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TBR | Novembro

por Daniela, em 31.10.17

Pretendo rechear o meu mês de Novembro com sete livros.

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Dom Casmurro, de Machado de Assis

A última leitura do Clube dos Clássicos Vivos, que ainda não terminei. Pretendo terminá-la na primeira semana do mês, a tempo do encontro do clube.

 

Uma Melodia Inesperada, de Jodi Picoult

O mais recente título escolhido para o projeto Um ano com a Jodi.

 

Em Novembro vai voltar o projeto Ler os Nossos, gerido pela Cláudia.

Para este projeto escolhi os cinco livros que menciono abaixo, espero conseguir lê-los a todos.

 

O Barão de Lavos, de Abel Botelho

Um livro que já comecei, mas li muito pouco. Sobreponho sempre outras leituras à frente. Em Outubro não cheguei a pegar nele. Penso que o melhor será começar de novo e dar-lhe a atenção que merece. Como tal, vou incluí-lo no projeto.

 

As Intermitências da Morte, de José Saramago

Este autor não podia faltar num projeto como este. Comprei este livro de propósito para o projeto e escolhi este título com a ajuda deste vídeo da Cláudia.

 

A Gorda, de Isabel Figueiredo

Um livro que está na minha estante quase há um ano e do qual tenho bastante curiosidade. Chegou a altura de o ler.

 

Para Onde Vão os Guarda-Chuvas, de Afonso Cruz

Vai ser o meu primeiro contacto com o autor e foi também uma recomendação da Cláudia. Está na minha estante há algum tempo, o tamanho do livro não ajuda, mas vou finalmente lê-lo.

 

A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós

Terminando o ano exatamente como começou, o último título do ano para o Clube dos Clássicos Vivos é de Eça de Queirós. Vai ser o meu segundo contacto com o autor e vou ler em ebook.

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A minha segunda leitura para o projeto Pottermania. Mais uma entrada em Hogwarts e neste mundo que cresceu comigo. Foi uma releitura, claro. Reencontrei a Ginny e o pequeno Dobby. Conhecemos a rede de Pó de Floo.

 

Neste segundo livro assistimos às tentativas desastrosas de Dobby para salvar a vida a Harry. Tentativas essas que o fazem por exemplo perdeu o comboio para Hogwarts, uma vez que esbarram contra uma passagem fechada. O carro mágico, enfeitiçado por Mr. Weasley entra em ação e leva-os a voar até Hogwarts e a uma série de castigos e gritadores. Perde todos os seus ossos quando é atingido por uma bludger que sem qualquer razão aparente se foca nele, e quando mais tarde o bonito professor Lockart o tenta ajudar com os seus ossos partidos.

 

"A CÂRMARA DOS SEGREDOS FOI ABERTA.

INIMIGOS DO HERDEIRO, CUIDADO."

 

Estranhas mensagens aparecem nas paredes do castelo, enquanto vários ataques são sofridos pelos feiticeiros que descendem de Muggles. Mas quem está por detrás de todos estes ataques? E por que motivo consegue Harry ouvir uma voz vinda das paredes, uma voz que mais ninguém parece perceber?

Somos introduzidos ao termo "busca-pé", que mais tarde também conhecemos por "cepatorta". Familiarizamo-nos com a linguagem das serpentes, o serpentês e com o termo Sangue de Lama, uma ofensa proferida contra os feiticeiros nascidos no ceio de famílias Muggles.

"Sigam as aranhas", diz-nos o Hagrid. Mas onde isso nos levará?

O segundo ano de Harry parece ser recheado de novas aventuras. O relacionamento de Harry com Ginny intensifica-se, criam-se laços que não poderão ser destruídos.

Mais um ano se passa, os nossos heróis continuam as suas aventuras e unem-se cada vez mais. O universo de Harry Potter prende-nos e não nos larga.

Não há muito mais a dizer. É uma história que marca num todo. Cada livro nos aproxima mais das personagens que o integram. Vamos conhecendo as outras personagens, mas secundárias que o trio principal, mas igualmente importantes.

 

"São as tuas escolhas, Harry, que mostram quem de facto tu és, mais do que as tuas capacidades."

 

O filme é considerado o mais fiel ao livro de todos os de Harry Potter. Eu concordo que está bastante fiel, ressalvando o facto de que vi a versão estendida, pelo que não senti falta por exemplo da cena na Borgin & Burkes, quando o Harry fica escondido no armário a ouvir a conversa entre Lucius e o proprietário da loja.

O contacto entre a Ginny e o Harry poderia ter sido muito mais aprofundado, faltou a cena do postal de S. Valentim por exemplo, mas penso que todos concordam que a Ginny nunca teve o prestígio que merecia nos filmes que foram feitos.

 

Opiniões anteriores:

Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J. K. Rowling

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O Vermelho e o Negro, de Stendahl

por Daniela, em 23.10.17

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Stendhal é um pseudónimo de Henri-Marie Beyle, que escreveu no século XIX sob a capa de vários outros e que publicou apenas um livro com o seu nome verdadeiro. Louis Alexandre Bombet ou Anastasius Serpière são alguns dos pseudónimos que utilizou antes de Stendhal.

