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Mente Literária

"A leitura é como uma droga que confere um adormecimento agradável aos contornos da crueldade da vida." Kertész , Imre.

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"A leitura é como uma droga que confere um adormecimento agradável aos contornos da crueldade da vida." Kertész , Imre.

Crítica: Danças e Contradanças - Joanne Harris

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Título: Danças & Contradanças

Autor: Joanne Harris

Editora: Edições ASA

1ª Edição: 2004

Nº de Páginas: 224

 

 

 

Sinopse: As sarcásticas histórias de Danças & Contradanças podem ser resumidas em duas palavras: malévolas e maliciosas. Como em muitos dos seus romances, Joanne Harris consegue combinar de uma forma única situações e personagens comuns - e até banais - com o extraordinário e o inesperado. Mais do que nunca, a autora dá largas à sua imaginação e apresenta-nos uma exuberante e prodigiosa caixa de Pandora que contém tudo quanto é extravagante, estranho misterioso e perverso. De bruxas suburbanas a velhinhas provocadoras, monstros envelhecidos, vencedores da lotaria suicidas, lobisomens, mulheres-golfinho e fabricantes de adereços eróticos, estas são vinte e duas histórias onde o fantástico anda de mãos dadas com o mundano, o amargo com o doce, e onde o belo, o grotesco, o sedutor e o perturbador estão sempre a um passo de distância.Escolham o vosso par, por favor. Danças & Contradanças é o primeiro livro de contos de Joanne Harris, que, com a mestria a que já nos habituou, consegue deliciar, surpreender, entreter e horrorizar em igual medida. Suficientemente longas para aguçar o apetite, e breves a ponto de serem lidas num piscar de olhos, estas são histórias maliciosas, divertidas, por vezes provocadoras, mas sempre pessoais e capazes de revelar uma faceta de Joanne Harris até agora desconhecida dos seus leitores.

 

Opinião: Já li este livro no ano passado. Tinha aqui a crítica inacabada em rascunho desde então. É um daqueles posts que ficam por aqui há espera de ser acabados e publicados, o tempo vai passando e eles continuam perdidos por aqui.

Segundo a autora, este é o livro onde revela mais de si, dos seus desejos e das pessoas que foi conhecendo ao longo do tempo. A sua obra mais pessoal.

É um livro interessante, com pequenas histórias para todos os gostos, onde são retratados os mais variados temas.

Gostei imenso logo da primeira história "Fé e Esperança vão às compras" que retrata o envelhecimento físico, acabando por nos mostrar que existe sempre uma criança dentro de nós. A nossa vaidade, a nossa esperança, a nossa necessidade de coisas novas, nunca nos abandona.

Outro conto interessante, chamado "A Irmã Feia", é contado do ponto de vista de uma das irmãs da Cinderela, não tão coerente com o que costumamos ouvir. A irmã feia é constantemente escondida na sombra da irmã esbelta e perfeita, tornando-se numa menina incompreendida, ao contrário da menina má a que nos habituaram.

"A Menina Presunçosa era rosada, esbelta, de estatura perfeita. Qualquer pessoa tê-la-ia odiado... para uma irmã feia nunca há um Para Sempre. Nunca ninguém pensou em escrever um, como é de calcular. Estavam todos demasiado ocupados a desfalecer perante Sua Alteza Presumida e os seus pezinhos perfeitos."

O livro está repleto de críticas escondidas à sociedade, aos diversos paradigmas que existem, e também às características mais desfavoráveis do ser humano.

É um bom livro, seja para descontrair ou seja para pensar.

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