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O Perfume foi inicialmente publicado no jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung, um capítulo de cada vez, e teve tanto sucesso que no final desse ano, 1985, foi transformado num livro.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Como pano de fundo temos inicialmente a cidade de Paris do século XVIII, que nos traz a história de Jean Baptiste Grenouille, um jovem que nasceu atrás de uma banca de peixe, possuidor de duas características muito peculiares. Tem um olfato extremamente apurado que lhe permite, por exemplo, saber todos os constituíntes de um perfume ou distinguir algo ou alguém a quilómetros de distância. Orienta-se apenas pelos cheiros, sem precisar de qualquer tipo de luz. Além disso, ele próprio não possui qualquer cheiro ou odor, o que lhe permite facilmente passar despercebido entre pessoas e animais.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Além de Paris, visitamos ainda Auvergne, Montpellier e Grasse, tudo locais onde o nosso protagonista aprende mais qualquer coisa.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A leitura deste livro não foi bem aquilo que estava à espera. Li um romance, quando estava à espera de uma história com mais suspense e arrepios, com mais pormenores gráficos e descrições detalhadas. As partes onde supostamente existe mais ação foram passadas à frente, agrupadas em poucos parágrafos. É apenas a história dele, o que sente, o que quer ou o que cheira. Não quero com isto dizer que o livro seja mau, apenas que não era o que esperava.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O final surpreendeu-me, não estava à espera que acontecesse desta forma. Os crimes e a hipocrisia da Paris daquela altura ressaltam à vista num final que não vi de todo a chegar.</p> <p> </p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/zutiIw_2e2g" width="560" height="315" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: justify;">Apesar de Süskind não ser fã de adaptações, este livro foi transformado em filme por Tom Tykwer, em 2006. Com 7,5 pontos no IMDb, a adaptação está bastante fiel ao livro, apesar de existirem algumas diferenças.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Alan Rickman aparece num papel importante. O ator principal, a representar Grenouille, é Ben Whishaw. No geral, foi um trabalho bem feito, embora também tenha encontrado algumas partes que achei mais arrastadas.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:76769 2018-06-05T21:27:00 Mataram a Cotovia | Harper Lee 2018-06-02T20:39:41Z 2018-06-02T20:39:41Z <blockquote> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">"Coragem é sabermos que estamos vencidos à partida, mas recomeçar na mesma e avançar incondicionalmente até ao fim. Raramente se ganha, mas às vezes conseguimos."</p> </blockquote> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="Mataram a Cotovia.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gc3065119/21047854_zrCfe.jpeg" alt="Mataram a Cotovia.jpg" width="960" height="960" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: justify;">Harper Lee nasceu no Alabama em 1926. Leitora precoce, foi vizinha e amiga de Truman Capote. Completou a obra Mataram a Cotovia no verão de 1959, tendo esta sido publicada em Julho de 1960. Teve muito sucesso na altura e ganhou a aclamação do público, tendo ainda ganho o prémio Pulitzer de ficção em 1961.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Comprei este livro na Feira do Livro de Lisboa, em 2016, e inseri-o agora em Abril no Livros no Ecrã. Tem como pano de fundo Maycomb, uma pequena cidade fictícia situada no Alabama, e passa-se nos anos 30.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A história é narrada do ponto de vista de uma menina de seis anos, Jean Louise Finch, a quem todos chama Scout. Ao longo da narrativa vai-nos dando a sua visão do mundo onde vive e das pessoas que se cruzam no seu caminho, comentando com inocência todos os seus passos.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">E haverá alguma forma melhor de conhecer uma sociedade se não pelos olhos de uma criança?</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Atticus Finch, pai de Scout e do seu irmão Jem, educou-os da forma liberal que conseguiu. Advogado, honesto, sem medos e defensor dos oprimidos, vai dando mostras aos filhos do herói moral que é.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A sua decisão de defender um homem negro acusado de violar uma mulher branca acaba por alterar as visões e perceções que os pequenos têm, acabando por marcar o início do fim da sua inocência.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Sem desvendar mais nada, acrescento apenas que este livro e estas personagens nos mostram o lado mais sombrio da humanidade, pontuado pelo racismo, pela discriminação e pelo apartar a apontar o dedo a outra pessoa só porque é diferente.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <blockquote> <p style="text-align: justify;">"E a única coisa que se sobrepõe à regra da maioria é a consciência." </p> </blockquote> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A escrita é simples, cheia de vivacidade e humor em situações mais sérias. Li que a autora escreveu este livro com base nas suas próprias experiências e acontecimentos enquanto criança.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/KR7loA_oziY" width="560" height="315" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Vi o filme, muito velhinho, de 1962. Com roteiro adaptado por Harton Foote e dirigido por Robert Mulligan. As personagens estão muito bem construídas, o filme não me desiludiu. É bastante fiel ao livro, quer nas personagens quer na história em si. </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Foi premiado com três óscares, o que por si só já lhe dá grande valor. Argumento adaptado, Direção artística e Melhor Ator, este último concedido a Gregory Peck pela sua maravilhosa interpretação do querido Atticus.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:76895 2018-06-02T18:43:00 De Mês a Mês | Abril e Maio 2018-06-02T18:00:11Z 2018-06-02T18:00:11Z <p style="text-align: justify;">Já não passava cá no blogue há algumas semanas. Não sei o porquê, não tenho um motivo válido. Simplesmente não me tem apetecido escrever. Tanto que no mês passado nem fiz o meu resumo do mês, nem sequer defini TBR para Maio. Mas hoje voltei e venho fazer o resumo de Abril e de Maio, mostrar o que andei a ler e o que andei a comprar.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Em <strong>Abril</strong> não li muito. Terminei de ler <strong>Frankenstein</strong>, para o Clube dos Clássicos Vivos e vi o filme, para o Livros no Ecrã. </p> <p style="text-align: justify;">Li <strong>Mataram a Cotovia</strong>, de Harper Lee e gostei muito. Também vi o filme, já velhinho, de 1962. Gostei de ambos. Comecei a ler <strong>O Perfume</strong>, de Patrick Süskind, mas não terminei</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">No dia 7 de Abril, fui à Arquivo ver o João Tordo falar sobre o seu livro <strong>Ensina-me a Voar Sobre os Telhados</strong>. Acabei por comprar o livro e trazê-lo para casa autografado. Foi a única compra do mês.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180602_185333.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G5513db8e/21047758_9djBO.jpeg" alt="IMG_20180602_185333.jpg" width="765" height="768" /> </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Em <strong>Maio</strong> a minha maré de leituras continuou baixinha. Terminei de ler O Perfume, não foi bem o que estava à espera. Li o último livro do projeto Um ano com a Jodi, <strong>Tudo por Amor</strong>, que tem os temas fortes que Picoult sempre aborda. Por fim, mesmo no final do mês, iniciei a leitura de <strong>Um Crime no Expresso do Oriente</strong>, para o projeto da Sofia. Ainda não terminei.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">As compras este mês foram mais. No dia 26 de Maio teve lugar mais um encontro do Clube dos Clássicos Vivos. Rumo a Lisboa, à Feira do Livro, para discutir a obra Frankenstein. Foi uma troca de ideias muito interessante, como sempre. Na feira comprei alguns livrinhos. Foram sete no total, a maioria deles por influência de outras bloggers. Quero lê-los todo até ao final no ano. Perder de vez o hábito de comprar livros para acumular na estante.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180527_102357.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gfa1242ab/21047755_rs7wb.jpeg" alt="IMG_20180527_102357.jpg" width="1024" height="768" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><strong>Morreste-me</strong>, de José Luís Peixoto</p> <p style="text-align: justify;"><strong>Nadar na Piscina dos Pequenos</strong>, de Golgona Anghel</p> <p style="text-align: justify;"><strong>Despertar</strong>, de Kate Chopin</p> <p style="text-align: justify;"><strong>Anna Karénina</strong>, de Lev Tolstói</p> <p style="text-align: justify;"><strong>Vozes de Chernobyl</strong>, de Svetlana Alexievich</p> <p style="text-align: justify;"><strong>Um de Nós Dorme</strong>, de Josephine Klougart</p> <p style="text-align: justify;"><strong>A Volta ao Mundo em Oitenta Dias</strong>, de Júlio Verne</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:76428 2018-04-25T19:33:00 Frankenstein | Mary Shelley 2018-05-02T18:43:49Z 2018-05-27T13:13:27Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180502_182405_HHT.