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História da Menina Perdida, de Elena Ferrante

Terça-feira, 13.06.17

"Esta manhã ponho o cansaço de lado e sento-me de novo à secretária. Agora que estou perto do ponto mais doloroso da nossa história, quero procurar na página um equilíbrio entre mim e ela que não consegui encontrar na vida, nem tão-pouco entre mim e mim." 

 

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O quarto livro da tetralogia napolitana. Acabou. Cheguei ao fim desta série maravilhosa e senti a mágoa da separação. Este livro foi vencedor do Prémio Livro do Ano Bertrand, que distingue “uma obra em prosa, seja romance, conto ou novela, editada no nosso país ao longo do último ano” e contou com mais de 20 mil votos. Não estou surpreendida.

O terceiro volume terminou com um dilema a decorrer na cabeça de Lenú e dava já para antecipar algumas das tragédias que o último volume iria trazer. 

Um dos muitos temas que a série aborda, os limites entre todos os 'cargos' que a mulher ocupa como esposa, trabalhadora, amante ou mãe, continua neste volume e as dificuldades de Lenú em conjugar todos eles são muito evidentes.

Há medida que o tempo vai avançando também nos damos conta de como se alterou a forma como são vistas as mulheres. Lenú representa uma mulher mais reprimida, que apesar de defender o feminismo não o aplica, continuando submissa à imagem de um homem, não se sente confiante com o que vai conquistando. E depois as suas filhas, muito mais confortáveis com o mundo em que vivem e muito mais seguras de si.

Lila é uma mulher forte, que se consegue adaptar, vencer e tornar-se numa pessoa importante sem nunca sair do seu bairro. A sua história não é bonita e envolve muito sofrimento, que sentimos juntamente com ela.

Neste livro também sentimos muito de perto a perda e a morte. As pessoas envelhecem, adoecem e existem vários momentos de sofrimento e tristeza ao longo do livro. Somos obrigados a dizer adeus a várias personagens.

No final, tudo voltou ao início, recomeçou, não foi um final fechado, muitas pontas foram deixadas em aberto por esta autora que se tornou a preferida de muita gente, incluindo eu própria.

Irei certamente ler mais livros dela, e em breve. Esta foi uma série maravilhosa, que todos deveriam ler e que espero um dia reler.

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por Daniela

Livros no Ecrã | Orlando, de Virginia Woolf

Sábado, 06.05.17

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Sobre o livro...

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Para mim não foi uma boa experiência de leitura. Talvez não tenha sido a melhor altura para ler este livro e sei com certeza que não entendi tudo o que a autora quis transmitir.

Achei o texto aborrecido e foi muito difícil ir avançando com a leitura. No entanto, adorei as passagens sobre os livros e também os vários excertos que comparam homens e mulheres. 

Tirando isto, infelizmente não é um livro para mim. Foi o primeiro que li da Virginia Woolf, talvez ainda tente ler outro mas em princípio não será brevemente.

 

...e a adaptação 

 

 

Esta adaptação conseguiu ser a pior que já vi. Previ logo pelo trailer que não ia ser nada de especial. Apesar de não ter gostado do livro, sei perfeitamente que poderia ter sido feito algo muito melhor. Não consegui ver o filme todo, fui passando à frente e vou apenas falar do que vi.

Não gostei das representações nem dos atores. Os diálogos foram na sua maioria muito forçados, com exceção talvez da Sasha que mesmo assim não me cativou.

Também não gostei do roteiro. O facto de as personagens começarem a falar diretamente para a câmara por cima do narrador tornou o filme um tanto ou quanto assustador.

Enfim, não sei que mais posso dizer, foram duas más experiências que não posso recomendar.

 

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por Daniela

O Jogador, de Fiódor Dostoiévski

Quinta-feira, 27.04.17

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Era o objetivo este livro contar para o Projeto Livros no Ecrã, no entanto e com muita pena minha não consigo encontrar o filme em lado nenhum!

Li que este livro foi escrito por Dostoiévski de forma rápida para conseguir o dinheiro de que necessitava para pagar as suas próprias dívidas do jogo e é, de facto, um livro em que são narrados episódios da sua própria vida que nos mostram de forma crua o ciclo vicioso que esta via traz.

Nunca tinha lido nada do autor, pelo que entrei na leitura sem quaisquer termos de comparação. Muitos consideram este livro muito inferior às suas restantes obras, facto sobre o qual não poderei opinar.

Este livro traz até nós as aflições e a adrenalina da vida de um jogador, o vício e o apostar sempre mais, porque desta vez é que vai ser.