 

Este livro passa-se em França, no período da Restauração antes da Revolução de 1830, e traz-nos a história de Julien Sorel. O nosso protagonista é um jovem inteligente e ambicioso, nascido em Verrières no ceio de uma família pobre. Filho de um carpinteiro e desprezado por estes e pelos seus irmãos devido à sua tendência para os livros, a paixão por Napoleão Bonaparte, e falta de jeito nos trabalhos árduos.

 

"Nada podia ser mais antipático ao velho Sorel; talvez tivesse perdoado a Julien a sua compleição franzina, pouco adequada aos trabalhos que exigem força e tão diferente da corpulência dos filhos mais velhos; mas aquela mania de ler era-lhe odiosa, tanto mais que ele próprio não sabia ler."

 

Apesar destes fatores, ele tem no entanto pretensões de subir na vida. Ele sonha integrar-se na alta sociedade e tenta-o de duas formas; através do serviço a casas de famílias importantes e através da sua entrada no seminário. Apesar de deixar o seu rasto por onde passa e conquistar jovens em qualquer lado, ele não se contenta com as raparigas que servem a mesma família que ele. Pensa mais alto e quer a atenção da senhora para quem trabalha. Será que consegue? Será que sobe realmente na vida? E a que custo? São questões que vamos vendo respondidas ao longo da narrativa.

 

O ritmo de leitura começa por ser bastante rápido e fluido, queremos saber sempre o que Julien fará de seguida. No entanto, começou a tornar-se aborrecido antes de chegar a meio e comecei a deixá-lo de lado. As descrições são imensas e a ação cai drasticamente. Mais perto do fim voltou ao ritmo inicial.

Senti falta de algumas notas de tradução na minha edição, sei por certo que várias referências me passaram ao lado.

 

O nome que o autor escolheu para o livro não foi completamente compreendido. A maioria pensa que o negro é a cor da batina e representa o clero. Quanto ao vermelho, muitos pensam ser a cor dos antigos uniformes militares franceses; outros pensam ser a cor da paixão que move o nosso protagonista.

 

Julien Sorel é sem dúvida uma grande personagem e o melhor do livro. É extremamente bem construído e cheio de camadas que descobrimos a cada nova peripécia. Talento e ambição natos, recorrendo a tanta hipocrisia sobre uns e enganando tantos outros.

 

A escrita do autor é primorosa. Neste livro, é um narrador presente que quase se torna numa personagem, comentado os acontecimentos à medida que estes se vão desenrolando. Conseguiu contruir um personagem extremamente complexo, mas dos melhores que podemos encontrar, com grande mestria.

 

O final é fabuloso. Vale a pena passar por todas as partes aborrecidas e encontrar aquele final. Talvez não seja o que esperámos durante todo o livro, mas ao chegar lá percebemos que não poderia ser de outra forma.

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Small Great Things, de Jodi Picoult

por Daniela, em 14.10.17

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"But in spite of the ideology that split us into factions, we'd all come together one day of the year to celebrate: April 20, the birthday of Adolf Hitler."

(Mas apesar das ideologias que nos separaram, todos nos reuníamos um dia por ano para celebrar: 20 de Abril, o aniversário de Adolf Hitler.)

 

Li este livro no mês de Setembro, para mais uma etapa do projeto Um ano com a Jodi. Esta foi também a minha primeira leitura em inglês e correu muito bem.

Este livro traz-nos a história de Ruth, mãe de Edison e viúva de um homem que morreu na guerra; uma enfermeira obstetra com mais de 20 anos de experiência a trabalhar num hospital de Connecticut. Tudo corre bem, até ao dia em que o bebé de Brit e Turk nasce e Ruth tem a tarefa de tratar dele. Depois de algum tempo em que Ruth sente o ambiente pesado do quarto enquanto trata do pequeno Davis, Turk pede-lhe que chame a sua supervisora e não a deixa tocar mais no filho.

Brit e Turk são dois supremacistas e acreditam que os brancos são superiores às pessoas de qualquer outra origem racial. Pertencem a um grupo de pessoas que se juntam para promover o poder dos brancos.

 

"We turned toward each other. I looked her in the eye, unwavering, as we recited the Fourteen Words, the mantra David Lane created when he was running the Order: We must secure the existence of our people and a future for White children."

(Virámo-nos um para o outro. Eu olhei-a nos olhos, inabalável, enquanto recitavamos as Quatorze Palavras, o mantra que David Lane criou quando liderava a Ordem: devemos garantir a existência do nosso povo e um futuro para as crianças Brancas.)

 

Ruth é afro-americana e acaba por ser impedida de tocar naquele bebé, de fazer o seu trabalho e a sua função, num ato de racismo imenso, sem que ninguém pertencente à casa onde trabalha há mais de duas décadas a defenda ou apoie.

