Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Mais sobre mim

foto do autor



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

calendário

Setembro 2017

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930







BEDA #9: O Enígma das Cartas Anónimas, de Agatha Christie

Quarta-feira, 09.08.17

DSCF3659.JPG

 

 

Este é o quarto livro que leio da Agatha Christie e continua sem me desiludir.

Neste livro conhecemos Jerry Burton, um homem que após um acidente grave é aconselhado pelo seu médico a refugiar-se num local sossegado, sem as distrações habituais da família ou dos amigos. E é isso que ele faz, ou pensa fazer, quando decide ir para a aldeia de Lymstock, na companhia da sua irmã Joana. A paz e sossego que ele esperava evaporam-se nos primeiros dias, quando recebe uma estranha carta com algumas acusações sobre ele e a irmã.

Inicialmente não lhe dá importância, pensando que é apenas algum habitante daquela aldeia que os considera intrusos. A trama começa a ganhar vida quando Jerry descobre que não foi o único a receber uma carta daquele género; aliás quase toda a aldeia já recebeu pelo menos uma. Quando uma mulher é encontrada morta em sua casa com uma carta amarrotada ao lado, já todos procuram saber quem é o misterioso autor daquelas histórias.

Afinal que mistérios esconde a pequena aldeia de Lymstock?

A ajuda chegará da conhecida Miss Marple, que aparece de visita a uma amiga habitante da aldeia e acaba por desvendar o caso.

Este é um livro com uma escrita muito acessível, que se lê muito rapidamente e que nos leva sempre a querer ler mais na ânsia de descobrir o enigma. O Jerry é o nosso narrador, e desvenda-nos os seus pensamentos e as suas perspetivas ao longo da história. 

Não consegui descobrir quem era o culpado antes de o ler. Os meus palpites saíram todos ao lado.

É pena que a personagem Jane Marple tenha aparecido já no final do livro, mesmo assim foi uma leitura interessante.

Goodreads - Facebook - Instagram

Autoria e outros dados (tags, etc)

Intriga em Bagdade, de Agatha Christie

Terça-feira, 16.08.16

DSCF2572.JPG

 

Pontuação: 4*

Mais um livro da maravilhosa Agatha Christie, onde Bagdade foi o cenário escolhido para mais uma ótima trama desenvolvida pela autora.

A personagem central da história é Veronica Jones, uma bonita dictalógrafa com uma enorme tendência para dizer mentiras tornando todas as suas pequenas aventuras mais romanescas.

Veronica parte para Bagdade afim de encontrar um homem com quem se cruzou uma única vez num jardim. A partir deste dia, a sua vida vai dar voltas e reviravoltas e tornar-se na mais periigosa aventura que já presenciou. Nela entram espiões, terroristas, assassínos, que a irão atormentar e perseguir com um único objetivo, que encontramos quase no final do livro.

Um livro, aliás uma autora, que vale sempre a pena ler.

 

Goodreads - Facebook - Instagram

Autoria e outros dados (tags, etc)

As Dez Figuras Negras, de Agatha Christie

Domingo, 24.07.16

DSCF2568.JPG

Dez pessoas completamente aleatórias foram misteriosamente convidadas a passar alguns dias na Ilha do Negro. Pelas mais variadas razões todas acabam por aceitar o convite e, quando dão por si, estão na cozinha do anfitrião a ouvir uma voz que não sabem de onde vem, acusando-os dos mais variados crimes.

O ambiente torna-se pesado quando cada um dos ocupantes da casa vai sendo assassinado de acordo com a lenga-lenga que se encontra em cada um dos quartos.

À medida que os personagens vão morrendo e cada vez mais se instala a desconfiança, também nós como leitores vamos tentando descobrir qual dos ocupantes daquela ilha é o verdadeiro assassino.

O final é absolutamente inesperado e de uma mestria que só poderia vir da rainha dos policiais.

Um livro genial e que nos agarra do princípio ao fim.

 

"Dez meninos negros foram jantar;

Um engasgou-se e sobraram nove.

Nove meninos negros deitaram-se muito tarde;

Um dormiu de mais e sobraram oito.

Oito meninos negros foram viajar pelo Devon;

Um disse que por lá ficava e sobraram sete.

Sete meninos negros foram cortar lenha;

Um cortou-se em dois e sobraram seis.

Sei meninos negros brincaram com uma colmeia;

Um abelhão ferrou um e sobraram cinco.

Cinco meninos negros seguiram a advocacia;

Um foi para o Supremo Tribunal e sobraram quatro.

Quatro meninos negros foram para o mar;

Um caiu no anzol e sobraram três.

Três meninos negros andavam pelo jardim zoológico;

Um levou um chi-coração de um urso enorme e sobraram dois.

Dois meninos negros sentaram-se ao sol;

Um deles ficou assado e sobrou um.

Um menino negro ficou completamente só;

Foi e enforcou-se e não sobrou nenhum."