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G0602f96a/21001808_Or21P.jpeg" alt="IMG_20180502_182405_HHT.jpg" width="960" height="960" /></p> <p> </p> <p style="text-align: center;"><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <blockquote> <p style="text-align: justify;">"Porque se vangloriará o Homem de possuir uma sensabilidade superior à aparentada pelos irracionais?"</p> </blockquote> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Inseri este livro numa série de projetos. Foi o escolhido para o Clube dos Clássicos Vivos, para ler em Março e Abril. Comecei a lê-lo em Março, no âmbito do Março Feminino. Faz parte da lista do projeto 101 Livros de Fantasia e Ficção Científica. Por fim, em Abril, inseri-o no meu projeto Livros no Ecrã.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Foi publicado em 1818, pela escritora, dramaturga, biógrafa e ensaísta Mary Shelley, e completa agora duzentos anos. Nascida em Londres em 1797, Mary Shelley ficou conhecida exatamente por este seu romance, Frankenstein ou O Moderno Prometeu. Filha de um filósofo e de uma das fundadoras do feminismo, Shelley acabou por falecer aos 53 anos, em 1851, do que se suspeita ter sido um tumor cerebral.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Considerada a primeira obra de ficção científica da história, Frankenstein foi inicialmente criado como um conto, depois de várias horas de conversa à lareira, onde quatro amigos combinaram escrever um conto fantástico cada um. Mary Shelley foi a única que concluiu o seu conto, tendo este sido posteriormente tornado num romance.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Contrariamente ao que é normalmente assumido, o mostro que encontramos neste livro não lhe dá o título, aliás a este em sequer lhe é dado qualquer nome.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Este livro relata a história de Victor Frankenstein, um jovem curioso com um desejo ansioso de aprender, estudante de filosofia natural. Frankenstein sonha alto e deseja conseguir criar aquilo que ainda ninguém teve coragem de criar.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Gostei bastante deste livro, apesar de ter adiado a sua leitura com medo que se tornasse aborrecido. Começa por ser contada uma história através de uma série de cartas, mas nunca o considerei chato, queria sempre continuar a ler mais.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">É um romance atual, que nos mostra que até a ciência tem certos limites que não devem ser ultrapassados. Estes limites do conhecimento, a necessidade que o Homem tem de se libertar das correntes da ignorância, os testes e experiências que nem sempre correm bem, a solidão e as formas de lidar com o fracasso são os principais temas que Shelley abordou na sua obra.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <blockquote> <p style="text-align: justify;">"Acredita-me Frankenstein, eu era bom, a minha alma transbordava amor e humanidade. Mas não estou só, desgraçadamente só?"</p> </blockquote> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Sobre a adaptação</strong></span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Vi o filme de 1994, li em vários sítios que é o mais fiel ao livro. Dirigido por Kenneth Branagh e estrelado pelo próprio Branagh, juntamente com atores como Helen Bonham Carter e Robert de Niro nos papéis principais.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Apesar de considerado o mais fiel ao livro, as diferenças ainda são algumas e enormes. No entanto, a alma do livro está lá, o filme capta muito bem a sua essência.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O início é bastante aborrecido e demora até chegar "ao que interessa". Minutos a mais desperdiçados no que nem conta assim tanto para a história e poderia ter passado mais depressa. Dá a sensação de ser muito pouco real para que possa ser levado a sério.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">É o filme de um homem ambicioso que tinha uma grande obsessão. O processo de criação do monstro é muito mais explorado no filme, no livro não temos grande informação quanto a este aspeto.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">As cenas que gostei mais foram aquelas onde entrava o monstro, Robert de Niro fez um bom trabalho.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Apesar de ser um filme de horror, não o vejam a pensar em sustos e momentos de grande suspense. Tem os seus elementos de horror, mas é muito mais dramático que outra coisa.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:76258 2018-04-16T21:29:00 Perigo na Casa do Fundo | Agatha Christie 2018-04-20T20:50:56Z 2018-04-20T20:50:56Z <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180420_214133.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ga4119c2b/20984737_oBeUY.jpeg" alt="IMG_20180420_214133.jpg" width="960" height="960" /></p> <p> </p> <p style="text-align: center;"><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p> </p> <p>Agatha Christie é uma autora que dispensa apresentações. Com mais de oitenta livros publicados, a escritora destacou-se bastante no romance policial, acabando por ser apelidada de "A Rainha do Crime".</p> <p> </p> <p>Já li alguns livros dela e espero ler ainda mais. Este, embora não seja o melhor que já li, é muito bom. Curiosamente, é o primeiro livro que leio com as personagens Hercule Poirot e o seu companheiro Arthur Hastings.</p> <p> </p> <p>Uma jovem mulher, propietária da extravagante casa do fundo, quase morre tragicamente várias vezes seguidas.</p> <p> </p> <p>A Poirot nada lhe escapa e, apesar de mademoiselle Nick Buckley estar convicta de que se tratam apenas de acidentes, Hercule Poirot sabe que é algo mais. Alguém a está a tentar matar. O motivo não sabemos, Nick parece não ter amigos. Poirot e Hastings vão tentar protegê-la a todo o custo, enquanto procuram pelo suposto assassino.</p> <p> </p> <p>Como sempre, atirei para todo o lado e falhei cada tiro. O que descobrimos no final não é nada do que esperava. Com a Agatha Christie é sempre assim.</p> <p> </p> <p>O livro lê-se muito bem, e o querer saber o que vai acontecer leva-nos a ler ainda mais.</p> <p> </p> <p>Poirot é uma personagem peculiar, extremamente extravagante e nada modesto. As suas células cinzentas são o seu trunfo e usa-as como resposta para tudo.</p> <p> </p> <p>Hastngs é mais humano e, como nós leitores, também não acerta uma. É ele o narrador da história e, apesar dos seus tiros ao lado, ajuda Poirot a tirar as suas variadas conclusões.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:75834 2018-04-08T19:38:00 Mulherzinhas | Louisa May Alcott 2018-04-08T19:11:06Z 2018-04-08T19:23:45Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180408_192116.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G81135e3c/20968518_3SoLi.jpeg" alt="IMG_20180408_192116.jpg" width="960" height="960" /></p> <p> </p> <p style="text-align: center;"><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Louisa May Alcott foi uma escritora norte-americana, que se inspirou em muitas das suas experiências pessoais para escrever os seus romances de, principalmente, literatura juvenil.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Em Mulherzinhas, pensa-se que a sua pequena personagem Jo foi baseada em si própria.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Este era um clássico juvenil no qual tinha interesse há já algum tempo. Não sabia nada da história, nunca tinha lido nem visto nada sobre este romance que tantas adaptações teve.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Traz-nos a história de quatro irmãs: Meg, Jo, Beth e Amy; numa época difícil das suas vidas, após verem o pai partir para a guerra civil americana.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Cada capítulo nos conta uma das peripécias destas irmãs, que não são perfeitas e que ainda estão a crescer. Cada uma é diferente das outras e cada uma tem os seus defeitos. À medida que crescem, vão aprendendo e ensinando ao leitor diversas lições de moral e atitude.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">É um livro simples, com uma escrita acessível a qualquer um e com um bom ritmo de leitura, sem partes chatas ou aborrecidas.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Tenho muita pena de não ter lido este livro durante a minha adolescência. São várias as mensagens importantes passadas, sejam de amor, amizade ou cumplicidade.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A minha personagem preferida é sem qualquer dúvida a Jo.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O final é um pouco abrupto, de certo muito mais nos será contado na sua continuação, em Boas Esposas.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Deixo-vos alguns dos excertos que mais gostei.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <blockquote> <p style="text-align: justify;">"Gosto de palavras fortes e com significado."