A história é-nos contada da perspetiva de Aleksei Ivánovitch, um jovem perceptor para a família do general, que se diverte com tudo o que se passa em torno desta família, tornando a narrativa muito descontraída. Através dele, o autor narra uma crítica intensa contra aquela gente e todos os seus modos, somos aliás várias vezes levados a entrar na mente de quem mergulha sem consciência na mesa de jogo, não se preocupando com o seu próprio destino ou com o dos seus. 

As personagens são diversas e todas ligadas, de uma maneira ou de outra, ao dinheiro. Temos um General que espera ansioso pela morte da sua avó para que possa ficar com a sua herança. Temos uma mulher que se junta aos homens mais endinheirados, para que todos os seus luxos sejam satisfeitos. Temos um inglês rico, que acaba por usar as pessoas a seu proveito.

Também nos é mostrado outra formas de jogo, com personagens secundárias que jogam por probabilidades, apontando todas as jogadas, apostando sempre em números ou cores que não saem há muito tempo e nunca apostando no que acabou de sair.

Um bom livro, em que a crítica social muito implícita se torna deveras interessante.

 

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por Daniela

Céu em Fogo, de Mário de Sá-Carneiro

Quinta-feira, 01.12.16

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Pontuação: 3* 

 

Esta é uma obra do escritor Mário de Sá Carneiro, composta por oito contos/novelas.

Não é um livro fácil de ler. A escrita difícil torna a leitura mais lenta, sendo necessária uma grande atenção. Os contos mais longos tornam-se difíceis de acompanhar, como é o caso do primeiro - A Grande Sombra - e do último - Ressurreição.

Os que gostei mais foram o segundo - Mistério - e o sétimo - O Fixador de Instantes.

No entanto, todos eles têm características muito semelhantes. Estados de demência, esquizofrenia ou loucura aparecem constantemente enquadrados. Os sentimentos de ódio do eu, morte e suícidio também são uma constante. A dor e o sentimento de não fazer falta, de ser dispensável aparecem em quase todos.

É difícil não pensar numa biografia, e talvez até seja uma. Ainda para mais se pensarmos que o autor se suicidou logo pelos 26 anos, deixando a vida toda por viver.

As florestas, via-as de algodão em rama, polícromas, com lantejoulas, como os brinquedos de Àrvore de Natal; seriam de água as montanhas; os rios de pedras preciosas, e, sobre eles, em arcos de luar, grandes montes de estrelas.

A Grande Sombra

 

Que desconforto! A sua alma era uma casa enorme, no inverno, com a mobília atravancada, forrada de sarapilheiras, e as janelas abertas por onde o vento se engolfava sibilante... e muito pó, sobretudo muito pó,em grandes rimas de livros e manuscritos.

Mistério

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por Daniela

História de Quem Vai e de Quem Fica, de Elena Ferrante

Terça-feira, 01.11.16

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Pontuação: 5*

 

Este é o terceiro livro da tetralogia maravilhosa escrita por Elena Ferrante de duas amigas - Lenú e Lila - quando chegam à fase adulta da sua vida. As personagens dos livros anteriores cresceram e vivem agora uma vida diferente e cada vez com mais reviravoltas.

A primeira parte do livro fála-nos de uma personagem dedicada e meio adormecida, uma Lenú que acaba por tornar algumas das páginas difíceis de passar. Por sua vez, Lila encontra-se a viver em condições precárias e a trabalhar num local onde as mulheres são exploradas e abusadas pelos patrões.

A meio do livro, a autora apresenta-nos uma Lenú completamente diferente, aventureira e muito mais segura. Algumas das suas ações confundiram-me e fiquei várias vezes sem saber exatamente os sentimentos confusos que esta personagens nos mostrava.

Também Lila muda, com a ajuda de Lenú, voltando as duas amigas a encontrar-se depois de imenso tempo separadas.

É um livro que explora, na perspectiva da época, temas interessantes como a luta de classes e a emancipação da mulher, deixando ainda espaço para abordar o matrimónio e a maternidade da época, a sexualidade e o adultério. Assistimos ainda à contrução dos primeiros computadores e à introdução no mercado da pílula contraceptiva.

Elena Ferrante criou uma trama, personagens e tempo diferente e cruel, mas não menos verdadeira, sobre uma sociedade corrupta onde o machismo ainda prevalecia.

O final é arrebatador, surpreendente e habilmente deixado em aberto pela autora.

 

Personagens preferidas: Enzo Scanno

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por Daniela

História do Novo Nome, de Elena Ferrante

Terça-feira, 18.10.16

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Pontuação: 5*

 

Neste livro ficamos a saber o que aconteceu após o intenso final do primeiro volume. O ritmo de leitura abranda nas primeiras páginas, mas depressa volta ao habitual.

