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Harry Potter e os Talismãs da Morte, de J. K. Rowling

Domingo, 19.11.17

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E finalmente, chegou a opinião do último livro desta maravilhosa série que tantos marcou na minha geração, incluindo eu própria.

 

Começamos por nos despedir dos Dursley, que viajam para a segurança de uma casa protegida pela Ordem, muito perto da data em que Harry completará os 17 anos, atingindo assim a maioridade e quebrando o encantamento criado pela sua mãe, quando se sacrificou para o salvar, e continuado pela sua tia, de cada vez que o aceitava em sua casa para passar os Verões.

 

Duas mortes dolorosas são anunciadas logo nas primeiras páginas, deixando-nos desde o início com o coração nas mãos. O clima de perigo continua e mantêm-se praticamente durante todo o livro. Várias outras mortes serão anunciadas ao longo das restantes páginas.

 

A profecia que conhecemos no quinto livro paira agora sobre a cabeça de Harry e guia todos os seus passos. Afinal "nenhum pode viver enquanto o outro sobreviver".

 

A jornada começada por Dumbledore é agora continuada por Harry, sempre na companhia dos seus grandes amigos Ron e Hermione. No entanto, a procura por Horcruxes vai-se tornando cada vez mais difícil e as formas de os destruir são escassas. Quem poderá ajudá-los?

 

As amizades são postas à prova, a luta está cada vez mais próxima. A morte aparece, uma e outra vez. J. K. Rowling, porquê?

 

E os Talismãs da morte, que dão o título ao livro? Aquele que os reunir será o Senhor da Morte, mas será que são reais ou apenas um conto para crianças?

 

Muitos são os mistérios que vão aparecendo ao longo da história, muitas as revelações que são feitas. Várias pontas soltas são unidas. Percebemos coisas que antes não entendíamos.

 

A pior parte é ser o fim. O fim desta história mágica que cresceu comigo e com tantos outros e que me acompanhou durante toda a minha adolescência.

 

 

 

Nos filmes, apesar de serem dois, várias cenas foram cortadas. Senti falta de conhecer a sala comum dos Ravenclaw, com o seu complicado enigma para resolver à entrada. Também faltaram os elfos domésticos, liderados por Kreacher, a lutar contra os devoradores da morte na Batalha de Hogwarts, sem que ninguém lhe ordenasse. Faltou a história de Dumbledore.

Mas enfim, não se pode negar a qualidade óbvia destas adaptações.

 

"Era uma vez três irmãos que caminhavam por uma estrada solitária e sinuosa ao crepúsculo.

A certa altura, os irmãos chegaram a um rio demasiado fundo para passar a pé e demasiado perigoso para atravessar a nado. Contudo, esses irmãos eram exímios em artes mágicas, por isso limitaram-se a agitar as varinhas e fizeram aparecer uma ponte sobre as aguas traiçoeiras. Iam a meio desta quando encontraram o caminho bloqueado por uma figura encapuzada.

E a Morte falou-lhes. Estava zangada por ter sido defraudada em três novas vítimas, pois normalmente os viajantes afogavam-se no rio. Mas a Morte era astuta. Fingiu felicitar os três irmãos pela sua magia e disse que cada um deles havia ganho um prémio por ter sido suficientemente esperto para a evitar.