</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">"Há muitas Beths neste mundo, tímidas e sossegadas os seus cantos à espera que alguém precise delas e as chame, a viver tão alegremente em prol dos outros que ninguém se apercebe dos sacrifícios que fazem até que, um dia, o pequeno grilo deixa de cantar e a sua presença doce e radiante desaparece, deixando para trás apenas sombras e silêncio."</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">"Nunca desistas de tentar e nunca acredites que é impossível vencer os teus defeitos."</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">"O dinheiro é útil e precioso, e quando devidamente utilizado até é nobre, mas não quero que pensem que é o principal, u o único, prémio pelo qual se deve lutar. Prefiro vê-las casadas com homens pobres, mas amadas, felizes e satisfeitas, do que rainhas nos seus tronos, mas sem paz ou amor-próprio."</p> </blockquote> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:75578 2018-04-03T21:04:00 TBR | Livros no Ecrã | Abril Contos Mil 2018-04-03T20:13:36Z 2018-04-03T20:13:36Z <p style="text-align: justify;">Este mês para além de realizar o meu projeto <a href="https://menteliteraria.blogs.sapo.pt/livros-no-ecra-2a-edicao-74563" target="_blank" rel="noopener">Livros no Ecrã</a>, vou ainda participar no projeto da Mafalda, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Aaw_igZItD0&amp;list=PL5gXf1k59AkrP7GiLz6WcpOXA47RhyYgj&amp;index=2&amp;t=0s" target="_blank" rel="noopener">Abril Contos Mil</a>. Em princípio as minhas leituras para ambos os projetos serão estas.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180403_210338.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gc102264f/20962076_EZC8U.jpeg" alt="IMG_20180403_210338.jpg" width="960" height="960" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Vou começar por terminar <strong>Frankenstein, de Mary Shelley</strong>, que iniciei em Março. Penso que existe filme, portanto vou incluí-lo também no meu projeto.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Ainda para o Livros no Ecrã, espero conseguir ler mais três livros. Já estão todos na minha estante há pelo menos um ano.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><strong>Mataram a Cotovia, de Harper Lee</strong>. Comprei-o na feira do livro em 2016, já está na altura de lhe pegar. O filme já é muito velhinho, 1962, mas tem boa pontuação e espero gostar.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><strong>O Perfume, de Patrick Süskind</strong>. Também está na minha estante há alguns anos. Sei mais ou menos do que fala, mas vou ler o livro e ver o filme para perceber melhor. O filme é de 2006.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Por fim, acrescentei à lista também <strong>O Retrato de Dorian Gray</strong>. Este tem já várias adaptações e várias delas com classificações muito baixas. Pelo que vi a de 1945 será a melhor, apesar de ser bem velhinha. Já viram alguma? Entretanto, vi no IMDb que iria estrear uma nova adaptação em Março, mas não dei por nada...</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Para o projeto da Mafalda, juntei à minha TBR o livro <strong>Contos de São Petersburgo, de Nikolai Gógol</strong>. Estava na minha wishlist já há algum tempo e acabei por comprá-lo agora em Março.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Por fim, espero ainda conseguir ler mais alguns dos <strong>Contos dos Irmãos Grimm</strong>, que este livro anda a ficar cada vez mais esquecido.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">E vocês, o que pensam ler este mês?</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:75452 2018-04-02T22:17:00 De Mês a Mês | Março 2018-04-02T23:21:01Z 2018-04-02T23:21:01Z <p style="text-align: justify;">Março foi um bom mês. Da TBR que fiz para o Março Feminino, li quase tudo.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180228_185252.jpg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G8a0786c0/20960663_3a00Y.jpeg" alt="IMG_20180228_185252.jpg" width="960" height="960" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Comecei por ler <a href="https://menteliteraria.blogs.sapo.pt/a-historia-de-uma-serva-margaret-74824" target="_blank" rel="noopener">A História de uma Serva, de Margaret Atwood</a> e gostei, apesar de não ser tão bom como esperava. Comecei depois a ver a série e também estou a gostar. Não é igual ao livro, foram acrescentadas muitas coisas, mas sempre dentro do mesmo mundo.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Conheci depois <a href="https://menteliteraria.blogs.sapo.pt/a-gorda-isabela-figueiredo-75247" target="_blank" rel="noopener">Isabela Figueiredo, com o seu primeiro romance, A Gorda</a>. Infelizmente, também não foi o que esperava. O tema é atual e pesado, sentimos as frustrações da protagonista, mas falta qualquer coisa.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Em conjunto com a <a href="http://www.viveraviajar.com" target="_blank" rel="noopener">Marta</a> e com a <a href="http://barbarareviewsbooks.blogspot.pt" target="_blank" rel="noopener">Bárbara</a>, li Mulherzinhas, de Louisa May Alcott. Tenho pena de não ter lido este livro quando era adolescente, sinto que não aproveitei tanto como teria aproveitado na altura. Mas foi bom, mesmo assim. A troca de ideias também foi interessante.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Li ainda um livro da Agatha Christie, Perigo na Casa do Fundo, para o projeto <a href="https://thedailymiacis.blogs.sapo.pt/tag/365+dias+com+poirot+e+marple" target="_blank" rel="noopener">#365diascompoirotemarple</a>. Não sendo o melhor que já li dela, gostei.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Ainda durante o Março Feminino, iniciei a leitura do escolhido para o Clube dos Clássicos Vivos. Frankenstein, Mary Shelley. Pensava que teria um início aborrecido e que me iria logo aborrecer. Mas não, pelo contrário. Estou a gostar bastante.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Este mês teve ainda lugar mais um encontro do Clube dos Clássicos Vivos. Foi em Lisboa, no Fórum Tivoli, e foi uma animação. É tão bom estar com pessoas que partilhem os mesmos gostos que nós. Falar de livros e de leitura, trocar ideias e sugestões.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="29315002_10156414914138783_7916431819602395136_n.j" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G9907e5ce/20960669_gvDC7.jpeg" alt="29315002_10156414914138783_7916431819602395136_n.j" width="960" height="715" /></p> <p style="text-align: right;"><span style="font-size: 10pt;">(Fotografia tirada pela Sandra, do blog <a href="https://sayhellotomybooks.blogs.sapo.pt" target="_blank" rel="noopener">Say Hello To My Books</a>)</span></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Fui a um evento, na Arquivo. Afonso Cruz apresentou o seu livro, Jalan Jalan. Nunca li nenhum livro dele, mas fiquei interessada neste só de o ouvir falar. Contou-nos alguns episódios do livro, como surgiu o título e falou-nos de pessoas que conheceu nas suas muitas viagens. Na Indonésia os plurais são dados pronunciando a palavra duas vezes, não é interessante? Jalan Jalan foge à regra. Jalan significa rua, Jalan Jalan significa passeio.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="29103932_1570965512953167_7710659854846656512_n.jp" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ga209a9df/20960678_igTkH.jpeg" alt="29103932_1570965512953167_7710659854846656512_n.jp" width="960" height="613" /></p> <p style="text-align: right;"><span style="font-size: 10pt;">(Imagem <a href="https://www.facebook.com/livraria.arquivo/photos/a.163205640395835.31642.161993427183723/1570965509619834/?type=3&amp;theater" target="_blank" rel="noopener">daqui</a>)</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:75247 2018-03-30T16:31:00 A Gorda | Isabela Figueiredo 2018-03-31T15:33:58Z 2018-03-31T15:33:58Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="A Gorda.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gb814592a/20957045_idtEV.jpeg" alt="A Gorda.jpg" width="960" height="960" /></p> <p> </p> <p style="text-align: center;"><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: justify;">A Gorda é o primeiro romance de Isabel Figueiredo. Ganhou em 2017, com este livro, o Prémio Literário Urbano Tavares Rodrigues.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Nascida em Lourenço Marques, Moçambique, atual Maputo, rumou a Portugal aquando da independência do seu país, em 1975, integrando o grupo de retornados do país. É professora de Português.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Disse <a href="http://www.sabado.pt/gps/palco-plateia/livros/detalhe/isabela-figueiredo-sempre-senti-que-me-olhavam-como-uma-deficiente" target="_blank" rel="noopener">nesta</a> entrevista que fez uma gastrectomia há alguns anos. Que vestia o 54 e só conseguia encontrar roupa que lhe servisse na C&A. Teve um namorado que acabou a relação porque o seu "aspeto não era adequado". Teve um amor fortíssimo que a rejeitou devido à aparência, deixando-a psicologicamente afetada.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Neste livro, a autora começa por nos dizer que "Todas as personagens, geografias e situações descritas nesta narrativa são mera ficção e pura realidade".</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Poderemos assumir que se trata de um livro autobiográfico?