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A volta ao mundo em livros #7

Sexta-feira, 14.04.17

No final do mês passado, terminou a sexta etapa do desafio A Volta ao Mundo em Livros, que consistia em ler livros de autores de nacionalidade francesa.

 

Li 2 livros para esta etapa.

 

O Disco de Jade - Os Cavalos Celestes, de José Frèches

Madame Bovary, de Gustave Flaubert

 

Chegada a sétima etapa, o país escolhido foi a Rússia.

 

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Depois de vasculhar as minhas estantes, o único livro que tenho de um escritor russo é O Jogador, sendo em princípio este o único que irei ler para o desafio.

E vocês, conhecem muitos livros de escritores de nacionalidade russa?

 

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por Daniela

Madame Bovary, de Gustave Flaubert

Segunda-feira, 20.03.17

 

Madame Bovary.JPG

Madame Bovary critica largamente uma burguesia com comportamentos supérfluos através da nossa protagonista, uma mulher forte que procura alargar os seus horizontes além dos limites do seu casamento.

É um livro dividido em três partes. Na primeira parte, conhecemos Charles, um estudante pouco brilhante que acaba por se tornar num médico também sem grande vocação. Casa-se com Emma e vive uma vida feliz enquanto vai cedendo cada vez mais aos caprichos da sua mulher. Na segunda parte Emma e Charles mudam de cidade e vão-se envolvendo socialmente com algumas pessoas que passam a frequentar a sua casa. Na última parte, os caprichos e pecados dos protagonistas recaem sobre eles e muita coisa é revelada.

Emma é uma mulher que não segue as regras nem percorre o caminho comum de todas as mulheres daquela época. Procura alternativas, não vive sob as ordens de ninguém, não paraliza nem se deixa dominar pelo poder que os homens tendem a ter sobre as mulheres. Emma queria ser quem não era e procurava nos romances que lia a vida que queria para si.

As mulheres são no geral as mais fortes e as personagens mais interessantes deste livro. Os homens são quase todos apresentados como seres mais fracos e sempre submissos aos desejos das mulheres.

O autor demorou anos a concluir a obra e chegou mesmo a ir a julgamento após o seu lançamento por tentar desencaminhar as mulheres de família leitoras de romances através do tema do adultério presente neste livro. Quando lhe perguntaram quem era esta Madame Bovary a resposta que deu ficou conhecida até hoje.

"Madame Bovary, c'est moi"

 

*Esta leitura insere-se na sexta etapa do desafio A Volta ao Mundo em Livros.

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por Daniela

O Disco de Jade - Os Cavalos Celestes, de José Frèches

Quarta-feira, 01.03.17

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Terminei de ler o primeiro livro da trilogia O Disco de Jade. É um romance histórico passado no séc. III a.C. que nos traz a história dos reinos combatentes que posteriomente formaram a China.

Esta história passa-se maioritariamente no estado de Qin, embora também sejamos levados a Chu ou ao Zhao. É um livro dividido em duas partes, sendo separadas pelos reinados de dois reis diferentes.

Foi uma leitura lenta, devido ao facto de ser talvez um livro de introdução, para conhecer-mos bem cada personagem, a história pessoal de cada um que inicialmente se isola das outras, até chegarmos ao ponto de todas as histórias e personagens fazerem sentido e estarem ligadas umas às outras.

Os costumes e os hábitos da época estão bastante presentes, a religião praticada e as práticas de adivinhação muito utilizadas naquela altura. Houve pelo menos um momento que me fez muita confusão e que mete impressão, o destino dado à aia da princesa Xia quando a sua dama morreu.

O papel dado às mulheres é bastante interessante de analisar, são elas que têm sempre a palavra final nas decisões políticas, embora estas sejam dedicadas aos homens, conseguindo sempre dar a volta e que as coisas aconteçam tal como querem, embora envolva alguma manipulação e principalmente a sedução.

O final ficou em aberto, mais haverá para descobrir nos próximos volumes, que vou deixar para daqui a algum tempo.

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por Daniela

A volta ao mundo em livros #6

Quinta-feira, 05.01.17

Bem, terminou a 5ª etapa deste desafio, para a qual conheci uma autora que adorei: Isabel Allende.

Li três livros dela, quatro estrelas cada um: 

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Agora chegou a altura da 6ª etapa, que será França. Durante três meses, o objetivo é ler pelo menos um livro de um escritor ou escritora francês. Tenho na minha estante Alexandre Dumas, Gustave Flaubert, José Frèches, Marcel Proust e Montaigne.

