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Uma Morte Súbita, de J. K. Rowling

por Daniela, em 15.07.16

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Este é o primeiro livro para adultos de J. K. Rowling, a autora dos livros que marcaram a minha geração. No entanto, neste livro não vemos nada do que existia no mundo de magia de Harry Potter.

É um estilo literário completamente diferente, em que não existe um personagem principal mas sim uma cidade inteira com iguais quantidades de importância na história. É difícil escrever um livro com diversas histórias paralelas, que acompanha uma enorme diversidade de personagens ao mesmo tempo e que, no final, se encontram e interagem em conjunto. A personalidade de cada uma das personagens tem de ser bastante trabalhada e a sua história individual interessante. E é isto que este livro nos traz.

A história da cidade e dos habitantes de Pagford, que revelam as suas maiores características após a morte do homem que era o elo de ligação entre todos. Cada um mostra o seu lado mais mesquinho, temos acesso aos pensamentos e às visões de todos os personagens, todos e cada um sedentos de poder. Dá para pensar na falta que o mundo tem de pessoas boas e genuínas.

Com tantos personagens, é difícil para o leitor assimilá-los todos ao mesmo tempo, e só com a continuação da leitura isso se verifica. Muitos temas são apresentados ao longo do livro, falando principalmente da política da cidade, mas retratando ainda assuntos como bullying, adultério, consumo de drogas, violação, entre muitos mais.

Achei os adolencentes melhores personagens que os adultos, melhor construídos e com lutas interiores mais interessantes. As descrições das personagens não são tanto dadas pelo narrador, vamo-nos apercebendo delas através dos seus pensamentos e das suas ações.

Não existe um final fechado para todas as personagens, o destino da maioria delas fica em aberto, o que não é necessariamente uma coisa má. Dos personagens que o têm, é sem dúvida um final chocante e que dá que pensar. Gostei, embora não estivesse de todo à espera.

 

Personagens preferidas: Krystal Weedon, Sukhvinder Jawanda

 

Pontuação: 4*

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Pontuação: 4*

 

Este é o livro referido no último volume da saga Harry Potter, como uma herança de Dumbledore para Hermione, e traz-nos as histórias infantis criadas para feiticeiros, em muito semelhantes aos nossos tradicionais contos de fadas.

Beedle leva-nos de volta ao mundo de magia de Harry Potter através de cinco pequenos contos, conhecidos por todos os pequenos feiticeiros de Hogwarts, e agora acessíveis a todos os Muggles uma vez que contêm notas explicativas da autora.

No final de cada conto, podemos ainda ler as ideias e os comentários do próprio Dumbledore, que ocupam aproximadamente metade do livro e foram encontradas após a sua morte, que nos chamam a atenção para detalhes dos contos, como é exemplo a completa exclusão dos Muggles ou apenas o seu papel como vilões. Tal como nos nossos tradicionais contos de fadas, ainda que este livro reúna os contos originais, estes foram também sendo mudados ao longo do tempo, de forma a se tornarem mais adequados para as crianças.

Cada uma destas histórias traz consigo uma lição de moral em que, tal como nos contos de fadas que já conhecemos, a virtude é por norma premiada e o mal é castigado”. Ao contrário do que se poderia pensar, a magia não é assim tão poderosa, sendo os valores dos personagens aquilo que prevalece e ganha. 

Um exemplo é o conto que aparece no último livro, e também no filme, da saga Harry Potter. N' "O Contos dos Três Irmãos", o irmão mais novo ao encontrar-se frente a frente com a Morte, não tenta enganá-la nem humilhá-la, apenas pede algo que o tire dali sem ser perseguido por ela. Este é o único dos irmãos com um final feliz, que ao contrário dos outros dois,  "acolheu a Morte como uma velha amiga, e foi com ela satisfeito e, como iguais, abandonaram esta vida".

Várias são as questões trazidas pelos contos, entre elas o amor, a tolerância e a morte, mostrando sempre que a magia não resolve todos os problemas e uma das suas limitações é não ser possível restituir a vida.

 

É um bom livro, que se lê num instante e que aconselho, principalmente mas não só, aos fãs de Harry Potter.

 

Deixo aqui o último conto do livro, e o único que aparece totalmente descrito no filme:

 

 

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Excertos #10

por Daniela, em 06.06.16

 

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"(...) a história de Bhai Kanhaiya, o herói sique que atendia às necessidades dos feridos em combate, quer fossem amigos ou inimigos. Quando lhe perguntaram por que motivo prestava ajuda indiscriminadamente, Bhai respondera que a luz de Deus brilhava a partir de todas as almas, o que lhe impossibilitava distinguir entre elas."

 

De J. K. Rowling, em Uma Morte Súbita*

 

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Excertos #9

por Daniela, em 24.05.16

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"O erro que noventa e nove por cento da humanidade cometiam, tanto quanto Fats sabia, era as pessoas sentirem vergonha daquilo que eram; mentirem acerca disso e tentarem ser outra pessoa.

(...)

O mais difícil, o mais glorioso, era ser-se a pessoa que se era realmente, (...)"

 

 

Do livro Uma Morte Súbita, de J. K. Rowling*

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