</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Deparamo-nos com três excertos antes de começar a narrativa. As vozes de Mary Shelley, Javier Cercas e Henry David Thoreau trazem-nos frases de solidão e falta de amor.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Conhecemos Maria Luísa. Vive na Cova da Piedade, em Almada. Filha de pais retornados. Estuda Letras e Filosofia e apaixona-se loucamente. Maria Luísa é a gorda, mas é também uma mulher feita de fibra.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Este livro reflete os sentimentos e frustrações de uma mulher que não quer saber o que pensam da comida, quer é comer. Reflete a sociedade onde vivemos, que coloca as pessoas por categorias e as rotula.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A temática é pesada e contada do ponto de vista de quem sofre com ela, tornando o livro um tanto ou quanto depressivo. A escrita é simples e sem meias medidas.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Gostava que a personagem principal estivesse melhor construída. Algumas falhas não me deixaram compreendê-la completamente. Queria saber mais sobre ela, entender o motivo de certas decisões.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Talvez seja mesmo a história de Isabela Figueiredo ou talvez não. É certamente a história de muitas mulheres. Infelizmente. Continuará a ser, enquanto existirem pessoas que não aceitam os outros como são, que os excluem e lhes põem um rótulo na testa.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:74824 2018-03-25T22:45:00 A História de uma Serva | Margaret Atwood 2018-03-30T22:10:04Z 2018-03-30T22:16:19Z <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180330_223832.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G130826f9/20956010_pKotK.jpeg" alt="IMG_20180330_223832.jpg" width="960" height="960" /></p> <p> </p> <p style="text-align: center;"><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Margaret Atwood é uma escritora canadense reconhecida com vários prémios literários. A História de uma Serva, The Handmaid's Tale no original, recebeu o prémio Arthur C. Clarke Award em 1987, dois anos após o seu lançamento. Foi ainda nomeado para outros dois prémios de ficção científica. Apesar disso, a autora não considera este um livro de ficção científica, mas de ficção especulativa, uma vez que a ficção científica é algo que ainda não pode acontecer.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Este livro retrata um mundo distópico onde as mulheres são categorizadas, sendo as férteis chamadas Servas. O seu trabalho é conceber filhos para os Comandantes e as Esposas inférteis daquele país. Gileade é o nome deste nome país, situado na antiga América, conquistado por extremistas cristãos da direita.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Traz consigo um teor muito político, onde as mulheres e os homens ocupam posições muito distantes. As mulheres voltam a ser muito controladas, sendo-lhes restringidas várias coisas que antes tinham como certas. Não podem ter acesso a nada que lhes estimule o pensamento. De que outra forma aceitariam sem questionar a sorte que lhes calhou?</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <blockquote> <p style="text-align: justify;">"Vivíamos, como de costume, ignorando. Ignorar não é o mesmo que ignorância, exige esforço da nossa parte."</p> </blockquote> <p style="text-align: justify;"> </p> <blockquote> <p style="text-align: justify;">"Passado o primeiro choque, depois de uma pessoa começar a aceitar, o melhor era deixar-se ficar letárgica. Podíamos dizer que estávamos a poupar forças."</p> </blockquote> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A história é contada pela voz de Defred, uma Serva que tal como os seus direitos perdeu também o seu nome e identidade, que nos transmite todos os seus pensamentos, ideias e angústias. Como todas as Servas, veste de vermelho para ser facilmente identificada e usa uma touca branca com abas que lhe restringe muito o campo de visão.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <blockquote> <p style="text-align: justify;">"Caminhamos, sedadas. O sol está descoberto, há tufos de nuvens brancas no céu, do tipo que lembra ovelhas sem cabeça. Por causa das nossas abas, dos nossos antolhos, é difícil olhar para cima, é difícil conseguir uma visão completa do céu, seja do que for. Mas podemos fazê-lo, um pouco de cada vez, um movimento rápido da cabeça, para cima e para baixo, para o lado e para trás. Aprendemos a olhar para o mundo em arquejos."</p> </blockquote> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A escrita da autora é cuidada e com muita atenção ao detalhe. Salta várias vezes entre o presente e o passado. Passam vários capítulos até começarmos a compreender como foi possível chegar a este ponto.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Quando terminamos a leitura, não encontramos um final fechado. São deixadas muitas pontas soltas num final mais aberto do que estava à espera.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PJTonrzXTJs?feature=oembed" width="640" height="360" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: justify;">Recentemente, comecei a assistir à série. As diferenças são muitas e enormes. Pegaram na ideia e criaram uma série a partir dela. Vão aparecendo vários episódios do livro, e foram acrescentando mais. Mas estou quase a terminar a primeira temporada e a gostar!</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:74563 2018-03-20T20:38:00 Livros no Ecrã | 2ª Edição 2018-03-20T20:47:01Z 2018-03-30T11:13:46Z <p style="text-align: justify;">Este é um projeto que criei no ano passado e que, depois de muito pensar, decidi voltar a promover.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Ocorre durante o mês de Abril, altura em que o blog comemora mais um ano de existência, e consiste em ler livros que já foram adaptados ao ecrã e falar sobre ambos.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Podem participar apenas com um livro/adaptação ou com vários. Podem ser recentes ou mais antigos. Podem ser adaptados para filmes ou séries. Simples, não é?</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Convido-vos a todos a participar comigo. Leiam livros, vejam adaptações. Partilhem as vossas opiniões. No blog ou nas redes sociais. No canal. Onde quiserem. Utilizem a hashtag #livrosnoecra para que eu vos consiga encontrar.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Comemorem mais um anoversário do blog comigo. Adicionem um livrinho para este projeto na vossa TBR de Abril. Bora?</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:74255 2018-03-15T20:35:00 O Hipnotista | Lars Kepler 2018-03-20T20:37:14Z 2018-03-30T11:14:04Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180320_190351_HHT.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G8f09a68e/20940091_EUUnw.jpeg" alt="IMG_20180320_190351_HHT.jpg" width="960" height="960" /></p> <p> </p> <p style="text-align: center;"><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Lars Kepler é o pseudónimo de uma dupla de escritores suecos de romances policiais, Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril. O Hipnotista foi o primeiro livro que lançaram em conjunto.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Começamos a história quando uma família é encontrada morta em casa, existindo apenas um sobrevivente em estado grave. É transferido para o hospital, em coma.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Temos a personagem Erik, um médico que em tempos geriu grupos de terapia por hipnose. Tal como indica o título do livro, o nosso hipnotista é muito mais focado, no que acaba por ser uma história sobre a sua vida.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O assassino é desvendado numa fase muito inicial e, apesar de todos os esforços para o encontrar, a sua mente nunca é explorada. Não existe um motivo concreto nem nos é contado muito sobre ele.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Apesar de ser um policial, não senti muito entusiasmo ao ler este livro. Não considero que seja tão empolgante como o esperado. Estava à espera de um livro onde ficasse sempre na espetativa, com vontade de saber o que vem a seguir e de ler cada vez mais. Infelizmente, tal não aconteceu.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Antes deste, li dos mesmos autores o livro "A Vidente", também com o mesmo polícia Joona Lina e, apesar de ter gostado mais do que d' O Hipnotista, também não adorei.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:74105 2018-03-10T19:43:00 O Velho e o Mar | Ernest Hemingway 2018-03-19T19:55:47Z 2018-03-30T11:14:23Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180319_184319.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gdf089a0f/20937503_jes1W.jpeg" alt="IMG_20180319_184319.jpg" width="960" height="960" /></p> <p> </p> <p style="text-align: center;"><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Ernest Hemingway foi um escritor norte-americano. Ganhou o prémio Pulitzer de Ficção em 1953 e o Nobel da Literatura em 1954. Viveu de 1899 a 1961, altura em que acabou por cometer suicídio.