E assim, o irmão mais velho, que era um homem combativo, pediu uma varinha mais poderosa que todas as que existissem: uma varinha que vencesse sempre os duelos, uma varinha digna de um feiticeiro que vencera a Morte! Portanto a Morte foi até um velho sabugueiro na margem do rio, moldou uma varinha de um ramo tombado e deu-a ao irmão mais velho.
Depois, o segundo irmão, que era um homem arrogante, decidiu que queria humilhar ainda mais a Morte e pediu o poder de trazer outros de volta da Morte. Então a Morte pegou numa pedra da margem do rio e deu-a ao segundo irmão, dizendo-lhe que a pedra teria o poder de fazer regressar os mortos.
E depois a Morte perguntou ao terceiro irmão, o mais jovem, do que gostaria ele. O irmão mais novo era o mais humilde e também o mais sensato dos irmãos, e não confiava na Morte. Por isso, pediu qualquer coisa que lhe permitisse sair daquele local sem ser seguido pela Morte. E esta, muito contrariada, entregou-lhe o seu próprio Manto de Invisibilidade.
Depois a Morte afastou-se e permitiu que os três irmãos prosseguissem o seu caminho, e eles assim fizeram, falando com espanto a aventura que tinham vivido, e admirando os presentes da Morte.
A seu tempo, os irmãos separaram-se, seguindo cada um o seu destino.
O primeiro irmão continuou a viajar durante uma semana ou mais e, ao chegar a uma vila distante, foi procurar um outro feiticeiro com quem tinha desavenças. Naturalmente, com a Varinha do Sabugueiro como arma, não podia deixar de vencer o duelo que se seguiu. Abandonando o inimigo morto estendido no chão, o irmão mais velho dirigiu-se a uma estalagem onde se gabou, alto e bom som, da poderosa varinha que arrancara à própria Morte, e que o tornava invencível.
Nessa mesma noite, outro feiticeiro aproximou-se silenciosamente do irmão mais velho, que se achava estendido na sua cama, encharcando em vinho. O ladrão roubou a varinha e, à cautela, cortou o pescoço ao irmão mais velho.
E assim a Morte levou consigo o irmão mais velho.
Entretanto, o segundo irmão viajara para sua casa, onde vivia sozinho. Aí, pegou na pedra que tinha o poder de fazer regressar os mortos, e fê-la girar três vezes na mão. Para seu espanto e satisfação, a figura da rapariga que em tempos esperava desposar, antes da sua morte prematura, apareceu imediatamente diante dele.
No entanto, ela estava triste e fria, separada dele como que por um véu. Embora tivesse voltado ao mundo mortal, não pertencia verdadeiramente ali, e sofria. Por fim, o segundo irmão, louco de saudades não mitigadas, suicidou-se para se juntar verdadeiramente com ela.
E assim a Morte levou consigo o segundo irmão.
Mas embora procurasse durante muitos anos o terceiro irmão, a Morte nunca conseguiu encontra-lo. Só ao atingir uma idade provecta é que o irmão mais novo tirou finalmente o Manto de Invisibilidade e o deu ao seu filho. E então acolheu a Morte como uma velha amiga, e foi com ela satisfeito e, como iguais, abandonaram esta vida."

 

 

 

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Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J. K. Rowling

Harry Potter e a Câmara dos Segredos, de J. K. Rowling

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Harry Potter e o Príncipe Misterioso, de J. K. Rowling

Quinta-feira, 16.11.17

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Chegámos à sexta leitura da saga Harry Potter. Voldemort voltou mesmo e já não há especulações sobre o seu regresso. Já nem o Ministério da Magia o pode negar.

Harry volta à escola para o seu sexto ano a aprender magia, onde pensa não conseguir prosseguir o seu sonho de se tornar Auror, uma vez que teve apenas um Excede as Expetativas no seu exame do ano anterior e o professor Snape não aceita menos que Brilhantes nas suas turmas do sexto ano. No entanto, o novo professor Horace Slughorn aceita alunos que tenham tirado EE nos seus NPF's.

 

Snape, o antigo professor de Poções, encontra-se agora com outro cargo na escola de magia de Hogwarts, mas será isto um bom presságio?

 

De entre os muitos mistérios que vão aparecendo ao longo do ano, Harry encontra-se na posse de um livro revelador de poderosos e perigosos feitiços. Na parte inferior da contracapa apenas se lê "Este Livro é Pertença do Príncipe Meio-Sangue". Mas quem será realmente este príncipe? E por que motivo escreveu todos aqueles feitiços num livro de estudo?

 

Várias revelações são feitas, o passado de Lord Voldemort é descortinado, desde o tempo em que era ainda conhecido por Tom Riddle.

 

A relação de Harry e Ginny evolui, torna-se mais forte. Nada disto aparece no filme.

 

Novas referências são adicionadas a este já tão vasto mundo mágico. O Juramento Inquebrável, um encantamento que sela uma promessa de um feiticeiro a outro, sendo que se a mesma não for cumprida, quem falhou morre.