É um livro muito bem escrito que retrata várias formas de racismo, focando também muito pormenorizadamente o racismo passivo, o aceitar, o assistir e o não fazer nada. Prende logo desde as primeiras páginas, com personagens cheias de camadas e muito bem construídas.

Cada capítulo é narrado segundo o ponto de vista de cada uma de três personagens: Ruth, a nossa protagonista afro-americana; Turk, o nosso pai supremacista branco; e Kennedy, uma advogada que segue uma vida normal, e representa grande percentagem da população branca, não se considerando racista.

O final é muito coerente, sem dramatismos, nada do que esperava vindo da Jodi. Foi melhor assim. 

Um livro muito bom que nos mostra que, mesmo sem o percebermos, todos nós temos comportamentos perconceituosos em certas alturas. Recomendo.

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Reli o primeiro livro. Pela enésima vez. Este é o primeiro livro de uma história que me marcou, me acompanhou e cresceu comigo.

Conta a história que já todos conhecem: Harry Potter, um jovem de 11 anos, recebe a sua carta para entrar na melhor escola de magia e feitiçaria - Hogwarts - e viver num mundo do qual nunca tinha ouvido falar. Os melhores anos da sua vida começam aqui, quando se afasta dos Dursley, os tios com quem vive e que parecem nutrir um ódio genuíno por ele. Nunca lhe contaram nada acerca da vida dos seus pais, que eram ambos feiticeiros, dizendo-lhe apenas que tinham morrido num acidente de automóvel.

Este ano, Harry Potter descobre finalmente o significado e os valores das palavras amizade e família, enquanto vive experiências únicas na companhia dos seus novos amigos - Ron Weasley e Hermione Granger.

Neste primeiro volume são-nos introduzidas as personagens principais e os locais mágicos mais frequentados.

Sou uma Potterhead, assumo, e tinha de voltar a este mundo. Voltarei mais vezes, claro. Para a próxima vez quero ler em inglês, sem traduções.

J. K. Rowling conseguiu criar um mundo onde entramos e facilmente nos perdemos. Não parece possível ter sido rejeitada tantas vezes. Tem uma capacidade enorme de transmitir para a sua escrita valores e sentimentos, através desta história que tanto encanta como ensina.

Foi maravilhoso voltar a entrar neste mundo e reencontrar-me com as personagens que me são tão familiares.

O primeiro livro é apenas o início e não é o melhor, mas um livro que tanto significado tem para mim e que tanto me marcou não podia ter menos que as cinco estrelas, mesmo tendo passado todos estes anos. É um livro introdutório, que nos dá a conhecer um universo diferente do nosso e que nunca mais iremos deixar. Tanto tempo esperei pela minha carta que nunca chegou.

Em questões de tradução, não está nada boa. Li este mesmo exemplar tantas vezes mas só agora, em adulta, dei por esta falha. Acredito que muito foi perdido do original para este. É também por isso que quero reler em inglês.

 

 

O filme está razoavelmente fiel ao livro. Existem várias cenas diferentes, mas nenhuma delas muda o curso dos acontecimentos. Os atores eram tão novos e isso transparece imenso. Continuo a gostar, claro. Irei sempre amar este mundo.

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De Mês a Mês | Setembro

por Daniela, em 05.10.17

Como correu a TBR de Setembro?

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Propus-me ler sete livros. Li cinco e avancei com outro. Ainda não fiz opinião de nenhum deles, ando desaparecida daqui. No entanto, irão começar a sair entretanto.

 

Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J. K. Rowling

Foi maravilhoso voltar a este mundo. Adorei reler estes livros que tanto significam para mim, nas minhas edições mal estimadas e já velhinhas de quando eu era ainda uma criança/adolescente.

 

Small Great Things, de Jodi Picoult

Este foi o primeiro livro que li em inglês e correu muito bem. Tenho a agradecer também ao dicionário en-pt que o kobo traz, onde verificava o que não percebia. Perdi o medo e penso ler mais assim que a oportunidade surgir. A leitura em si também foi ótima. Temas fortes, tal como a autora já nos habituou.

 

O Vermelho e o Negro, de Stendhal

Um livro que misturou muitos sentimentos. Houve bons momentos e momentos muitos chatos. Ainda ando a pensar sobre ele. O final vale a pena.

 

Harry Potter e a Câmara dos Segredos, de J. K. Rowling

A minha segunda viagem este mês para Hogwarts. Continuo a adorar este mundo. Reencontrei a Ginny e o Dobby. Foi perfeito.

 

1Q84, de Haruki Murakami

Este só terminei nos primeiros dias de Outubro, mas vou contar como Setembro, pois foi aqui que li a maior parte. Tenho sentimentos confusos relativamente a este livro. Gostei da história, embora esteja incompleta (faltam dois livros). Não sei o que dizer em relação à escrita do autor. Não adorei e não achei que fluísse bem.

 

O Barão de Lavos, de Abel Botelho

Já falei deste livro nos resumos de outros meses. Estou a lê-lo devagarinho, tal como o livro pede. Estou a gostar bastante.

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