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Escrito em Cuba, O Velho e o Mar foi uma das últimas obras do escritor publicadas em vida e é provavelmente a mais conhecida. </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Conta a história do velho Santiago, um pescador que atravessa uma maré de azar, estando há 85 dias sem encontrar um único peixe. Com a ajuda de um jovem amigo, nunca desiste e continua a levantar-se cedo para ir para o mar.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">É o segundo livro que leio do escritor, li no ano passado Paris é uma Festa. Tal como o primeiro, este voltou a não me conquistar completamente.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A escrita é simples e sem floreados, lê-se bem.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Compreendo a mensagem transmitida e a intensão de mostrar as capacidades do homem para atravessar as diversas fases da vida.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">No entanto, tive a sensação que a leitura não evoluía, as páginas passavam e as palavras eram as mesmas. No final, não fiquei satisfeita. Faltou qualquer coisa.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">"- Mas o homem não foi feito para a derrota - disse. - Um homem pode ser destruído, mas não derrotado."</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:73802 2018-03-01T18:03:00 TBR | Março Feminino 2018-02-28T23:21:07Z 2018-02-28T23:27:45Z <p style="text-align: justify;">O <a href="http://sayhellotomybooks.blogs.sapo.pt/marco-feminino-2018-71341" target="_blank" rel="noopener">Março Feminino</a> é um projeto da Sandra, do blog Say Hello to My Books, que consiste em ler só livros escritos por mulheres durante o mês de Março. Vou participar e para isso escolhi cinco livros de cinco autoras diferentes para me acompanharem durante este mês.</p> <p> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180228_185252.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gf913a2de/20909070_ULPos.jpeg" alt="IMG_20180228_185252.jpg" width="960" height="960" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Um livro que está em minha casa à menos de um mês e que, em príncipio, será o primeiro que vou ler. <strong>A História de uma Serva, de Margaret Atwood</strong>. Penso que vou gostar e que vai ser uma excelente leitura.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">De uma escritora portuguesa, <strong>Isabela Figueiredo</strong>, vou ler <strong>A Gorda</strong>. Comprei-o no final de 2016 e chegou finalmente a altura de lhe pegar. Também espero gostar.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Da rainha do Crime, <strong>Agatha Christie</strong>, vou ler <strong>Perigo na Casa do Fundo</strong>. Vai contar para o projeto <a href="http://thedailymiacis.blogs.sapo.pt/tag/365+dias+com+poirot+e+marple" target="_blank" rel="noopener">365 dias com Poirot e Marple</a>, criado pela Sofia do blog The Daily Miacis.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Recebido no ano passado de um sorteio do Clube dos Clássicos Vivos, vou ler <strong>Mulherzinhas, de Louisa May Alcott</strong>. Tenho muita curiosidade, e espero que o facto de já não ser adolescente não me impeça de gostar deste livro.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Por fim, o clássico escolhido para o Clube dos Clássicos Vivos. <strong>Frankenstein, de Mary Shelley</strong>. Não tenho qualquer espetativa, sei que é um romance com teores góticos e, claro, sei da criação do monstro de Frankenstein. Espero gostar.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">E vocês, o que vão ler?</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:73647 2018-02-28T22:42:00 De Mês a Mês | Fevereiro 2018-02-28T22:56:47Z 2018-03-30T11:15:02Z <p>No mês de Fevereiro li os três livros que tinha planeado na minha TBR.</p> <p> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="SI_20180211_131505.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gfd09fd34/20909014_N9mtj.jpeg" alt="SI_20180211_131505.jpg" width="960" height="960" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Comecei o mês com <strong>Jane Eyre, de Charlotte Brontë</strong>, o escolhido para o <strong>Clube dos Clássicos Vivos</strong>. O primeiro livro do ano a receber cinco estrelas. Jane é uma mulher forte e que não se deixa inferiorizar por ninguém. Segue os seus próprios pensamentos e rege-se por aquilo em que acredita sem que ninguém possa alterar a sua forma de ver.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O segundo livro do mês foi um livro pequenino, com pouco mais de 70 páginas. Falo de <strong>O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway</strong>. Lamento dizer que não foi uma leitura tão boa como esperava. É já o segundo livro que leio do autor, li Paris é uma Festa no ano passado, e nenhum dos dois me conquistou.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A última companhia do mês foi <strong>O Hipnotista</strong>, da dupla que escreve sob o pseudónimo <strong>Lars Kepler</strong>. É também o segundo livro que leio deles e não adorei. Gostei e senti que queria sempre saber mais, mas penso que foi o único thriller que já li em que a história não é centrada no assassino, nem se sabe quase nada sobre ele. Foi um livro para a 10ª etapa do projeto A Volta ao Mundo em Livros.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Também este mês, comprei o livro <strong>A História de uma Serva, de Margaret Atwood</strong>. Quero ler em Março, para depois poder finalmente ver a série.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">E o vosso mês, como correu?</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:73320 2018-02-27T19:35:00 Jane Eyre | Charlotte Brontë 2018-02-28T21:02:59Z 2018-02-28T21:02:59Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180228_203054.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G590858dd/20908812_oNm6r.jpeg" alt="IMG_20180228_203054.jpg" width="960" height="960" /></p> <p> </p> <p style="text-align: center;"><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Charlotte Brontë foi uma escritora e poetisa inglesa, a mais velha das irmãs Brontë. Publicou Jane Eyre sob o pseudónimo Currer Bell em 1847. Frequentou uma escola de filhas do clero em Cowan Bridge e descreveu-a em detalhe neste romance autobiográfico, disfarçada com o nome Lowood School.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Jane Eyre é órfã e em pequena foi deixada ao cuidado de uma tia por afinidade, que não lhe tem afeto. Neste livro, é contada a história de Jane, na primeira pessoa, desde a infância até à vida adulta. Nunca teve uma vida fácil e para conseguir chegar onde chegou teve de lutar contra a pobreza, sempre sozinha e com um temperamento considerado a causa de tudo o que lhe acontece.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Não se considera inferior nem superior a ninguém, só por ser pobre, mulher ou pessoa com menos conhecimentos do mundo. Para ela todos são iguais, pois a igualdade reside no espírito e na alma, e ela exige ser tratada de acordo com aquilo que defende.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <blockquote> <p style="text-align: justify;">" – Não me parece, senhor, que o mero facto de ser mais velho que eu ou de conhecer melhor o mundo que eu lhe dê o direito de me dar ordens."</p> </blockquote> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Na altura da sua primeira publicação, atraiu a atenção do público e dividiu a crítica devido ao carácter impresso na personagem principal, uma mulher que, embora se reja pelo que era considerado normal nas mulheres daquela época, deixa transparecer uma declaração de independência e emancipação da mulher muito fortes.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <blockquote> <p style="text-align: justify;">"Espera-se que, em geral, as mulheres sejam calmas, mas a verdade é que as mulheres sentem na mesma medida dos homens; a exemplo dos seus irmãos, elas necessitam de exercitar as suas faculdades e duma actividade em que se empenhar; tal qual como os homens, sofrem com restrições demasiado rígidas, com estagnação excessiva; e é uma prova de estreiteza de vistas da parte dos seus semelhantes mais privilegiados afirmar que elas se deviam contentar em fazer pudins e em tricotar meias, em tocar piano e em bordar sacos. É uma falta de consideração condená-las ou ridicularizá-las quando se empenham em fazer mais ou em aprender mais que aquilo que os costumes decretaram ser necessário para o seu sexo."</p> </blockquote> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Fiquei encantada desde as primeiras páginas, tanto que de cada vez que decidia ler só um capítulo, dava por mim perdida na história durante muito mais tempo. Adorei a personagem Jane Eyre, o facto de a história ser contada sob a sua perspetiva une-nos de forma mais estreita a ela, levando-nos a simpatizar desde o início.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A crítica à sociedade da época é também muito pronunciada, vemos as diferenças entre ricos e pobres e distinguimos os poderosos dos pouco influentes.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A religião também está presente em vários excertos do livro, o que neste caso não foi uma coisa má. Não me considero religiosa nem partilho a fé das personagens desta trama, mas estes excertos chegam a ser inspiradores.