 

Encontramos a Amortencia, a poção de amor mais forte do mundo, que tem um cheiro diferente para cada um conforme aquilo que mais nos atrai.

 

Horcrux. Um objeto criado por magia negra, que guarda um pedaço da alma do feiticeiro que o criou. Para conseguir criar um, é necessário cometer um crime que vai contra a Natureza e que mutila a alma: matar um ser humano. Quando um Horcrux é feito, o feiticeiro que o criou fica protegido contra a morte, e mesmo que o seu corpo seja destruído, a sua alma permanecerá viva.

 

O clima pesado e negro iniciado nos livros anteriores continua e torna-se cada vez pior. 

 

 

O filme. Bem, nem sei o que dizer. É sem dúvida o pior de todos, em questões de adaptação. Vários episódios importantes foram cortados, enquanto muitas cenas desnecessárias foram adicionadas.

 

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Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J. K. Rowling

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Harry Potter e a Ordem da Fénix, de J. K. Rowling

Segunda-feira, 13.11.17

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O final do livro anterior veio mudar forçosamente a linha desta história. Afinal, Lord Voldemort voltou a erguer-se, agora em carne e osso, tal como Harry testemunhou. No entanto, o Ministério da Magia não acreditou nele e nega o regresso do feiticeiro negro. 

 

A narrativa começa em Privet Drive, onde Harry passa a maior parte dos seus Verões, na casa dos tios Petúnia e Vernon. Longe de tudo e todos, não sabe o que anda Voldemort a tramar ou o que está a ser feito para o travar. O seu primo, Dudley, e o próprio Harry, são emboscados num beco por dois Dementors, e Harry vê-se obrigado a quebrar as regras da escola e usar magia para se defender. 

 

Do outro lado, Voldemort e os seus fiéis seguidores encontram-se a reunir forças e a preparar o seu regresso ao poder, mesmo debaixo das barbas do Ministério, onde já se infiltraram.

 

Apesar da recusa do Ministro da Magia em aceitar o regresso do feiticeiro mais temido de todos os tempos, uma sociedade secreta, conhecida por Ordem da Fénix e criada por Dumbledore nos tempos da primeira guerra, voltou a juntar-se e luta agora nas sombras contra os estragos dos Devoradores da Morte, protegendo aqueles que precisam de proteção e ajudando aqueles que precisam de ser ajudados.

 

O regresso à escola é marcado pela presença de uma nova professora de Defesa contra as Artes Negras, Dolores Umbridge. Uma mulherzinha pequena e atarracada, enviada pelo Ministério, sádica e desprezível, que não permite o uso de magia nas suas aulas, insistindo que não existe nenhum perigo a ser combatido. No entanto, os alunos que querem realmente aprender não ficam quietos e treinam magia às escondidas.

 

Neste que é o maior volume de toda a série, J. K. Rowling mostra-nos o papel da política no mundo dos feiticeiros, muito falada ao longo da história.

 

A narrativa é ligeiramente mais morosa, mas nunca aborrecida ou maçadora. Apenas existem pormenores mágicos que precisam de atenção e de descrições mais detalhadas.

 

As personagens continuam a ser fenomenais. Sempre bem construídas e sempre a surpreender, crescem e mostram mais das suas muitas camadas. Neville Longbotton foi uma agradável surpresa. Luna Lovegood é uma nova personagem encantadora, que vive com a imaginação a trabalhar ao máximo. Bellatrix Lestrange, uma das mais fiéis devoradoras da morte, é-nos também apresentada, deixando o caos à sua passagem.

 

A morte também é representada. J. K. Rowling deixa-nos com o coração apertado quando nos leva uma das personagens preferidas deste mundo mágico, que ainda tinha tanto para mostrar. Mas a vida não é justa, nem aqui no mundo dos Muggles, nem lá no mundo dos feiticeiros.

 

 

O filme tem muitas diferenças. Várias personagens foram cortadas e várias cenas também. Neville assume também o papel de Dobby, fazendo as falas que deveriam pertencer ao elfo. A amiga de Cho, Marietta, que no livro também pertence ao exército de Dumbledore, é cortada. Cho assume as suas falas e ações, adaptadas à sua personagem. Não sei se este não é o filme com mais diferenças.