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Não penso ler Alexandre Dumas, do qual tenho o livro O Conde de Monte Cristo, nem Marcel Proust, do qual tenho os dois primeiros volumes da obra Em Busca do Tempo Perdido.

Dos restantes tenho a trilogia O Disco de Jade de José Frèches, Madame Bovary de Gustave Flaubert, e Ensaios de Montagne. No entanto, ainda não sei em que livros vou pegar. Algum conselho?

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por Daniela

Retrato a Sépia, de Isabel Allende

Terça-feira, 03.01.17

Cada qual escolhe o tom para contar a sua própria história. Vivo entre matizes difusos, esbatidos misteriosos, incertezas; o tom para contar a minha vida ajusta-se mais ao de um retrato a sépia…

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Este é o último livro da trilogia escrita por Isabel Allende, passada entre o Chile e a Califórnia. Aqui reencontramos personagens dos dois livros anteriores, apesar de cada livro se focar em uma família diferente e numa diferente época.

Este é um romance histórico que retrata o Chile nos finais do séc. XIX, entre 1880 e 1920, o papel das mulheres e a forma como eram tratadas e o ínicio da sua emancipação, ainda associada a muita censura.

Uma história contada pela voz de Aurora del Valle, tentando preencher as lacunas existentes no seu passado, na sua infância, quando foi separada do que conhecia e mudada para onde nunca tinha estado. Ela vai-nos envolvendo na história da sua família, revelando detalhes e segredos dos seus ente-queridos, principalmente das mulheres.

É ainda retrada a Guerra do Pacífico, em que a autora nos dá alguns factos reais ao enquadrar um dos seus personagens nesta.

Este livro tem lugar após Filha da Fortuna e antes de A Casa dos Espíritos, pelo que a ordem cronológica da história é diferente da ordem de publicação dos livros.

 

Personagens preferidas: Aurora del Valle

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por Daniela

Filha da Fortuna, de Isabel Allende

Terça-feira, 27.12.16

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Pontuação: 4 estrelas

 

Começo por dizer que esta foi uma das melhores autoras que conheci este ano, quero ler mais livros dela!

O Filha da Fortuna conta a história de Eliza, uma menina abandonada à porta da família Sommers, que a acolheu como se fosse da família. No entanto, Isabel Allende traz-nos uma muito maior quantidade de personagens, cada uma mais forte que a anterior, sempre muito bem construídas, a partilhar e vivenciar com Eliza as suas experiências de vida.

Passa-se entre o Chile e a Califórnia, principalmente durante os anos 1848 e 1849, quando se deu a febre do ouro e a Califórnia se tornou num dos estados mais habitados dos EUA.

Devido a um romance mal terminado, Eliza passa por várias aventuras e vários desgostos e provações, que a levam a conhecer Tao Chi'en.

Tao é um chinês que pratica a medicina oriental e que, vendido para a escravatura com apenas 10 anos, teve a sorte de ser revendido a um médico para se tornar no seu aprendiz. É dos melhores personagens do livro, acabando por gastar o pouco dinheiro que consegue juntar a ajudar as pequenas sing song girls, meninas chinesas traficadas e leiloadas para prostituição infantil.

É um livro que retrata muito bem a época da febre do ouro na Califórnia, em que a violência e o racismo eram recorrentes. Mostra como os nativos foram expulsos da sua própria terra e como as pessoas de nacionalidade chinesa ou mexicana eram desprezadas e muitas vezes linchadas sem qualquer motivo aparente.

Mostra também que os mais espertos estabeleceram negócio naquele país onde cada coisa valia uma fortuna, em vez de perderem tempo nas minas, enriquecendo tanto ou mais como os que o faziam, e retrata ainda a aparição dos barcos a vapor, aqui utilizados para levar mercadorias até à Califórnia muito mais rapidamente.

O papel das mulheres da altura também é bastante descrito, na Califórnia havia apenas as prostitutas e é desenvolvido o como é viver numa terra de homens, as diferenças entre as várias raças, destacando-se a submissão imediatamente atribuída às mulheres e esposas chinesas, compradas por catálogo.

O final quase nos obriga e ler o próximo livro, Retrato a Sépia, em busca de mais informação, se bem que se pode ler apenas o segundo sem necessidade do primeiro para perceber a história.

 

Personagem preferida: Tao Chi'en

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por Daniela

De Mês a Mês | Outubro

Terça-feira, 08.11.16

Este mês li dois livros.