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A cultura literária também é palpável, vários excertos de obras de outros autores podem ser encontrados ao longo do livro.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A escrita é simples e cativante, o enredo e as personagens são bem construídas.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/RKG_15i8O7I" width="560" height="315" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Depois de ler o livro, vi o filme de 2011 dirigido por Cary Fukunaga. Apesar dos cortes normais que são feitos nas adaptações, achei-o bastante fiel ao livro. Neste caso, foram comprimidas 594 páginas em cerca duas horas de filme.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Michael Fassbender foi o ator que protagonizou Edward Rochester, e apesar do seu muito bom trabalho, levou a que a personagem ficasse diferente da do livro, onde é descrito como um homem feio mas com mais genica.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A atriz Mia Wasikowska representou muito bem o seu papel de Jane Eyre, embora também não se possa dizer que seja feia como no livro.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O início do filme foi feito "in media res", ou seja, começou a meio da trama e foi alternando entre este presente e o passado. As cenas foram trabalhadas ao pormenor e com detalhe. </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O final também não é igual, faltam as últimas páginas do livro, embora seja fácil para o espetador imaginar aquilo que falta.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:73202 2018-02-21T19:44:00 Stranger Things | 1ª temporada 2018-02-21T21:16:42Z 2018-02-22T19:30:49Z <p style="text-align: justify;">Comecei este mês a ver a série mais falada dos últimos meses: Stranger Things. Hoje venho falar um bocadinho da primeira temporada, sem spoilers.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Uma distribuição da Netflix, escrita pelos irmãos Matt e Ross Duffer, com produção de Shawn Levy, estreou a 15 de Julho de 2016. A primeira temporada teve oito episódios e enquadra-se nos géneros Ficção Científica e Terror.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A trama é baseada em algum do trabalho de Stephen King, passa-se em Hawkins, numa pequena cidade norte-americana onde todos se conhecem, e  inicia quando um miúdo desaparece sem deixar qualquer rasto.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">É também, embora pareça estranho, baseada em factos reais. Mais precisamente no projeto Montauk, um assunto secreto do governo norte-americano, desenvolvido em Camp Hero, do qual existem rumores de várias experiências perigosas em seres humanos durante o período da Guerra Fria. Diz-se que várias pessoas, incluindo crianças, eram torturadas com o objetivo de atingirem certas capacidades psíquicas e técnicas de guerra psicológica, tendo ainda sido testadas viagens no tempo e interespaciais.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Com um roteiro muito bem escrito, efeitos especiais muito bons e referências importantes de cultura que passam quase despercebidas, acaba por nos prender a atenção de forma viciante. É uma caixinha de cultura da época e traz-nos jogos de "role playing", crianças a andar de bicicleta sozinhas na rua ou "walkie-talkies". The Clash, Scorpions, Bon Jovi, Queen, Mettallica, Cyndi Lauper, The Police, são alguns dos nomes que embalam a trilha sonora da série, focada nos anos 80.  Filmes como O Senhor dos Anéis, E.T., Star Wars são várias vezes referidos.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Confesso que o primeiro episódio não me convenceu completamente, mas valeu a pena continuar. As personagens são envolventes e cativantes e o elenco é bastante afinado apesar de na sua maioria ser pouco conhecido. A pequena atriz Millie Bobby Brown é quem mais se destaca, sendo que esta primeira temporada se foca imenso na sua personagem.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Nesta série não existem excessos, não encontramos cenas só para encher nem temos de esperar até ao final da temporada para ver alguma ação. Todos os episódios são bons e importantes.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Uma vantagem desta série é que cada temporada tem a sua própria história, assim não temos de esperar meses (ou às vezes anos) para saber o que irá acontecer depois. Mesmo assim, o final não é completamente fechado, existe algum mistério para dar azo à imaginação.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Vejam a série, vale a pena e as temporadas têm poucos episódios. Deixo o trailer da primeira:</p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/XWxyRG_tckY" width="560" height="315" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:72935 2018-02-18T17:28:00 10 excertos de Jane Eyre 2018-02-18T18:03:03Z 2018-02-18T18:18:02Z <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180218_180612.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gfb09a2b0/20892006_Qq7DR.jpeg" alt="IMG_20180218_180612.jpg" width="960" height="960" /></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <blockquote> <p style="text-align: justify;">"Eu acho que a vida é demasiado curta para ser passada a alimentar animosidades ou a recordar injustiças."</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">"Mesmo que o mundo inteiro te odiasse e te julgasse uma mã pessoa, desde que a tua consciência aprovasse a tua conduta e te libertasse de qualquer culpa, terias sempre uma amiga."</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">"(...) o tempo mitiga os desejos de vingança e aquieta os impulsos de fúria ou repulsa."</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">"(...) não há felicidade que se compare a sentirmos que somos amados pelos nossos semelhantes e que a nossa presença é para eles uma fonte de conforto."</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">"É como se eu tivesse um cordel algures debaixo das costelas do lado esquerdo, apertado com um nó tão cego ao ponto de ser impossível de desatar a um cordel semelhante situado na zona correspondente do seu corpo franzino. E se aquele canal tempestuoso mais cerca de trezentos quilómetros de terra se interpusesse entre nós dois, tenho medo de que esse cordel de ligação se parta, e depois há qualquer coisa dentro de mim que me diz que eu ficaria a sangrar por dentro."</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">"Porventura acha que sou algum autómato? Uma máquina destituída de sentimentos? E que estou disposta a deixar que me arranquem o naco de pão da boca e me despejem da taça a gota de água que me é indispensável à vida? Porventura acha que, lá por eu ser pobre, feira, apagada e baixa, não tenho alma e coração? Pois olhe que está muito enganado... Tenho uma alma tão grande quanto a sua e um coração tão forte quanto o seu! E, tivesse-me Deus dotado dalguma beleza e de muito dinheiro, e pode ter a certeza de que o senhor teria tanta dificuldade em deixar-me como eu tenho em deixá-lo neste momento. Não lhe estou a falar com a linguagem dos costumes, das convenções nem sequer da carne mortal... É o meu espírito a dirigir-se ao seu espírito, como se ambos já tivéssemos pela sepultura e nos encontrássemos agora aos pés de Deus, como iguais que somos!"</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">"Eu não sou pássaro nenhum, e não há rede capaz de me prender. Sou um ser humano livre, dotado de vontade própria, (...)"</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">"(...) que necessidade há de viver no Passado quando o Presente se nos apresenta muito mais seguro... e o Futuro, muito mais radioso?"</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">"Os preconceitos, como é bem sabido, são mais difíceis de erradicar de um solo que nunca foi arado ou fertilizado por meio da educação, ficam tão enraizados como ervas daninhas entre as pedras."</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">"Eu não sou pessoa de grande orgulho em circunstâncias destas: prefiro sempre a alegria à dignidade."</p> </blockquote> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:72462 2018-02-15T18:20:00 Os Anagramas de Varsóvia | Richard Zimler 2018-02-15T18:29:00Z 2018-02-15T18:29:00Z <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180215_174721.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gcb082e65/20886504_FUNCa.jpeg" alt="IMG_20180215_174721.jpg" width="960" height="960" /></p> <p> </p> <p style="text-align: center;"><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Richard Zimler é um escritor, jornalista e professor norte-americano, que se mudou para o Porto em 1990. Tem publicados vários romances, contos e livros infantis.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Este é o primeiro livro que leio do autor e tem como pano de fundo um gueto judeu da capital da Polónia, no ano de 1940, altura da Segunda Guerra Mundial.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Erik Cohen é um velho psiquiatra que, após a ocupação alemã, é obrigado a mudar-se para esta pequena área judaica de Varsóvia e a viver em casa da sua sobrinha Stefa com ela e o seu filho Adam. A certa altura, Erik encontra Heniek e conta-lhe a sua história. Daí nasce então o manuscrito <em>Os Anagramas de Varsóvia</em>, um registo das conversas entre Erik e Heniek, que este último conseguiu perservar até ao final da guerra e posteriormente partilhar com outros. Todos os nomes citados ao longo das suas páginas são anagramas construídos a partir das letras dos verdadeiros, daí o título deste manuscrito.