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Livros no Ecrã | Orlando, de Virginia Woolf

Sábado, 06.05.17

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Sobre o livro...

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Para mim não foi uma boa experiência de leitura. Talvez não tenha sido a melhor altura para ler este livro e sei com certeza que não entendi tudo o que a autora quis transmitir.

Achei o texto aborrecido e foi muito difícil ir avançando com a leitura. No entanto, adorei as passagens sobre os livros e também os vários excertos que comparam homens e mulheres. 

Tirando isto, infelizmente não é um livro para mim. Foi o primeiro que li da Virginia Woolf, talvez ainda tente ler outro mas em princípio não será brevemente.

 

...e a adaptação 

 

 

Esta adaptação conseguiu ser a pior que já vi. Previ logo pelo trailer que não ia ser nada de especial. Apesar de não ter gostado do livro, sei perfeitamente que poderia ter sido feito algo muito melhor. Não consegui ver o filme todo, fui passando à frente e vou apenas falar do que vi.

Não gostei das representações nem dos atores. Os diálogos foram na sua maioria muito forçados, com exceção talvez da Sasha que mesmo assim não me cativou.

Também não gostei do roteiro. O facto de as personagens começarem a falar diretamente para a câmara por cima do narrador tornou o filme um tanto ou quanto assustador.

Enfim, não sei que mais posso dizer, foram duas más experiências que não posso recomendar.

 

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por Daniela

O Jogador, de Fiódor Dostoiévski

Quinta-feira, 27.04.17

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Era o objetivo este livro contar para o Projeto Livros no Ecrã, no entanto e com muita pena minha não consigo encontrar o filme em lado nenhum!

Li que este livro foi escrito por Dostoiévski de forma rápida para conseguir o dinheiro de que necessitava para pagar as suas próprias dívidas do jogo e é, de facto, um livro em que são narrados episódios da sua própria vida que nos mostram de forma crua o ciclo vicioso que esta via traz.

Nunca tinha lido nada do autor, pelo que entrei na leitura sem quaisquer termos de comparação. Muitos consideram este livro muito inferior às suas restantes obras, facto sobre o qual não poderei opinar.

Este livro traz até nós as aflições e a adrenalina da vida de um jogador, o vício e o apostar sempre mais, porque desta vez é que vai ser.

A história é-nos contada da perspetiva de Aleksei Ivánovitch, um jovem perceptor para a família do general, que se diverte com tudo o que se passa em torno desta família, tornando a narrativa muito descontraída. Através dele, o autor narra uma crítica intensa contra aquela gente e todos os seus modos, somos aliás várias vezes levados a entrar na mente de quem mergulha sem consciência na mesa de jogo, não se preocupando com o seu próprio destino ou com o dos seus. 

As personagens são diversas e todas ligadas, de uma maneira ou de outra, ao dinheiro. Temos um General que espera ansioso pela morte da sua avó para que possa ficar com a sua herança. Temos uma mulher que se junta aos homens mais endinheirados, para que todos os seus luxos sejam satisfeitos. Temos um inglês rico, que acaba por usar as pessoas a seu proveito.

Também nos é mostrado outra formas de jogo, com personagens secundárias que jogam por probabilidades, apontando todas as jogadas, apostando sempre em números ou cores que não saem há muito tempo e nunca apostando no que acabou de sair.

Um bom livro, em que a crítica social muito implícita se torna deveras interessante.

 

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por Daniela

Céu em Fogo, de Mário de Sá-Carneiro

Quinta-feira, 01.12.16

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Pontuação: 3* 

 

Esta é uma obra do escritor Mário de Sá Carneiro, composta por oito contos/novelas.

Não é um livro fácil de ler. A escrita difícil torna a leitura mais lenta, sendo necessária uma grande atenção. Os contos mais longos tornam-se difíceis de acompanhar, como é o caso do primeiro - A Grande Sombra - e do último - Ressurreição.

Os que gostei mais foram o segundo - Mistério - e o sétimo - O Fixador de Instantes.

No entanto, todos eles têm características muito semelhantes. Estados de demência, esquizofrenia ou loucura aparecem constantemente enquadrados. Os sentimentos de ódio do eu, morte e suícidio também são uma constante. A dor e o sentimento de não fazer falta, de ser dispensável aparecem em quase todos.

É difícil não pensar numa biografia, e talvez até seja uma. Ainda para mais se pensarmos que o autor se suicidou logo pelos 26 anos, deixando a vida toda por viver.

As florestas, via-as de algodão em rama, polícromas, com lantejoulas, como os brinquedos de Àrvore de Natal; seriam de água as montanhas; os rios de pedras preciosas, e, sobre eles, em arcos de luar, grandes montes de estrelas.

A Grande Sombra

 

Que desconforto! A sua alma era uma casa enorme, no inverno, com a mobília atravancada, forrada de sarapilheiras, e as janelas abertas por onde o vento se engolfava sibilante... e muito pó, sobretudo muito pó,em grandes rimas de livros e manuscritos.

