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Adaptação cinematográfica: O Crime do Padre Amaro

Sábado, 25.02.17

Crime do padre.jpg

 

Começou por ser uma adaptação contemporânea do romance clássico de Eça de Queirós e o pano de fundo passou a ser um bairro social de Lisboa cheio de problemas em pleno século 21. Este era o desafio e, visto assim, bastante promissor. Foram preservados os nomes dos personagens e apenas alguns aspetos abordados na obra. Outras histórias paralelas foram adicionadas, enquadrando-se no estilo de vida do bairro social.

Amaro (Jorge Corrula) chega a Lisboa para substituir um falecido padre e instala-se na casa da Joaneira, onde conhece a sedutora Amélia, interpretada por Soraia Chaves. Neste caso, é Amélia que seduz o padre, que tenta a todo o custo suprimir os seus desejos. Para atrair espectadores e para fazer render o filme foram introduzidas no filme uma quantidade infinita de cenas eróticas que não fazem o menor sentido em que na maioria delas fiquei a pensar "Como raio é que eles foram parar à sacristia?".

A crítica à igreja está lá, bastante intricada principalmente no cónego Dias e também no padre Amaro.

A banda sonora é carregada de hip-hop português, digamos que uma péssima escolha para as cenas referidas acima. As representações são na sua maioria fracas, sendo que as cenas também não ajudaram. Gostei do Nicolau Breyner, Rui Unas e do Nuno Melo. O Jorge Corrula também se esforçou, embora tenha sido piorzinho que estes. 

Penso que o talento dos atores poderia ter sido muito melhor aproveitado se o guião tivesse sido melhor - o que era totalmente possível. O Eça de Queirós não está orgulhoso, de certeza.

O livro era capaz de dar uma ótima série, se fosse mais concentrado no conteúdo e nas críticas presentes no livro do que nas relações íntimas e cenas chamadas eróticas.

 

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4 comentários

De edite a 25.02.2017 às 21:36

Não gostei deste filme mas os homens ficaram - e ficam - a babar nas cenas da Soraia Chaves.

De Daniela a 26.02.2017 às 11:41

Também não gostei... Achei por acaso a história do Quimbé interessante, o curso que a vida dele seguiu e aquele final.
Também o que introduziram sobre o cónego Dias e a Amélia em pequena foi uma crítica muito dura à igreja e aos casos que vemos acontecer deste género várias vezes.
Quanto à Soraia Chaves, vi o filme com o meu namorado por isso podes imaginar

De Carolina Cruz a 26.02.2017 às 13:07

Confesso (vergonha) que não li o livro. Mas vi o filme, mas também não me recordo muito bem, à excepção claro, das cenas tão badaladas.
Tenho de tratar de fazer ambas as coisas (ler e voltar a ver o filme).
Bom domingo :)

De Daniela a 28.02.2017 às 00:01

O livro é muito diferente deste filme :)
Tens de ler!

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