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A miséria e a precariedade sentidos naquele gueto são palpáveis. O medo e a incerteza são comuns, mas também encontramos o amor e a esperança, sentimentos que frequentemente testemunhamos ao logo da leitura.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Este livro relembra-nos a época do Holocausto de uma forma diferente, uma vez que se trata de um thriller histórico. A componente policial tornou a leitua de um tema tão forte e pesado como o Holocausto numa leitura mais leve e distanciada. A vida dos judeus naquele gueto, o poder dos Nazis ou a indiferença dos polacos está lá, mas de uma forma mais leve do que estamos habituados.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">No final, e apesar de bem construída, é uma história simples e a resolução do mistério que acompanha a maior arte das páginas não é muito surpreendente. Em suma, posso dizer que gostei, embora não tenha amado.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <blockquote> <p style="text-align: justify;">"De pé na escuridão, imaginei que, se oferecesse a minha vida a Deus, talvez ele poupasse alguém que quisesse viver - uma criança, com décadas de vida pela frente. Mas, mesmo que conseguisse covencer o Senhor a fazer esse negócio comigo, como decidir quem merecia mais?"</p> </blockquote> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:72372 2018-02-04T12:34:00 TBR | Fevereiro 2018-02-11T13:21:23Z 2018-03-30T11:16:09Z <p>Fevereiro é um mês pequenino, no entanto espero ter boas leituras. Escolhi três livros para ler ao longo do mês.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="SI_20180211_131505.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gd914908e/20878089_NcRhv.jpeg" alt="SI_20180211_131505.jpg" width="960" height="960" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Vou ler <strong>Jane Eyre, de Charlotte Brontë</strong>, o clássico escolhido para o Clube dos Clássicos Vivos. Tenho espetativas relativamente altas em relação a ele. Espero gostar.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Num género completamente diferente quero ler <strong>O Hipnotista, de Lars Kepler</strong>, uma leitura que irá contar para o projeto A Volta ao Mundo em Livros que, este trimestre, elegeu a Suécia como etapa.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Por útimo, um livro pequenino mas não menos grandioso, <strong>O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway</strong>. Uma das compras da Feira do Livro 2017 que ainda não li, será este mês.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Não escolhi nenhum autor português. Infelizmente, dei-me conta de que não tenho praticamente nada de autores portugueses nas minhas estantes. Sugiram-me livros portugueses nos comentários, sim?</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:71751 2018-02-01T17:43:00 De Mês a Mês | Janeiro 2018-02-10T20:20:43Z 2018-02-10T20:20:43Z <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="DSCF4060.JPG" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G7d045577/20876955_uOcWu.jpeg" alt="DSCF4060.JPG" width="1024" height="764" /></p> <p style="text-align: justify;">A TBR que defini para Janeiro foi cumprida.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Terminei a leitura de <strong>A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós</strong>. Não foi uma leitura tão boa quanto gostaria. Já postei opinião, aqui. O encontro do Clube dos Clássicos Vivos para falar sobre esta obra ocorreu cá em Leiria e foi maravilhoso.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Passei depois à leitura de <strong>A Contadora de Histórias, de Jodi Picoult</strong>. Como expliquei na opinião que fiz do livro, gostei mas não foi uma leitura perfeita. Tinha espetativas elevadas, o que não ajudou.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Depois li um autor português do qual ainda não conhecia nenhum livro. <strong>Valter Hugo Mãe, com Homens Imprudentemente Poéticos</strong>. Reconheço que é um bom livro e que está bem escrito, mas não me convenceu.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Por fim, iniciei a leitura de <strong>Os Anagramas de Varsóvia, de Richard Zimler</strong>. Gostei, embora esperasse gostar mais. Talvez tenha sido a junção desta época associada ao Holocausto com um thriller. Foi o primeiro thriller histórico que li e não adorei.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Em questões de livros novos adicionados à estante foram dois.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>Os Anagramas de Varsóvia, de Richard Zimler</strong>, a primeira compra do ano, logo nos primeiros dias.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>Jane Eyre, de Charlotte Brontë</strong>, uma oferta e a primeira escolha do ano no Clube dos Clássicos Vivos.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:71678 2018-01-30T15:20:00 Homens Imprudentemente Poéticos | Valter Hugo Mãe 2018-02-10T15:50:42Z 2018-02-10T15:50:42Z <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180130_175545.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G3d01e185/20876844_mo9Zf.jpeg" alt="IMG_20180130_175545.jpg" width="963" height="960" /></p> <p> </p> <p style="text-align: center;"><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Valter Hugo Mãe é o nome artístico do escritor, editor, artista plástico, apresentador e cantor Valter Hugo Lemos. É um português nascido em Angola, na cidade de Saurimo. Já ganhou vários prémios, entre eles o de Melhor Romance do Ano, em 2012.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Homens Imprudentemente Poéticos é o seu último romance, publicado em 2016 pela Porto Editora. Retrata a história de uma pequena aldeia do Japão antigo e gira em torno da inimizade estabelecida entre dois vizinhos.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Ao escrever esta história, o autor visitou o local que mais foca ao longo das suas páginas: Aokigahara, também conhecida como a Floresta dos Suicidas. As estatísticas mostram que neste local se suicidam centenas de pessoas a cada ano, um ato que as autoridades locais tentam desencorajar mas que continua a existir, tornando a floresta no segundo local mais comum no mundo.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Os primeiros capítulos destinam-se à apresentação de cada uma das personagens principais. O artesão Ítaro, criador de leques, possui uma habilidade que tanto pode ser considerada conveniente como angustiante - a previsão do futuro. O oleiro Saburo, que vive com a mulher, a senhora Fuyu. A senhora Kame é a criada que já pertence à família, a figura maternal que sofre as dificuldades desta família como se fosse a sua. Matsu, a irmã de Ítaro, uma menina cega que tem uma perceção sensível do mundo e das coisas, vive no meio de sonhos e tem uma enorme gratidão pela vida. </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <blockquote> <p>"Para Matsu as montanhas podiam fazer promontórios que se suspendessem sobre as aldeias. Braços de pedra que se levantavam entre as nuvens e sombreavam as aldeias. Explicavam-lhe que os cumes demoravam estações inteiras, podiam caminhar primaveras completas para lhes chegar ao cimo, e talvez nem chegassem, porque os homens faziam outra vida diferente da de poder voar. Mas a jovem imaginava o que ouvia segundo o seu próprio tremendismo, por isso julgava que o lugar mais alto das montanhas era uma extremidade de pedra que se alcandorava, coisa de conflituar com as nuvens e os pássaros maiores. Diferente de serem os homens voadores, ela inventava que seriam as montanhas terras capazes de pairar."</p> </blockquote> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Ao longo do livro vamos conhecendo as razões que foram separando os dois vizinhos inimigos ao mesmo tempo que nos deparamos com temas fortes como a morte e o suicidio, o amor e a ausência dele, a perda ou o ódio.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">É um bom livro, mas infelizmente não consegui que me enchesse as medidas. Foi o primeiro que li do autor e as opiniões que li variam bastante. Várias pessoas acham o melhor de Valter Hugo Mãe, outras acham que foi o pior. Vou ler mais livros da sua obra e formar a minha opinião. Neste livro, fico-me pelas três estrelas, espero atingir mais em leituras futuras.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Como curiosidade, vi numa notícia que neste livro o autor não utilizou uma única vez a palavra "não". Deixo a resposta que deu quando questionado sobre o assunto:</p> <blockquote> <p style="text-align: justify;">"A palavra Não sublinha um traço impróprio no Japão, porque difere da relação cerimoniosa que estabelecem uns com os outros. Os japoneses evitam dizer por norma Não e optam por uma expressão para essa negativa que, traduzida à letra, terá o significado de "isso é difícil". Por isso, várias vezes no romance as personagens respondem deste modo. O que é uma negativa educada, com que dão a entender ao interlocutor que o que lhe é pedido é impossível de fazer, mas sem o hostilizar."