 

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Harry Potter e o Cálice de Fogo, de J. K. Rowling

Sexta-feira, 10.11.17

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Um jogo de Quidditch profissional. O famoso seeker Viktor Krum deslumbra os fãs em cima da sua vassoura. Mas a noite chega e aparecem figuras encapuzadas.

 

"- MORSMORDRE!"

 

A marca negra aparece no céu. A mesma marca que, há tantos anos atrás, desesperava os feiticeiros que a encontravam a pairar por cima das suas casas. A marca que significa morte.

 

Conhecemos as maldições imperdoáveis, que são três e puníveis com pena pesada em Azkaban. Sabemos agora o significado do clarão verde que o nosso herói de vez em quando vê.

 

Os elfos domésticos também têm um grande destaque neste volume. Criaturas que servem os feiticeiros, fazendo todas as tarefas domésticas e tudo aquilo que os amos lhes ordenarem. Vivem vidas miseráveis e são mal tratados. A maior parte deles. Mas há quem não concorde com a exploração destes seres mágicos, e assim vemos nascer a B.A.B.E. - Brigada de Apoio ao Bem-Estar dos Elfos.

 

O torneio dos três feiticeiros regressa. Há muito tempo atrás, três escolas de feitiçaria juntavam-se periodicamente para competir em alguns desafios definidos por um júri competente e eleger a melhor escola de magia. Este ano a tradição voltou. Hogwarts, Durmstrang e Beauxbattons voltam a encontrar-se e a eleger campeões para as representarem. O que poderá correr mal? É o que vamos descobrindo.

 

O primeiro grande volume desta série é marcado pela ação do princípio ao fim. Começamos logo com uma novidade: o enredo não se prende apenas com a perspetiva do Harry. Que outros pontos de vista iremos conhecer?

 

O ambiente sinistro iniciado no terceiro volume adensa-se ainda mais. Maldições imperdoáveis. Tortura. Morte.

 

Um livro extremamente cativante, um enredo perfeito e um final que nos deixa sedentos por mais.

 

"É estranho, mas quando receamos tanto uma coisa que daríamos tudo para fazer o tempo andar mais devagar, este tem a mania de andar mais depressa."

 

"Se queres conhecer o carácter de um homem, vê como ele trata os seus inferiores, não os seus iguais."

 

"A compreensão é o primeiro passo para a aceitação e só com aceitação poderá haver recuperação."

 

"Adormecer a dor durante um tempo torná-la-á pior quando finalmente a sentires."

 

 

O filme tem, como sempre, as suas diferenças. Gira tudo muito à volta do torneiro, o que não acontece no livro, em que as tarefas são espaçadas e muito acontece pelo meio. Algumas cenas e magias interessantes são deixadas de fora, como é exemplo o fumo que vira o mundo de quem por ele passa ao contrário, que aparece numa das tarefas do torneio.

No entanto, vale a pena ver, claro.

 

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Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, de J.K.Rowling

Quarta-feira, 08.11.17

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Este livro foi a minha terceira leitura para o projeto Pottermania.

 

Começamos por ver que Harry não vai aguentar facilmente uma afronta aos seus falecidos pais, o que se comprova quando transforma a tia Marge, irmã do odiado tio Vernon, num insuflável e a deixa a pairar junto ao teto. Harry foge de casa depois deste episódio, deixando várias pessoas preocupadas devido à recente fuga de Sirius Black, "talvez o prisioneiro mais abominável que passou pela fortaleza de Azkaban".

 

São adicionados vários temas novos a este universo que já conhecemos. Vivemos o tormento de estar perto de um Dementor, criaturas que guardam a prisão de feiticeiros e que sugam toda a felicidade do local onde estão, semeando o desespero naqueles que os sentem.

 

Conhecemos também o Mapa do Salteador, que nos mostra a escola inteira com todos os esconderijos e saídas secretas, bem como todos os seus habitantes a moverem-se onde quer que se encontrem.

"Juro solenemente que não vou fazer nada de bom."

 

Vira-Tempos e Animagus. O cruel.