Ao contrário do primeiro, neste livro a Lenú destacou-se mais do que a Lila. Foram muitas as situações em que Lila  demonstrou sentimentos confusos e ações que desiludiram. Tais ações talvez se devam ao facto de, ao contrário da sua amiga, não ter tido a possibilidade de continuar os estudos e assim ter tentado provar - a todos e a ninguém em particular - que conseguiria ser alguém, até mais que Lenú, sem essa ajuda.

Por outro lado, Lenú torna-se numa aluna exemplar e brilhante, procurando sempre afirmar-se perante o bairro onde nasceu e principalmente perante Lila.

Ambas as personagens se dão a conhecer melhor e, embora vivam cada vez mais afastadas, mantêm a amizade que as uniu em pequenas. Revi-me tanto numa como noutra, em várias alturas e situações distintas, não conseguindo escolher uma preferida.

Os locais e as personagens mantêm-se praticamente inalterados, levando-nos novamente a correr as ruas de Nápoles e a reencontrar os habitantes de um dos seus bairros mais pobres.

Elena Ferrante é detentora de uma escrita tão poderosa que nos transmite qualquer tipo de sentimento nas mais variadas situações.

O final é muito mais suave que o do livro anterior, embora no geral seja um livro bastante mais arrebatador e nos leve a pegar com imensa curiosidade no terceiro volume.

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por Daniela

A Amiga Genial, de Elena Ferrante

Quinta-feira, 13.10.16

"A mãe de Rino chama-se Raffaella Cerullo, mas toda a gente a tratou sempre por Lina. Eu não, nunca fiz uso de nenhum desses nomes. Para mim, há quase sessenta anos que é Lila. Se lhe chamasse Lina ou Raffaella, assim de repente, era sinal de que a nossa amizade chegara ao fim."

 

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Pontuação: 5*

 

Este livro foi uma agradável experiência. Não tem um ritmo muito acelerado, mas vai-se tornando cada vez mais interessante.

A Amiga Genial conta a história de duas amigas, Lenú e Lila, que vivem uma amizade conturbada e cheia de altos e baixos. A história começa quando Lila decide desaparecer sem deixar rasto, altura em que Lenú começa um relato vivido muito tempo antes, em meados da década de cinquenta, quando as duas se conheceram. 

"Lila entrou na minha vida na primeira classe e impressionou-me de imediato porque era muito má."

Este volume narra a Infância e a Adolescência das duas amigas, do ponto de vista de Lenú.

Como pano de fundo temos Nápoles, terra de nascimento da autora sobre a qual, até há muito pouco tempo, pouco era divulgado. A escrita de Elena Ferrante é maravilhosa e relata, sem reticências, uma sociedade suburbana e cheia de dificuldades, onde os homens mandam, as mulheres, submissas, se resignam a viver a sua vida pelos modos deles e os filhos assistem a um clima de violência, aprendendo desde cedo o chamado ofício da família, trabalhando desde cedo.

Lenú e Lila são duas destas crianças, muito diferentes entre si. Lenú tem a possibilidade de prosseguir os estudos, ao passo que Lila, apesar de ser a mais inteligente da classe, fica apenas com o diploma da primária e começa a ajudar a mãe nos seus afazeres. Lila é diferente das outras crianças, não tem medos e faz apenas aquilo que quer, ao contrário da amiga tímida e medrosa, que procura constantemente a aprovação dos outros.

O final é daqueles que nos desespera e obriga a ir logo buscar o segundo volume, de tão intenso que é.

 

Personagens preferidas: Lila

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por Daniela

O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald

Domingo, 03.07.16

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Ao contrário da maioria dos livros, o grande Gatsby não é narrado pela personagem principal, mas sim por Nick Carraway, vizinho e amigo de Jay Gatsby, que vai descobrindo e desvendando o mundo do protagonista. No geral, este livro retrata a sociedade dos loucos anos 20, a sociedade pós 1ª Guerra Mundial, cheia de festas e rodeada de riquezas e futilidades para tentar esquecer o vazio que se formou. A maioria das personagens são mesquinhas, adúlteras e fúteis, apenas importam as festas e o dinheiro, casamentos por interesse é o mais procurado e o amor é sempre deixado de lado.

Jay Gatsby é um milionário misterioso que dá as mais extravagantes festas na sua enorme mansão, onde aparecem todos os tipos de pessoas. Apesar do seu dinheiro e de estar sempre rodeado de pessoas, Gatsby é muito solitário e fica constantemente à espera de realizar o seu maior sonho - reencontrar e reconquistar a sua antiga namorada Daisy.

Daisy por sua vez não merece nada do que Gatsby faz por ela, tão mesquinha e fútil que é. Tom, o marido, representa o racismo e o adultério, o poder que a riqueza tinha na época.