</p> </blockquote> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:71278 2018-01-24T21:56:00 The Storyteller | Jodi Picoult 2018-02-07T22:50:28Z 2018-02-07T22:50:28Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180130_175340.jpg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G27091d97/20873819_mghTN.jpeg" alt="IMG_20180130_175340.jpg" width="960" height="960" /></p> <p style="text-align: center;"><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /> </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Publicado em 2013, e traduzido em Portugal para "A Contadora de Histórias", este livro traz até nós um tema muito triste: o Holocausto. Retrata algumas das muitas coisas que se passaram num campo de concentração específico e, talvez, o mais falado: Auschwitz.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">É narrado na primeira pessoa pela voz de quatro personagens e engloba dois tempos distintos: o passado e o presente.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Sage é uma mulher de 25 anos, padeira de profissão e adora o que faz. Tem uma auto-estima muito baixa devido a um acidente do qual fez parte e que acabou por lhe deixar uma cicatriz na cara. É a voz do presente, do que se passa atualmente.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Leo fala também no presente. Trabalha no FBI e faz parte das suas funções perseguir e condenar ex-soldados nazis.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Josef é um nonagenário e ex-soldado das SS, que conta do seu ponto de vista como era a vida dos soldados, falando de assuntos como as seleções que eram feitas antes de lhes serem atribuídos os cargos.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Minka é a voz do passado, a voz dos horrores vividos antes e durante Auschwitz, uma mulher judia e uma sobrevivente do Holocausto. É também a avó de Sage.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <blockquote> <p>"On that day I had also noticed a new sign on the restaurant. Psy i Żydzi nie pozwolone. No dogs or Jews allowed."</p> </blockquote> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A pesquisa para este livro foi muito bem feita, os pormenores históricos são contados de forma muito real. Adorei os capítulos da personagem Minka, as partes passadas em Auschwitz, as descrições e a história que se vai desenrolando. É de ficar com o coração apertado.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Faz-nos refletir. É essencialmente um livro sobre perdão e sobre a nossa capacidade de perdoar os outros ou de nos perdoarmos a nós próprios. Por muito que leiamos sobre o tema, ou que assistamos a documentários, há sempre espaço para o choque e a tristeza que nos invadem ao depararmo-nos mais uma vez com este tema. Tal crueldade humana vai sempre surpreender e ser difícil, se não impossível, de compreender.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">As histórias são várias, umas dentro das outras. A história passada no presente, algumas partes da vida da Sage ou do Leo não gostei tanto. Nem consegui simpatizar com o Leo, apesar de ter gostado da Sage. Há uma outra história da qual também gostei, que é aquela que a Minka inventa e escreve e sonha partilhar.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O twist final que a autora deciciu dar também não me agradou particularmente e acabou por ser um pouco previsível.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Talvez para primeira leitura da Jodi seja um livro de cinco estrelas, mas após várias leituras chegamos à conclusão que a fórmula não varia muito de livro para livro. Teria gostado mais se a autora se focasse mais nas memórias da Minka e do Josef.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Deixo um excerto do qual gostei e que partilho agora convosco:</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <blockquote> <p style="text-align: justify;">"In Heaven and Hell, people sit at banquet tables filled with amazing food, but no one could bend their elbows. In Hell, everyone starves because they can't feed themselves. In Heaven, everyone's stuffed, because they don't have to bend their elbows to feed each other."</p> </blockquote> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menteliteraria:71160 2018-01-20T20:56:00 A Ilustre Casa de Ramires | Eça de Queirós 2018-01-28T22:49:04Z 2018-02-07T22:51:12Z <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20180128_222313.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gf704afa9/20856893_5jDir.jpeg" alt="IMG_20180128_222313.jpg" width="960" height="960" /></p> <p style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: center;"><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /><img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_STAR.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Eça de Queirós é um dos mais importantes e conhecidos nomes da literatura portuguesa. A sua obra mais conhecida e aclamada é Os Maias, publicada em 1888.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Do escritor, apenas tinha lido O Crime do Padre Amaro e gostei da crítica que encontrei. A Ilustre Casa de Ramires é então o segundo livro que leio do autor e não gostei tanto. Publicada em 1900. Foi escrito de forma paralela, ou seja, existem várias histórias a decorrer ao mesmo tempo.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Temos por um lado a história de Gonçalo Mendes Ramires, um fidalgo pertencente a uma das linhagens mais antigas, uma família nobre e cheia de tradições, que ambiciona entrar na política e fazer carreira, passada no século XIX. À medida que vai conseguindo atingir este objetivo, vê-se envolto numa série de dúvidas acerca da sua honra e honestidade, que poderão pôr em causa tudo aquilo que a sua família sempre defendeu.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Por outro lado, temos uma história escrita pelo nosso protagonista Gonçalinho, acerca dos seus antepassados, passada no século XIII. O protagonista aqui é Tructesindo Ramires, um homem que procura vingança pela morte do seu filho morto em uma emboscada por um suposto amigo da família.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">As personagens são personificações reais e adequadas à altura. Atuais, ainda nos dias de hoje.</p> <p style="text-align: justify;">O Gonçalinho, o fidalgo empobrecido que quer ser superior mas por outro lado mostra-se fraco e de caráter muito débil.</p> <p style="text-align: justify;">A Gracinha, pequenina e frágil, pele clara e cabelos negros compridos. Frágil e passiva, deixa-se seduzir facilmente.</p> <p style="text-align: justify;">André Cavaleiro, o Dom Juan da zona. Bem educado, de cabelos ondulados e bigodes fartos. Seduz Gracinha, já depois de casada.</p> <p style="text-align: justify;">As irmãs Lousadas, a personificação de duas coscuvilheiras da aldeia, como todos certamente conhecem.</p> <blockquote> <p>"Secas, escuras e gariulas como cigarras, desde longos anos, em Oliveira, eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas, as espalhadoras de todas as maledicências, as tecedeiras de todas as intrigas."</p> </blockquote> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O início do livro é bastante aborrecido, fala das conquistas dos antigos Ramires e é difícil de passar. Depois a história começa a fluir melhor. Álem destas primeiras partes, a história de Tructesindo também é difícil de passar e, no meu entender, não acrecenta grande coisa ao livro. Sempre que Gonçalo começa a narrar a história dos seus antepassados, é necessário estar muito atento à leitura para perceber a diferença, caso contrário acabamos por nos baralhar e ter de voltar atrás, como me aconteceu várias vezes.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Não seria a minha primeira recomendação para primeira leitura de Eça, gostei mais de O Crime do Padre Amaro. Mas para quem quer completar a obra de Eça, avancem sem medos. Já sabem, as primeiras páginas custam a passar, por isso nada de desistir.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Deixo algumas fotografias do encontro do Clube dos Clássicos Vivos que aconteceu em Leiria no dia 13 de Janeiro, para discutir esta obra:</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="20837100_wDS7I.jpeg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gd502faf9/20856885_tuHU8.jpeg" alt="20837100_wDS7I.jpeg" width="1024" height="682" /></p> <p> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="26855671_1776787412340428_1084974523_n.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G8004e0fd/20856887_30bb4.jpeg" alt="26855671_1776787412340428_1084974523_n.jpg" width="960" height="720" /></p> <p> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="26793402_1776786165673886_405855205_n.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G971337e1/20856890_MGLLv.jpeg" alt="26793402_1776786165673886_405855205_n.jpg" width="960" height="720" /></p> <p> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="26793884_1776784419007394_1435387430_n.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G2d02a11d/20856892_KVdZf.jpeg" alt="26793884_1776784419007394_1435387430_n.jpg" width="960" height="720" /></p>