 

Chateamo-nos com o Snape e apoiamos a Hermione.

"Cinco pontos a menos por ser uma sabichona insuportável."

 

Somos introduzidos a personagens que serão cruciais nos próximos livros, como o Sirius, o Lupin ou até mesmo Peter Petigrew.

 

Este livro marca um importante ponto de viragem na saga. O ambiente é mais pesado, a atmosfera torna-se mais negra e arrepiante. Os perigos deixam de aparecer dentro de Hogwarts para passar a encontrar os personagens fora dos limites da escola. As personagens e as amizades entre elas tornam-se mais maduras.

 

São feitas importantes revelações sobre o passado, que nos ajudam a compreender a forma como tudo chegou exatamente onde está neste momento.

 

A escrita e a linguagem deixa de ser tão infantil como nos primeiros volumes, tornando-se mais desenvolvida e cativante.

 

É considerado um dos melhores livros desta série, que me ocupa tanto espaço no coração.

 

 

O filme está muito bom, melhor que os anteriores, que me desculpe o produtor Chris Columbus.

 

Não está completamente fiel ao livro, tem aliás muito mais diferenças que os anteriores. O Monstruoso Livro dos Monstros, que é comprado pela mãe do Ron, e não oferecido ao Harry pelo Hagrid no seu aniversário. O Crookshanks aparece em cena, e não sabemos onde a Hermione o encontrou. O Dementor no comboio ataca apenas o Harry, enquanto que no livro ataca a maioria dos estudantes. 

 

E uma das piores diferenças, a Flecha de Fogo. A vassoura topo de gama que o Harry recebe pelo correio. No livro recebe-a a meio do ano letivo, depois de partir a sua antiga e estimada Nimbus 2000, por um remetente anónimo. A vassoura é então analisada ao pormenor para descobrir potenciais feitiços e maldições que possa conter. No filme, esta aparece apenas no final, e o remetente é imediatamente identificado.

 

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Sexta-feira, 27.10.17

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A minha segunda leitura para o projeto Pottermania. Mais uma entrada em Hogwarts e neste mundo que cresceu comigo. Foi uma releitura, claro. Reencontrei a Ginny e o pequeno Dobby. Conhecemos a rede de Pó de Floo.

 

Neste segundo livro assistimos às tentativas desastrosas de Dobby para salvar a vida a Harry. Tentativas essas que o fazem por exemplo perdeu o comboio para Hogwarts, uma vez que esbarram contra uma passagem fechada. O carro mágico, enfeitiçado por Mr. Weasley entra em ação e leva-os a voar até Hogwarts e a uma série de castigos e gritadores. Perde todos os seus ossos quando é atingido por uma bludger que sem qualquer razão aparente se foca nele, e quando mais tarde o bonito professor Lockart o tenta ajudar com os seus ossos partidos.

 

"A CÂRMARA DOS SEGREDOS FOI ABERTA.

INIMIGOS DO HERDEIRO, CUIDADO."

 

Estranhas mensagens aparecem nas paredes do castelo, enquanto vários ataques são sofridos pelos feiticeiros que descendem de Muggles. Mas quem está por detrás de todos estes ataques? E por que motivo consegue Harry ouvir uma voz vinda das paredes, uma voz que mais ninguém parece perceber?

Somos introduzidos ao termo "busca-pé", que mais tarde também conhecemos por "cepatorta". Familiarizamo-nos com a linguagem das serpentes, o serpentês e com o termo Sangue de Lama, uma ofensa proferida contra os feiticeiros nascidos no ceio de famílias Muggles.

"Sigam as aranhas", diz-nos o Hagrid. Mas onde isso nos levará?

O segundo ano de Harry parece ser recheado de novas aventuras. O relacionamento de Harry com Ginny intensifica-se, criam-se laços que não poderão ser destruídos.

Mais um ano se passa, os nossos heróis continuam as suas aventuras e unem-se cada vez mais. O universo de Harry Potter prende-nos e não nos larga.

Não há muito mais a dizer. É uma história que marca num todo. Cada livro nos aproxima mais das personagens que o integram. Vamos conhecendo as outras personagens, mas secundárias que o trio principal, mas igualmente importantes.