Conheci uma autora nova, chilena.

 

História de Quem Vai e de Quem Fica, de Elena Ferrante;

A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende.

 

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Dei uma pontuação de cinco estrelas ao primeiro e quatro ao segundo. 

Adorei ambos os livros. Fiz uma pausa na leitura da tetralogia de Nápoles, que quero retomar ainda este ano. Conheci a autora Isabel Allende através do desafio A Volta ao Mundo em Livros e gostei muito deste livro dela. Pretendo ler outros durante os próximos meses.

 

Em termos de compras, adquiri três livros, todos em segunda mão e todos de Isabel Allende, mais uma vez, para o desafio A Volta ao Mundo em Livros.

 

  • A Casa dos Espíritos
  • A Filha da Fortuna
  • Retrato a Sépia

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por Daniela

A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende

Quinta-feira, 03.11.16

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Pontuação: 4*

 

Este é um livro que acompanha a família Trueba, interligada com a história do Chile, pano de fundo desta obra. Tentei escrever sem spoilers, mas foi impossível, embora sejam poucos e, na sua maioria, contextualizados na história do país e de conhecimento geral. Se não leram o livro, não leiam por favor o excerto que coloquei mais abaixo.

As três personagens principais são femininas e cada uma representa uma geração - Clara, Blanca e Alba, três nomes diferentes mas que se tornam no mesmo, numa alusão à pureza que sempre é associada à cor branca. Clara é a primeira delas, é a Clara clarividente que move objetos com a mente. É uma personagem muito interessante, das melhores do livro, e é maravilhoso ir acompanhando o seu desenvolvimento e a sua vida. Blanca e Alba são, respetivamente, filha e neta de Clara e continuaram a história nas gerações seguintes.

Logo nas primeiras páginas sabemos como foi construído este texto, baseado nos livros onde Clara registava a vida, e com vários detalhes acrescentados pelo patriarca Esteban Trueba.

A história começa décadas antes do golpe de estado do Chile, mas é a um terço do fim, que este livro nos traz o melhor de si quando, na década de 70, o partido socialista vence as eleições do Chile. Aqui começa um conceito histórico e muito interessante narrado através das memórias da própria Isabel Allende, filha do primo do presidente Salvador Allende.

O nome de Salvador Allende nunca nos é referido no livro, sendo representado apenas como Presidente, embora o tempo e o contexto histórico desta obra nos leve até ele.

Em 1973 dá-se o golpe militar, descrito neste livro com vários detalhes do que aconteceu na época, uma vez que Isabel Allende vivenciou este acontecimento.

Uma personagem assumidamente da direita e que defende o seu partido durante a maior parte do livro é Esteban Trueba. Em várias ocasiões cego pela riqueza e em outras incapaz de ver o que se apresenta mesmo à sua frente, tendo ainda apoiado a tirania da ditadura de Pinochet, ele representa as pessoas enganadas pela ilusão de poder.

Existe ainda um outro personagem importante e designado como Poeta, que através da sua história, presente no livro, descobrimos ser Pablo Neruda. O excerto seguinte representa um episódio muito triste da história, logo após o golpe militar. 

O Poeta agonizou na sua casa junto ao mar. Estava doente e os acontecimentos dos últimos tempos esgotaram-lhe o desejo de viver. A tropa revolveu-lhe a casa, deram voltas às sua coleções de búzios, conchas, borboletas, às suas garrafas e máscaras de proa resgatadas de tantos mares, aos seus livros, quadros, versos inacabados, à procura de armas subversivas e comunistas escondidos, até o seu velho coração de bardo começar a falhar. Levaram-no para a capital. Morreu quatro dias depois e as últimas palavras do homem que cantou a vida, foram: «Vão fuzilá-los! Vão fuzilá-los!». Nenhum dos seus amigos se pôde aproximar na hora da morte, porque estavam na clandestinidade, fugitivos, exilados ou mortos. A sua casa azul do cerro estava meio em ruinas, o piso queimado e os vidros partidos, não se sabia se era obra dos militares, como diziam os vizinhos, ou dos vizinhos, como diziam os militares. Ali o velaram os poucos que se atreveram a aparecer (...)

As pessoas iam em silêncio. De repente, alguém gritou roucamente o nome do Poeta e uma única voz em todas as gargantas respondeu «Presente! Agora e sempre!». Foi como se tivessem aberto uma válvula e toda a dor, medo e raiva desses dias saísse do peito e percorresse a rua, subindo como um clamor terrível até às negras nuvens do céu. Outro gritou «Companheiro Presidente!». E todos responderam num só lamento, pranto de homem: «Presente!». A pouco e pouco o funeral do Poeta transformou-se no ato simbólico de enterrar a liberdade.