A mensagem do livro é marcante e mostra-nos que nem todo o dinheiro do mundo é capaz de trazer consigo a felicidade e a concretização dos nossos sonhos mais escondidos. A solidão de Gatsby é um dos pontos mais fortes deste livro, o facto de estar sempre rodeado de pessoas nas extravagantes festas na sua mansão não lhe trouxe nenhum dos verdadeiros companheiros que todos precisamos.

 

Personagens preferidas: Nick Carraway, Jay Gatsby

 

Pontuação: 4*

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por Daniela

O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë

Sexta-feira, 10.06.16

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Li este livro para o Clube dos Clássicos Vivos, em Abril. Apesar de ser um livro que muitas opiniões divide, foi para mim uma experiência maravilhosa. É uma viagem espantosa aos recantos da mente humana, cada personagem é caracterizada de uma forma deliciosamente detestável. Não é um romance como os que normalmente se veêm, em que tudo corre bem e acaba bem. É uma história que junta o amor, a vida e personalidades que existem na realidade. Personalidades e comportamentos humanos, espantosamente bem construídas e fiéis a si mesmas, personagens odiáveis pelo simples facto de representarem características reais que se veêm a cada esquina.

Temos Catherine e Heathcliff, dois personagens mesquinhos e egoístas. Heathcliff representa em simultâneo o amor e o ódio, é rancoroso e completamente dominado pelas suas emoções, paixões e sentimentos, o mais instintivo dos personagens. Catherine é simplesmente egoísta, pensa muito na felicidade própria e no interesse próprio, sem se preocupar com aqueles que a rodeiam.

No extremo oposto temos Edgar Linton, o que mais se aproxima daquilo que vemos como o homem comum, o politicamente correto.

Hareton é filho de Hindley (irmão de Catherine e inimigo de Heathcliff) e é completamente o contrário de todas as outras personagens. Ao contrário de todos os outros não é vil nem mesquinho, é humilde e não é tão orgulhoso ao ponto de guardar rancores.

O livro em si fala de vingança, a vingança de Heathcliff para com aqueles que o desprezaram e destruíram. A história é contada por Ellen Dean, a governanta do Monte dos Vendavais, vinte anos depois dos acontecimentos terem lugar, abarcando em simultâneo as duas gerações da história. 

Emily Brontë, na sua espantosa escrita, conseguiu explorar o lado mais negro da natureza humana, e representar as maiores angústias, medos e falhas do ser humano. É um livro que nos mostra que todas as nossas ações têm consequências, quer na nossa própria vida, quer na vida dos nossos filhos ou ainda na vida de terceiros. Heathcliff e Catherine são detestáveis, mas é tão espetacular terem sido os escolhidos para as personagens principais!

 

Pontuação: 5*

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por Daniela

Clássicos para Leitores de Hoje

Segunda-feira, 21.03.16

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Bem, sim, eu só me apercebi hoje!

 

«35 Clássicos para Comemorar a Fundação da RA

Ao longo de 2016, a Relógio D’Água vai editar uma coleção de 35 Clássicos para Leitores de Hoje, a preços muito acessíveis, comemorando os anos decorridos desde a sua fundação em 1982.
Os primeiros títulos são «O Monte dos Vendavais» de Emily Brontë (nova tradução de Paulo Faria e prefácio de Hélia Correia), «Sensibilidade e Bom Senso» de Jane Austen (tradução de Paulo Faria), «O Grande Gatsby» de F. Scott Fitzgerald (com tradução de Ana Luísa Faria e prefácio de Anthony Burgess) e «Emma» de Jane Austen (tradução de Jorge Vaz de Carvalho).
Seguem-se, ao ritmo de três títulos por mês, autores como Marcel Proust, Kafka, Tolstoi, Dostoievski, Turgueniev, Machado de Assis, Flaubert, Choderlos de Laclos, Shakespeare, Oscar Wilde, Jane Austen, Dickens, Montaigne, Gogol, Alain-Fournier, Voltaire, Mário de Sá-Carneiro, Stendhal, Tchékhov, Goethe, Virginia Woolf, Eça de Queirós, Joseph Conrad, Edith Wharton, Victor Hugo e Platão.
Parte das traduções desta coleção fazem já parte do catálogo da Relógio D’Água, outras são novas.
A coleção atingirá os cinquenta títulos em meados de 2017, sempre com preços entre 5 e 10 €.
A RA, que publicou já mais de uma centena e meia de clássicos, confirma deste modo a sua vocação de dar a ler autores a quem o tempo não retirou, antes reforçou, a atualidade.»

 

Em Fevereiro saiu O Monte dos Vendavais de Emily Brontë (10€) e este mês O Grande Gatsby de F. Scott-Fitzgerald (7.50€).

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por Daniela



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