 

"São as tuas escolhas, Harry, que mostram quem de facto tu és, mais do que as tuas capacidades."

 

O filme é considerado o mais fiel ao livro de todos os de Harry Potter. Eu concordo que está bastante fiel, ressalvando o facto de que vi a versão estendida, pelo que não senti falta por exemplo da cena na Borgin & Burkes, quando o Harry fica escondido no armário a ouvir a conversa entre Lucius e o proprietário da loja.

O contacto entre a Ginny e o Harry poderia ter sido muito mais aprofundado, faltou a cena do postal de S. Valentim por exemplo, mas penso que todos concordam que a Ginny nunca teve o prestígio que merecia nos filmes que foram feitos.

 

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Segunda-feira, 09.10.17

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Reli o primeiro livro. Pela enésima vez. Este é o primeiro livro de uma história que me marcou, me acompanhou e cresceu comigo.

Conta a história que já todos conhecem: Harry Potter, um jovem de 11 anos, recebe a sua carta para entrar na melhor escola de magia e feitiçaria - Hogwarts - e viver num mundo do qual nunca tinha ouvido falar. Os melhores anos da sua vida começam aqui, quando se afasta dos Dursley, os tios com quem vive e que parecem nutrir um ódio genuíno por ele. Nunca lhe contaram nada acerca da vida dos seus pais, que eram ambos feiticeiros, dizendo-lhe apenas que tinham morrido num acidente de automóvel.

Este ano, Harry Potter descobre finalmente o significado e os valores das palavras amizade e família, enquanto vive experiências únicas na companhia dos seus novos amigos - Ron Weasley e Hermione Granger.

Neste primeiro volume são-nos introduzidas as personagens principais e os locais mágicos mais frequentados.

Sou uma Potterhead, assumo, e tinha de voltar a este mundo. Voltarei mais vezes, claro. Para a próxima vez quero ler em inglês, sem traduções.

J. K. Rowling conseguiu criar um mundo onde entramos e facilmente nos perdemos. Não parece possível ter sido rejeitada tantas vezes. Tem uma capacidade enorme de transmitir para a sua escrita valores e sentimentos, através desta história que tanto encanta como ensina.

Foi maravilhoso voltar a entrar neste mundo e reencontrar-me com as personagens que me são tão familiares.

O primeiro livro é apenas o início e não é o melhor, mas um livro que tanto significado tem para mim e que tanto me marcou não podia ter menos que as cinco estrelas, mesmo tendo passado todos estes anos. É um livro introdutório, que nos dá a conhecer um universo diferente do nosso e que nunca mais iremos deixar. Tanto tempo esperei pela minha carta que nunca chegou.

Em questões de tradução, não está nada boa. Li este mesmo exemplar tantas vezes mas só agora, em adulta, dei por esta falha. Acredito que muito foi perdido do original para este. É também por isso que quero reler em inglês.

 

 

O filme está razoavelmente fiel ao livro. Existem várias cenas diferentes, mas nenhuma delas muda o curso dos acontecimentos. Os atores eram tão novos e isso transparece imenso. Continuo a gostar, claro. Irei sempre amar este mundo.

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Pottermania | 7 excertos de Harry Potter e a Pedra Filisofal

Sábado, 09.09.17

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1. "Há certas coisas que, depois de partilhadas, nos obrigam a gostar uns dos outros e enfrentar um gigante da montanha com três metros e meio de altura era, sem dúvida, uma delas."

 

2. "erised stra ehru oyt ube cafru oyt on wohsi" (i show not your face but your heart's desire)

 

3. "Não se resolve nada a divagar em sonhos quando nos esquecemos de viver."

 

4. "Além disso, para uma mente bem organizada, a morte é apenas a próxima grande aventura."

 

5. "(...) os seres humanos têm tendência para escolher sempre o que é pior para eles."

 

6. "A verdade (...) é bela e terrível e deverá por isso ser tratada com grande cuidado."

 

7. "Existem muitos tipos de coragem (...) É necessária muita fibra para enfrentar os nossos inimigos, mas não é preciso menos para fazermos frente aos nossos amigos."

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Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-lo | J.K.Rowling + Adaptação Cinematográfica

Segunda-feira, 05.12.16

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Pontuação: 4*

 

Este livro trouxe-me um pequeno regresso ao mundo de Harry Potter. As personagens são diferentes e o livro conta histórias passadas muitos anos antes da saga, mas a magia está lá.

Este é um livro escrito por Newt Scamander que todos os feiticeiros têm em sua casa e que utilizam para os ajudar a lidar com qualquer tipo de monstro. Este livro é então um dicionário de monstros onde aparecem as suas características, os sítios onde se pode encontrar cada um e onde são classificados numa escala de um a cinco segundo o seu nível de perigosidade. Explica-nos ainda o que é um monstro, como foi decidido se cada ser seria ou não classificado como tal e mostra-nos algumas histórias relacionadas com os conhecimentos dos Muggles sobre eles.

As receitas dos exemplares vendidos deste livro revertem a favor da organização Comic Relief, que luta contra a pobreza principalmete do Reino Unido e de Países Africanos.

 

 

ADAPTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA

Pontuação: 5*

 

Como seria de esperar, este primeiro filme é apenas baseado neste livro - era difícil fazer um filme sobre um dicionário de montros. É, no entanto, dos raros casos em que gostei ainda mais do filme.

Newt Scamander, maravilhosamente representado no ecrã por Eddie Redmayne, está ainda a meio da sua pesquisa para realizar o seu livro e anda com uma mala cheia de monstros atrás.

Adorei cada minuto do filme, cada segundo de magia e cada instante de lembrança de um mundo com o qual cresci.

Revi no personagem Credence uma clara presença da J.K.Rowling, representando ele a falta de amor e as consequências que daí advêm. Outro dos valores mais prezados na saga de J.K. é a amizade, presente neste filme através das personagens Newt, Tina, Queenie e Jacob.

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Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, de Jack Thorne, John Thiffany & J. K. Rowling

Terça-feira, 25.10.16

"A oitava história. Dezanove anos depois."

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 Pontuação: 3*

 

Pois é, o mundo de Harry Potter voltou, quase uma década após o lançamento do último livro da saga. Em formato diferente, escrito por Jack Thorne com o apoio de John Tiffany, chega-nos este livro que não é um romance, mas sim um guião da peça de teatro.

O mundo de Harry Potter foi o que me despertou para a leitura e esta saga é aquela que mais vezes li. Como tal, apesar de não ser uma continuação escrita pela autora e de ser apenas baseado na sua obra, não podia deixar de ler este oitavo livro.

É um livro completamente diferente de toda a saga, com um formato e enredo começado do zero. A escrita é diferente, a maior parte são diálogos e os capítulos são divididos em atos e cenas. Por este motivo, tornou-se uma leitura fácil e rápida que terminei em apenas um dia.

A personagem principal passa a ser o filho de Harry - Albus Severus - que tal como o pai enfrenta vários desafios durante o seu percurso escolar. Carregado com o pesado apelido do pai, Albus vê a vida dificultada pelas espetativas que todos parecem ter sobre ele, refletindo-se ainda na criação e no desenvolvimento de amizades verdadeiras.

Achei o título do livro um pouco exagerado, não considerei Albus uma "criança amaldiçoada", apenas um miúdo que tenta singrar e fazer melhor num mundo onde o pai é o herói que acabou com os anos de terror de Voldemort.

J. K. Rowling fez uma falta enorme neste volume, em certas alturas parece que Jack Thorne não conhece bem o mundo criado pela autora atribuindo aos personagens criados por ela palavras e ações que estes nunca tomariam. Além disso, em certos pontos onde se referenciavam acontecimentos anteriores, estes ligavam-se aos filmes e não aos livros, o que constituiu um ponto negativo, do meu ponto de vista.

Em suma, apesar de ser menos do que esperava, não foi uma experiência em vão. Este livro consegue, em vários momentos, levar-nos de volta ao mundo que já conhecemos e que adoramos e dar-nos um cheirinho do que experienciamos há quase dez anos atrás.

 

Personagens preferidas: Scorpio Malfoy

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