Super bem escrito e que vale bastante a pena pelos acontecimentos aqui descritos e retirados das recordações da própria Isabel Allende, num livro que nos agarra desde as primeiras páginas.

O final é maravilhoso, a destruição e o renascimento unidos na procura de novos e melhores tempos. Sem dúvida um livro a reler.

 

Personagens preferidas: Clara Del Valle

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por Daniela

História do Novo Nome, de Elena Ferrante

Terça-feira, 18.10.16

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Pontuação: 5*

 

Neste livro ficamos a saber o que aconteceu após o intenso final do primeiro volume. O ritmo de leitura abranda nas primeiras páginas, mas depressa volta ao habitual.

Ao contrário do primeiro, neste livro a Lenú destacou-se mais do que a Lila. Foram muitas as situações em que Lila  demonstrou sentimentos confusos e ações que desiludiram. Tais ações talvez se devam ao facto de, ao contrário da sua amiga, não ter tido a possibilidade de continuar os estudos e assim ter tentado provar - a todos e a ninguém em particular - que conseguiria ser alguém, até mais que Lenú, sem essa ajuda.

Por outro lado, Lenú torna-se numa aluna exemplar e brilhante, procurando sempre afirmar-se perante o bairro onde nasceu e principalmente perante Lila.

Ambas as personagens se dão a conhecer melhor e, embora vivam cada vez mais afastadas, mantêm a amizade que as uniu em pequenas. Revi-me tanto numa como noutra, em várias alturas e situações distintas, não conseguindo escolher uma preferida.

Os locais e as personagens mantêm-se praticamente inalterados, levando-nos novamente a correr as ruas de Nápoles e a reencontrar os habitantes de um dos seus bairros mais pobres.

Elena Ferrante é detentora de uma escrita tão poderosa que nos transmite qualquer tipo de sentimento nas mais variadas situações.

O final é muito mais suave que o do livro anterior, embora no geral seja um livro bastante mais arrebatador e nos leve a pegar com imensa curiosidade no terceiro volume.

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por Daniela

A Amiga Genial, de Elena Ferrante

Quinta-feira, 13.10.16

"A mãe de Rino chama-se Raffaella Cerullo, mas toda a gente a tratou sempre por Lina. Eu não, nunca fiz uso de nenhum desses nomes. Para mim, há quase sessenta anos que é Lila. Se lhe chamasse Lina ou Raffaella, assim de repente, era sinal de que a nossa amizade chegara ao fim."

 

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Pontuação: 5*

 

Este livro foi uma agradável experiência. Não tem um ritmo muito acelerado, mas vai-se tornando cada vez mais interessante.

A Amiga Genial conta a história de duas amigas, Lenú e Lila, que vivem uma amizade conturbada e cheia de altos e baixos. A história começa quando Lila decide desaparecer sem deixar rasto, altura em que Lenú começa um relato vivido muito tempo antes, em meados da década de cinquenta, quando as duas se conheceram. 

"Lila entrou na minha vida na primeira classe e impressionou-me de imediato porque era muito má."

Este volume narra a Infância e a Adolescência das duas amigas, do ponto de vista de Lenú.

Como pano de fundo temos Nápoles, terra de nascimento da autora sobre a qual, até há muito pouco tempo, pouco era divulgado. A escrita de Elena Ferrante é maravilhosa e relata, sem reticências, uma sociedade suburbana e cheia de dificuldades, onde os homens mandam, as mulheres, submissas, se resignam a viver a sua vida pelos modos deles e os filhos assistem a um clima de violência, aprendendo desde cedo o chamado ofício da família, trabalhando desde cedo.

Lenú e Lila são duas destas crianças, muito diferentes entre si. Lenú tem a possibilidade de prosseguir os estudos, ao passo que Lila, apesar de ser a mais inteligente da classe, fica apenas com o diploma da primária e começa a ajudar a mãe nos seus afazeres. Lila é diferente das outras crianças, não tem medos e faz apenas aquilo que quer, ao contrário da amiga tímida e medrosa, que procura constantemente a aprovação dos outros.

O final é daqueles que nos desespera e obriga a ir logo buscar o segundo volume, de tão intenso que é.

 

Personagens preferidas: Lila

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por Daniela



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