 

Pontuação: 4.5*

Goodreads - Facebook - Instagram

Autoria e outros dados (tags, etc)

Danças e Contradanças - Joanne Harris

Quinta-feira, 24.03.16

asa-dancas.jpg

 

 

 

 

Título: Danças & Contradanças

Autor: Joanne Harris

Editora: Edições ASA

1ª Edição: 2004

Nº de Páginas: 224

 

 

 

Sinopse: As sarcásticas histórias de Danças & Contradanças podem ser resumidas em duas palavras: malévolas e maliciosas. Como em muitos dos seus romances, Joanne Harris consegue combinar de uma forma única situações e personagens comuns - e até banais - com o extraordinário e o inesperado. Mais do que nunca, a autora dá largas à sua imaginação e apresenta-nos uma exuberante e prodigiosa caixa de Pandora que contém tudo quanto é extravagante, estranho misterioso e perverso. De bruxas suburbanas a velhinhas provocadoras, monstros envelhecidos, vencedores da lotaria suicidas, lobisomens, mulheres-golfinho e fabricantes de adereços eróticos, estas são vinte e duas histórias onde o fantástico anda de mãos dadas com o mundano, o amargo com o doce, e onde o belo, o grotesco, o sedutor e o perturbador estão sempre a um passo de distância.Escolham o vosso par, por favor. Danças & Contradanças é o primeiro livro de contos de Joanne Harris, que, com a mestria a que já nos habituou, consegue deliciar, surpreender, entreter e horrorizar em igual medida. Suficientemente longas para aguçar o apetite, e breves a ponto de serem lidas num piscar de olhos, estas são histórias maliciosas, divertidas, por vezes provocadoras, mas sempre pessoais e capazes de revelar uma faceta de Joanne Harris até agora desconhecida dos seus leitores.

 

Opinião: Já li este livro no ano passado. Tinha aqui a crítica inacabada em rascunho desde então. É um daqueles posts que ficam por aqui há espera de ser acabados e publicados, o tempo vai passando e eles continuam perdidos por aqui.

Segundo a autora, este é o livro onde revela mais de si, dos seus desejos e das pessoas que foi conhecendo ao longo do tempo. A sua obra mais pessoal.

É um livro interessante, com pequenas histórias para todos os gostos, onde são retratados os mais variados temas.

Gostei imenso logo da primeira história "Fé e Esperança vão às compras" que retrata o envelhecimento físico, acabando por nos mostrar que existe sempre uma criança dentro de nós. A nossa vaidade, a nossa esperança, a nossa necessidade de coisas novas, nunca nos abandona.

Outro conto interessante, chamado "A Irmã Feia", é contado do ponto de vista de uma das irmãs da Cinderela, não tão coerente com o que costumamos ouvir. A irmã feia é constantemente escondida na sombra da irmã esbelta e perfeita, tornando-se numa menina incompreendida, ao contrário da menina má a que nos habituaram.

"A Menina Presunçosa era rosada, esbelta, de estatura perfeita. Qualquer pessoa tê-la-ia odiado... para uma irmã feia nunca há um Para Sempre. Nunca ninguém pensou em escrever um, como é de calcular. Estavam todos demasiado ocupados a desfalecer perante Sua Alteza Presumida e os seus pezinhos perfeitos."

O livro está repleto de críticas escondidas à sociedade, aos diversos paradigmas que existem, e também às características mais desfavoráveis do ser humano.

É um bom livro, seja para descontrair ou seja para pensar.

Goodreads - Facebook - Instagram

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sozinhos na Ilha - Tracey Garvis Graves

Sábado, 20.06.15

(Apenas contem revelações sobre o enredo que podem ser encontradas na sinopse)

 

sozinhos na ilha.jpeg

 

 

Título: Sozinhos na Ilha

Autora: Tracey Garvis Graves

Editora: Edições ASA

Edição/Reimpressão: 2013

Nº de Páginas: 352

 

 

 

 

"Uma ilha deserta plena de sol, vegetação luxuriante e mar cristalino é um cenário de sonho. Ou talvez não…"

 

Este é um livro que retrata a luta pela sobrevivência, o medo, o perigo e várias provações físicas e psicológicas de dois jovens desconhecidos, que acabaram sozinhos numa ilha deserta das Maldivas.

A base da história está completamente descrita na sinopse. Anna Emerson, uma professora de inglês, decide deixar a rotina de Chicago para dar aulas numa ilha tropical a um rapaz, T.J., que há pouquíssimo tempo travou uma luta com o cancro, perdendo assim grande parte do ano letivo.

Ao sobrevoar as ilhas das Maldivas, o pequeno avião onde seguiam despenha-se num mar de tubarões. Conseguem então chegar a uma ilha deserta e festejam, com a certeza de que serão encontrados muito em breve. 

À medida que o tempo passa, os dois vão-se descobrindo e explorando a ilha. Passam dias, semanas, meses, e a esperança de serem encontrados é cada vez menor.