Mistério

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por Daniela

O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald

Domingo, 03.07.16

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Ao contrário da maioria dos livros, o grande Gatsby não é narrado pela personagem principal, mas sim por Nick Carraway, vizinho e amigo de Jay Gatsby, que vai descobrindo e desvendando o mundo do protagonista. No geral, este livro retrata a sociedade dos loucos anos 20, a sociedade pós 1ª Guerra Mundial, cheia de festas e rodeada de riquezas e futilidades para tentar esquecer o vazio que se formou. A maioria das personagens são mesquinhas, adúlteras e fúteis, apenas importam as festas e o dinheiro, casamentos por interesse é o mais procurado e o amor é sempre deixado de lado.

Jay Gatsby é um milionário misterioso que dá as mais extravagantes festas na sua enorme mansão, onde aparecem todos os tipos de pessoas. Apesar do seu dinheiro e de estar sempre rodeado de pessoas, Gatsby é muito solitário e fica constantemente à espera de realizar o seu maior sonho - reencontrar e reconquistar a sua antiga namorada Daisy.

Daisy por sua vez não merece nada do que Gatsby faz por ela, tão mesquinha e fútil que é. Tom, o marido, representa o racismo e o adultério, o poder que a riqueza tinha na época.

A mensagem do livro é marcante e mostra-nos que nem todo o dinheiro do mundo é capaz de trazer consigo a felicidade e a concretização dos nossos sonhos mais escondidos. A solidão de Gatsby é um dos pontos mais fortes deste livro, o facto de estar sempre rodeado de pessoas nas extravagantes festas na sua mansão não lhe trouxe nenhum dos verdadeiros companheiros que todos precisamos.

 

Personagens preferidas: Nick Carraway, Jay Gatsby

 

Pontuação: 4*

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por Daniela

Excertos #11

Domingo, 26.06.16

 

 

"«Sempre que te apetecer criticar alguém», disse ele, «lembra‑te de que nem toda a gente neste mundo teve as mesmas vantagens que tu.»"

 

 

De F. Scott Fitzgerald, em O Grande Gatsby*

 

 

 

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por Daniela

O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë

Sexta-feira, 10.06.16

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Li este livro para o Clube dos Clássicos Vivos, em Abril. Apesar de ser um livro que muitas opiniões divide, foi para mim uma experiência maravilhosa. É uma viagem espantosa aos recantos da mente humana, cada personagem é caracterizada de uma forma deliciosamente detestável. Não é um romance como os que normalmente se veêm, em que tudo corre bem e acaba bem. É uma história que junta o amor, a vida e personalidades que existem na realidade. Personalidades e comportamentos humanos, espantosamente bem construídas e fiéis a si mesmas, personagens odiáveis pelo simples facto de representarem características reais que se veêm a cada esquina.

Temos Catherine e Heathcliff, dois personagens mesquinhos e egoístas. Heathcliff representa em simultâneo o amor e o ódio, é rancoroso e completamente dominado pelas suas emoções, paixões e sentimentos, o mais instintivo dos personagens. Catherine é simplesmente egoísta, pensa muito na felicidade própria e no interesse próprio, sem se preocupar com aqueles que a rodeiam.

No extremo oposto temos Edgar Linton, o que mais se aproxima daquilo que vemos como o homem comum, o politicamente correto.

Hareton é filho de Hindley (irmão de Catherine e inimigo de Heathcliff) e é completamente o contrário de todas as outras personagens. Ao contrário de todos os outros não é vil nem mesquinho, é humilde e não é tão orgulhoso ao ponto de guardar rancores.

O livro em si fala de vingança, a vingança de Heathcliff para com aqueles que o desprezaram e destruíram. A história é contada por Ellen Dean, a governanta do Monte dos Vendavais, vinte anos depois dos acontecimentos terem lugar, abarcando em simultâneo as duas gerações da história. 

Emily Brontë, na sua espantosa escrita, conseguiu explorar o lado mais negro da natureza humana, e representar as maiores angústias, medos e falhas do ser humano. É um livro que nos mostra que todas as nossas ações têm consequências, quer na nossa própria vida, quer na vida dos nossos filhos ou ainda na vida de terceiros. Heathcliff e Catherine são detestáveis, mas é tão espetacular terem sido os escolhidos para as personagens principais!

 

Pontuação: 5*

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por Daniela

Excertos #8

Domingo, 01.05.16

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" - Vamos lá a ver, Mrs. Heathcliff, a verdade é que todos nós partimos da mesma ignorância, e cada qual tropeçou e titubeou no limiar, e, se os nossos mestres tivessem troçado de nós, em vez de nos auxiliarem, ainda hoje tropeçariamos e andariamos aos tombos."

 

 

Do livro O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë*

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por Daniela

Excertos #7

Quinta-feira, 14.04.16

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"(...) casar-me com Heathcliff seria para mim aviltante; assim, ele nunca saberá o quanto o amo; e não o amo por ele ser belo, Nelly, mas porque ele é mais eu do que eu própria. Seja qual for a substancia de que são feitas as nossas almas, a dele e a minha são uma só, (...)"

 

 

Do livro O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë*

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por Daniela



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