Obrigados a caçar para comer, a construir abrigo e ainda a lutar com tubarões, os dois jovens enfrentam várias provações físicas e emocionais a que têm de resistir apenas para sobreviver.

Este foi um livro que me conquistou logo nas primeiras páginas. Decidi arriscar comprar e lê-lo assim que vi a sinopse e ainda bem que o fiz. Lê-se muito bem e é daqueles livros que não se consegue largar.

Uma das coisas que também gostei imenso no livro foi o facto de os capítulos serem narrados intercaladamente pelas duas personagens principais. Ou seja, um capítuo da Anna, outro do T.J., e sempre assim até ao final do livro. Isto foi muito bom para perceber bem os sentimentos de cada um e para conhecermos os seus sentimentos individualmente.

Este é um livro que desperta mais emoções do que posso contar e que nos deixa sempre com a mesma questão na cabeça:

Conseguirão um dia sair daquela ilha, voltar à vida que tinham, aos familiares de quem sentem saudades e à cidade que sempre conheceram?

 

Recomendo!

Goodreads - Facebook - Instagram

Autoria e outros dados (tags, etc)

Os Treze Enígmas - Agatha Christie

Sábado, 02.05.15

os treze enígmas.jpg

 

 

 

Título: Os Treza Enígmas

Autora: Agatha Christie

Editora: Edições ASA

Edição/Reimpressão: 2004

Nº de Páginas: 128

 

 

 

 

Neste livro, várias pessoas se juntam em casa de Miss Marple no que chamam o grupo das terças-feiras e uma a uma vão revelando pormenores de crimes que conhecem. Estes crimes são sempre inexplicáveis e de difícil resolução e o objetivo é que as restantes pessoas consigam chegar à resolução do enígma proposto.

Este foi o 2º livro que li da Agatha Christie. A capacidade que ela tem de formular crimes com tão pouco prováveis desfechos é incrível.

Miss Marple é uma solteirona de 65/70 anos que sempre viveu na pacata vila de St. Mary Mead. Aparentemente é uma idosa comum que passa o seu tempo a tricotar, considerada por todos confusa e frequentemente posta de parte.

No entanto, possui uma mente lógica e propícia a resolver crimes considerados difíceis pelas outras pessoas.

Neste livro, é ela quem consegue desvendar todos os enígmas que vão sendo propostos, baseando-se sempre no seu profundo conhecimento da natureza humana. Nunca dando importância à sua inteligência, Jane Marple desvenda os enígmas através de comparações com incidentes paralelos ocorridos na própria vila de St. Mary Mead.

Eu gostei do livro, apesar de o 1º que li desta escritora me ter despertado mais atenção. Agatha Christie é uma escritora que hei-de sempre recomendar.

 

Goodreads - Facebook - Instagram

Autoria e outros dados (tags, etc)

Nunca me Esqueças - Lesley Pearse

Sexta-feira, 24.04.15

(Apenas contem revelações sobre o enredo que podem ser encontradas na sinopse)

 

Nunca me Esqueças.jpg

 

 

Título: Nunca me Esqueças

Autora: Lesley Pearse

Editora: Edições ASA

Edição/Reimpressão: 2008

Nº de Páginas: 432

 

 

 

 

 

"Até onde iria por amor?

Num dia…

Com um gesto apenas…

A vida de Mary mudou para sempre."

 

"Naquele que seria o dia mais decisivo da sua vida, Mary – filha de humildes pescadores da Cornualha – traçou o seu destino ao roubar um chapéu."

De uma das escritoras mais acarinhadas pelo público português, Nunca me Esqueças é um romance histórico, baseado numa história verídica, que retrata as condições desumanas em que viviam os prisioneiros em finais do século XVIII.

Mary é uma mulher inglesa cuja luta vai ficar para sempre escrita na História. Numa viagem para uma colónia de condenados, na Austrália, vê-se entre o sonho de poder começar de novo e o medo de não sobreviver a uma viagem tão dura. No novo continente tudo é desconhecido e Mary acaba por se apaixonar por quem lhe quer bem, batendo-se pelos seus sonhos sem qualquer tipo de reserva.

É um livro caracterizado como romance, mas não é, ao contrário do que a própria capa do livro sugere, uma história "cor-de-rosa". É uma história contada num tom muito realista, com descrições bem conseguidas da personagem principal e dos seus verdadeiros sentimentos, das condições miseráveis em que se vivia na altura e de todos os locais pelos quais Mary passou durante a sua pena.

É um livro bastante emocionante e que nos marca pelas lições de vida que transmite e que tanto nos fazem refletir até ao final.

Pessoalmente fiquei muito comovida e também imensamente chocada com algumas das cenas descritas que fizeram parte da vida real desta heroína que é uma mulher tão lutadora.

É um livro facilmente devorável, que recomendo.

Goodreads - Facebook - Instagram

Autoria e outros dados (tags, etc)





Leituras do Momento:






Opiniões em Breve: