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BEDA #21: Oníria, de Joana Santos Silva

Segunda-feira, 21.08.17

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Este é um livro de poemas muito pequenino, lê-se bem em apenas uma hora.

Aqui encontramos poemas de amor, poemas para a mãe, poemas sobre irmãos e poemas sobre a vida em geral. No final de cada um, encontramos o ano em que foi escrito. Como diz a sinopse, "são pedaços de uma vida, aconchegada entre o passado e o presente, entre o sono e o sonho. Inquietações que nos apanham de olhos ainda cerrados, desligadas da realidade apenas na medida certa.
Esta é uma obra de sobressaltos que podiam ser os nossos, povoada por desassossegos que são de todos. Feita de momentos que, ao romper da aurora, nos fazem seguir em frente." 

Não é o pior livro que já li, mas também não posso dizer que tenha sido uma boa leitura.

Nenhum dos textos me prendeu, não me transmitiu qualquer tipo do sentimento que a poesia deve trazer. A maioria das rimas pareceu-me forçada e por vezes apareciam versos sem qualquer sentido. Os anos escritos no final dos poemas não estão seguidos, pelo que não consegui perceber se houve evolução ao longo do tempo.

Não costumo ler poesia, pelo que também não tenho bases para dizer mais, sinto apenas que esta me deve trazer mais sentimento ao ser lida.

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BEDA #20: TAG | TBR Intimidante

Domingo, 20.08.17

Hoje decidi responder a uma TAG que vi no blog e canal Holly Reader, da Carolina, e que achei interessante. Depois de uma pequena pesquisa pelas minhas estantes, eis as minhas respostas. 

 

 

1. UM LIVRO QUE AINDA NÃO CONSEGUI ACABAR

 

Não te Deixarei Morrer, David Crokett, de Miguel Sousa Tavares

 

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Nunca tinha lido nada do autor e a escrita não é má, mas não me consigo agarrar a ele. Por ser um livro de crónicas, talvez. Comprei por impulso e agora que o comecei a ler acaba sempre por ser a minha última escolha. Já o ando a "ler" há mais de um ano e penso que continuará mais algum tempo por acabar.

 

 

2. UM LIVRO QUE AINDA NÃO LI PORQUE AINDA NÃO TIVE TEMPO

 

Mulherzinhas, de Louisa May Alcott 

 

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Queria muito este livro e não o tenho há muito tempo. Tenho dado prioridade a outras leituras, mas este terá a sua vez muito em breve, tenciono lê-lo ainda este ano.

 

 

3. UM LIVRO QUE AINDA NÃO LI PORQUE É UMA SEQUELA

 

Brisingr, de Christopher Paolini

 

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Li os dois primeiros de seguida e gostei muito. Já foi há alguns anos. Este comprei-o alguns meses depois e já não voltei às histórias de Eragon e Saphira. Talvez por ser tão grande e por ter outro igualmente grande a terminar a tetralogia. Quero terminá-la, mas não sei se estará para breve. Veremos.

 

 

4. UM LIVRO QUE AINDA NÃO LI PORQUE É NOVINHO EM FOLHA

 

1Q84, de Haruki Murakami

 

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Um presente de aniversário recebido há uma semana e um dia. Tenho muita curiosidade com este livro e planeio colocá-lo entre as minhas próximas leituras.

 

 

5. UM LIVRO QUE AINDA NÃO LI PORQUE LI UM LIVRO DO MESMO AUTOR E NÃO GOSTEI

 

Memória das Minhas Putas Tristes, de Gabriel García Márquez

 

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Não é que não tenha gostado, mas quando li O Amor nos Tempos de Cólera do mesmo autor achei a escrita muito aborrecida e nem consegui aproveitá-lo bem. Além disso, tenho ideia de que cada capítulo tinha à volta de 60 páginas e eu sou dessas que não gosta de deixar capítulos a meio. Mas este é um livro mais pequenino, com pouco mais de 100 páginas, talvez lhe dê um oportunidade durante o próximo ano.

 

 

6. UM LIVRO QUE AINDA NÃO LI PORQUE SIMPLESMENTE NÃO ESTOU A SENTIR

 

Ensaios - Antologia, de Michel de Montaigne

 

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Tem muito boa classificação no Goodreads, mas não é um livro que pense pegar em breve. Tentei lê-lo no início do ano para a etapa 6 (França) do projeto A Volta ao Mundo em Livros, mas não consegui passar das primeiras linhas. Talvez um dia olhe para ele de forma diferente.

 

 

7. UM LIVRO QUE AINDA NÃO LI PORQUE É GIGANTE

 

O Conde de Monte-Cristo

 

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São 959 páginas fininhas e com letra pequenina. Quero muito lê-lo, comprei em segunda mão depois de o procurar durante meses mas quando vi o tamanho fiquei sem coragem de lhe pegar. Se alguém quiser ler e tiver o mesmo problema, digam nos comentários e tentamos uma leitura conjunta!

 

 

8. UM LIVRO QUE AINDA NÃO LI PORQUE COMPREI PELA CAPA E AFINAL TEM OPINIÕES NEGATIVAS

 

O Tintureiro Francês, de Paulo Larcher

 

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Não comprei este livro exatamente pela capa, pois não costumo fazer isso, mas comprei porque achei a coleção A História de Portugal em Romances da Saída de Emergência uma ideia muito interessante e encontrei este em promoção. Ia lê-lo no ano passado, para o projeto Ler os Nossos da Cláudia, mas mudei de ideias quando vi que a pontuação no goodreads era baixa, atualmente de apenas 2.83 estrelas.

 

 

9. O LIVRO MAIS INTIMIDANTE DA MINHA ESTANTE TBR

 

Do Lado de Swan, de Marcel Proust

 

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O primeiro volume deste conjunto de sete que formam Em Busca do Tempo Perdido. Não tenho reserva alguma quanto à qualidade da tradução do meu exemplar, confio completamente na Relógio d'Água. Ser o primeiro de sete livros é uma das razões que o torna tão intimidante. Por ser um clássico tão adorado por muitos ou por ser um livro de memórias. Por retratar temas que me interessam e sobre os quais gosto de ler e ter medo de me desiludir. As expetativas são altas e isso pode correr mal.

 

 

E pronto, é isto, obrigado por terem chegado até aqui e espero que tenham gostado. Considerem-se todos tagados para responder a esta TAG, deixem nos comentários se forem responder que eu vou lá cuscar tudo!

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BEDA #19: 5 livros da minha lista de livros que quero ler

Sábado, 19.08.17

Hoje trago-vos cinco livros que estão na minha lista de livros que quero muito ler. Ainda não tenho nenhum deles, mas espero que seja para breve.

 

O Senhor dos Anéis

É verdade, ainda não li esta trilogia. Vi os filmes uma vez, mas nunca dei lhes dei a devida importância. Quero comprar e ler os três livros, talvez seja durante o próximo ano.

 

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Sobre o livro: Em apreciação crítica à obra de Tolkien cuja edição portuguesa apresentamos, o Sunday Times escrevia que o mundo da língua inglesa se encontra dividido em duas partes: a daqueles que já leram O Senhor dos Anéis e a daqueles que o vão ler.
Não se enganava o crítico ao indicar assim que estamos perante uma obra de leitura obrigatória, que, sem qualquer sombra de exagero, se insere entre as mais notáveis criações literárias do nosso século. Situando-se na linha da criação fantástica em que a literatura inglesa é fértil (lembremos Jonathan Swift com As Viagens de Gulliver, lembremos Lewis Carrol com a sua Alice no País das Maravilhas), Tolkien oferece-nos uma obra verdadeiramente monumental, onde todo um mundo é criado de raíz, uma nova cosmogonia arquitectada por inteiro, uma irrupção de maravilhoso que é admirável jogo de criação pura. O sopro genial que perpassa na elaboração deste maravilhoso, traduzido sobretudo no realismo da narração, deixa no leitor o desejo irresistível de conhecer «esse» mundo que, como crianças, chegamos a acreditar que existe.
A Irmandade do Anel é o primeiro volume da trilogia O Senhor dos Anéis, em que se integram também As Duas Torres e O Regresso do Rei.
 

 

 

As Serviçais

Um livro que conquistou muitos leitores e sobre o qual tenho grande curiosidade.

 

 

Sobre o livro: Skeeter tem vinte e dois anos e acabou de regressar da universidade a Jackson, Mississippi. Mas estamos em 1962, e a sua mãe só irá descansar quando a filha tiver uma aliança no dedo.
Aibileen é uma criada negra, uma mulher sábia que viu crescer dezassete crianças. Quando o seu próprio filho morre num acidente, algo se quebra dentro dela. Minny, a melhor amiga de Aibileen, é provavelmente a mulher com a língua mais afiada do Mississippi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego… até ao momento em que encontra uma senhora nova na cidade.
Estas três personagens extraordinárias irão cruzar-se e iniciar um projecto que mudará a sua cidade e as vidas de todas as mulheres, criadas e senhoras, que habitam Jackson. São as suas vozes que nos contam esta história inesquecível cheia de humor, esperança e tristeza.
Uma história que conquistou a América e está a conquistar o mundo.

 

 

O Rapaz do Pijama às Riscas

Já vi o filme e se bem me lembro chorei. Muito emocionante mesmo. Quero muito ler o livro.

 

 

Sobre o livro: Bruno, de nove anos, nada sabe sobre a Solução Final e o Holocausto. Não tem consciência das terríveis crueldades que são infligidas pelo seu país a vários milhões de pessoas de outros países da Europa. Tudo o que ele sabe é que teve de se mudar de uma confortável mansão em Berlim para uma casa numa zona desértica, onde não há nada para fazer nem ninguém para brincar. Isto até ele conhecer Shmuel, um rapaz que vive do outro lado da vedação de arame que delimita a sua casa e que estranhamente, tal como todas as outras pessoas daquele lado, usa o que parece ser um pijama às riscas. 

 

 

A História de uma Serva

Uma distopia que me despertou a atenção assim que li a sinopse.

 

 

Sobre o livro: Uma visão marcante da nossa sociedade radicalmente transformada por uma revolução teocrática. A História de Uma Serva tornou-se um dos livros mais influentes e mais lidos do nosso tempo.

Extremistas religiosos de direita derrubaram o governo norte-americano e queimaram a Constituição. A América é agora Gileade, um estado policial e fundamentalista onde as mulheres férteis, conhecidas como Servas, são obrigadas a conceber filhos para a elite estéril. 
Defred é uma Serva na República de Gileade e acaba de ser transferida para a casa do enigmático Comandante e da sua ciumenta mulher. Pode ir uma vez por dia aos mercados, cujas tabuletas agora são imagens, porque as mulheres estão proibidas de ler. Tem de rezar para que o Comandante a engravide, já que, numa época de grande decréscimo do número de nascimentos, o valor de Defred reside na sua fertilidade, e o fracasso significa o exílio nas Colónias, perigosamente poluídas. Defred lembra-se de um tempo em que vivia com o marido e a filha e tinha um emprego, antes de perder tudo, incluindo o nome. Essas memórias misturam-se agora com ideias perigosas de rebelião e amor.

 

 

A Laranja Mecânica

Já tenho curiosidade em ler este livro há algum tempo. Ainda não surgiu a oportunidade, espero que esteja para breve.

 

 

Sobre o livro: Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex - soberbamente engendrada pelo autor - empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de "1984", de George Orwell, e "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, "Laranja Mecânica" é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.

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BEDA #18: A ler...

Sexta-feira, 18.08.17

 

Autor: Stendhal

Editora: Civilização Editora

Data de Publicação: Dezembro de 2013

Nº de Páginas: 480

Coleção: Novos Clássicos

 

Bonito e ambicioso, Julien Sorel está determinado a desprender-se das suas origens humildes camponesas e a fazer algo da sua vida, adotando o código de hipocrisia por que a sua sociedade se rege. Julien acaba por cometer um crime movido pela paixão, por princípios ou por insanidade, que será o seu fim. O Vermelho e o Negro é uma imagem vívida e satírica da sociedade da Restauração francesa após Waterloo, carregada de corrupção, ganância e tédio. O retrato complexo e compreensivo de Julien, o explorador frio cuja campanha maquiavélica é enfraquecida pelas suas próprias emoções, torna-o a mais brilhante e mais humana criação de Stendhal, e um dos maiores personagens da literatura europeia.

 

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Autor: Abel Botelho

Data de Publicação: 1891

Nº de Páginas: 317

Coleção: Patologia Social

 

Publicado em 1891, o Barão de Lavos é um dos romances da série intitulada “Patologia Social” em que Abel Botelho - professado seguidor do chamado neo-realismo - explora, expõe e põe em claro, fenómenos sociais do final do século XIX até então ignorados pela sociedade ou romantizados de uma forma não credível. O Barão de Lavos é o primeiro livro dessa série que abre logo com temas inéditos na literatura: A homossexualidade e a pedofilia.
Há quem eleve esta obra como sendo a primeira obra a abordar o tema da homossexualidade na literatura portuguesa. Outros preferem fazer apontar para o facto que o tema em destaque é a crítica à pedofilia e que a obra de Mário de Sá-Carneiro “A Confissão de Lúcio”, escrita mais de 20 anos depois, é que é a primeira a incluir o tema da homossexual objetivamente. É uma discussão com pontos de validade para ambas as reivindicações. Por um lado é um facto de que o tema da homossexualidade está presente no Barão de Lavos; acontece que no século XIX a homossexualidade era indissociável da pederastia e da pedofilia, uma das razões pela qual era fortemente criticada e perseguida. Por outro lado a obra é uma crítica à homossexualidade em si, vista como uma doença patológica e uma degeneração do individuo que só pode ter como fim a sua própria destruição. É, no fundo, uma obra que trata o tema sob o ponto de vista de um objetor da homossexualidade e que a
associa à pedofilia. Mário de Sá-Carneiro, por seu lado, como homossexual que era, aborda o tema expondo o seu lado pessoal, ainda que sob uma vertente romantizada e sem fazer qualquer tipo análise de fundo. Posto isto, o rótulo de “1º livro português gay” caberá à escolha de cada um.
Quando foi publicada pela primeira vez a obra de Abel Botelho causou grande o escândalo pelo tema que abordava. Para a sociedade da altura, profundamente conservadora, monárquica e dominada pelo clericalismo tais temas eram tabus. No entanto, entre a admiração dos críticos literários e a reprovação, dada a crueza das suas descrições, a obra foi sancionada pela Igreja, precisamente por causa do tema, já que retratava a homossexualidade como uma aberração pecaminosa que tinha como causas a origem ilegítima do barão, fruto de uma traição conjugal e a degradação moral da sociedade lisboeta da época.
A obra é hoje encarada como um produto do seu tempo, estando no mesmo nível de paridade literária, em termos de conteúdo, como o “Lolita” do escritor Vladimir Nabokov ou o “Morte em Veneza” de Thomas Mann.

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BEDA #17: O Luto de Elias Gro

Quinta-feira, 17.08.17

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"As pessoas são feitas de porcelana, concluiu. Lascam com facilidade, instigam em nós a urgência de não as deixar cair. Partem-se em pedaços se as largarmos. Esses pedaços são inconsoláveis. É impossível tornarmos a juntá-los e, se o tentarmos, ficaremos para sempre a observar as rachas que inadvertidamente lhes causámos, cicatrizes que não passam. Por mais que as pessoas jurem que são feitas de outro material, acredite em mim quando lhe digo que são feitas de porcelana, da mais frágil e dispendiosa."

 

Este é o oitavo romance de João Tordo e o primeiro da minha lista de leituras do autor. É também o primeiro dos três livros pertencentes à Trilogia dos Lugares sem Nome.

O nosso narrador e protagonista, do qual não conhecemos o nome, encontra-se completamente entregue ao álcool depois da perda de uma filha e de uma separação dolorosa. Refugia-se num farol de uma pequena ilha perdida no atlântico, da qual também não sabemos o nome, mas onde "viviam menos de cem pessoas e que, na época balnear, os turistas a visitavam em grupos muito pequenos"

Aqui encontra personagens inesperadas que o levam a descobrir mais sobre aquela ilha perdida. A sua busca pela solidão é interrompida por um pastor que decide trazer à tona uma casa perdida no fundo do mar, uma criança curiosa de onze anos que sabe de cor os nomes de todos os ossos do corpo humano ou um escritor dinamarquês que já faleceu mas deixou para trás os seus diários.

Solidão, luto, isolamento, dor ou perda são alguns dos temas tão bem retratados neste livro.

É um dos livros mais filosóficos que já li e penso ainda não ter crescido o suficiente para entender toda a mensagem que este tenta passar.

Talvez por ser tão poderosa, custou-me entrar e habituar-me à escrita do autor. Muitíssimo rica, digna de um bom escritor português. Ora vejam:

 

"Mais tarde, durante os meus passeios, repararia nas plantações imensas de girassóis que se abriam à luz e se fechavam quando a noite se punha; repararia nas nuvens brancas que, por vezes, voavam tão baixo que pareciam servir de chapéu àquele pedaço de terra; repararia que, do lado ocidental, numa encosta que conduzia aos casebres e esquifes dos pescadores, havia um cemitério onde os habitantes enterravam os seus; e repararia na igreja, embora essa fosse uma visão difícil, com a qual lutei durante muito tempo.

Demorámos muito a atravessar a ilha. O carro morria a cada duzentos ou trezentos metros, e Heinrich tornava a rodar a chave na ignição e o motor ressuscitava. A certa altura, apontou para o lado direito. À distância, assentes num vale, aglomeravam-se vinte e cinco ou trinta casas azuis e vermelhas, algumas brancas, de telhados em tesoura, dispostas num misterioso ordenamento que parecia não contemplar um centro. Algumas casas estavam voltadas para o mar; outras na direcção da estrada que conduzia à vila; outras ainda, de aspecto mais antigo, encarrilavam a norte, apontadas ao afunilamento da terra, onde o verde ia cedendo lugar à areia, e esta, por sua vez, conduzia a uma fileira de rochas que eram engolidas pelas águas."

 

Quero um dia reler, com mais maturidade, e perceber tudo o que este livro pode transmitir.

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BEDA #16: Projeto Grimm

Quarta-feira, 16.08.17

Na semana passada chegou por correio o último livro que pedi para me comprarem na Feira do Livro de Lisboa. Estava um pouco receosa por ser um livro pesado e de capa dura, com medo que nos CTT o tratassem mal e acabasse por se estragar. Mas não, o livro chegou em ótimas condições no final da semana passada.

 

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Posto isto, quero muito começar a lê-lo. Mas no meio de tantas histórias sabia que ia acabar por deixá-lo para trás.

Decidi então criar este projeto, que consiste em ler cinco contos e comentá-los aqui no blog em mini-opiniões. Vou tentar não dar spoilers, não sei se será fácil.

Se desse lado alguém quiser juntar-se a mim, estejam à vontade. O Goodreads disponibiliza o livro em inglês, é só clicar em "Read book" na página do livro por baixo da vossa classificação. Não há datas limite para começar nem datas entre postagens. Eu vou tentar ler pelo menos cinco contos por mês e comentá-los. Não tenho pressa em acabar o livro, quero saborear cada história.

Quero ler também os contos de Edgar Allan Poe e de Hans Christian Andersen. Vou começar pelos Irmãos Grimm.

 

Hashtag facebook e instagram: #projetogrimm

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BEDA #15: As Capas mais bonitas da minha estante

Terça-feira, 15.08.17

Hoje venho mostrar as dez capas mais bonitas que tenho na estante. Já vi este tipo de post em vários blogs e decidi fazer também. Não foi muito difícil de escolher os livros, até acabei por ter livros a mais e depois o difícil foi excluir alguns. Vou mencionar estes livros sem qualquer ordem específica.

 

A Ameaça - Ken Follett

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Uma capa muito simples, em tons de azul com umas árvores em tons de cinza e um chão que parece neve. Ainda não li o livro, não sei do que fala nem se esta capa é adequada à história.

 

Mulherzinhas - Louisa May Alcott

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Adoro as capas desta coleção. Simples, com pequenos desenhos alusivos às histórias. Tenho este e Moby Dick na estante e acho as capas de ambos lindas.

 

O Miniaturista - Jessie Burton

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 Acho esta capa bem apelativa. Parece ser alusiva à história embora ainda não o tenha lido.

 

O Monte dos Vendavais - Emily Brontë

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Em tons de azul, àrvore a preto e a imagem de alguém. O céu a ameaçar tempestade. As capas da Relógio d'Água costumam ser quase todas bonitas não é?

 

O Principezinho - Antoine de Saint-Exupéry

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Um livro muito fofinho com uma capa muito fofinha. As ilustrações por dentro também são lindas.

 

O Rouxinol - Kristin Hannah

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Uma capa azul com a sombra da Torre Eiffel por trás. O pássaro e os ramos dourados. E, claro, uma das melhores leituras deste ano.

 

Oníria - Joana Santos Silva

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Este livro tem uma capa linda linda linda. Não uma das minhas melhores leituras, dei apenas duas estrelas mas acho a capa mesmo muito bonita.

 

Quando o Cuco Chama - Roberth Galbraith

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Esta é uma capa super apelativa, mas também posso ter sido infuenciada pela autora. Não sei se a imagem está relacionada com a história.

 

Tudo, Tudo e Nós - Nicola Yoon

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Uma capa cheia de cor, as letras com este efeito de terem sido desenhadas a pincel. Um bom trabalho. Um livro muito fofinho.

 

Vai e Põe uma Sentinela - Harper Lee

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As capas azuis predominam nas minhas escolhas, não é verdade? Gosto da árvore e das folhas amarelas como se fosse outono. E gosto das letras.

 

E pronto, estas foras as dez capas mais bonitas da minha estante. O que acham delas?

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BEDA #14: Escritores que conquistam

Segunda-feira, 14.08.17

Hoje venho de falar de alguns escritores dos quais quero ler a obra completa. São escritores que me conquistaram logo na primeira leitura e dos quais irei tentar ler todos os livros publicados.

 

J. K. Rowling

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Inglesa, nascida a 31 de Julho de 1965 e autora de uma saga que marcou a minha geração. Como já devem ter percebido, sou uma fã incondicional da série Harry Potter. Também já li Uma Morte Súbita, um registo diferente da autora que também gostei de conhecer. Além destes, escreveu sob o pseudónio Robert Galbraith os livros Quando o Cuco Chama, O Bicho-da-Seda e A Carreira do Mal. Tenho na estante os dois primeiros para ler.

 

Elena Ferrante

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Não existindo certezas sobre a sua identidade, esta é uma autora que se tornou a preferida de muitos exatamente por aquilo que escreve. A Amiga Genial é uma saga de quatro livros e uma das mais faladas atualmente. Conquistou muitos leitores e vai ser adaptada numa série televisiva. Foi o meu primeiro contacto com a autora e até agora o único. Tem ainda livros como Escombros, Crónicas do Mal de Amor e A Praia da Noite traduzidos em português.

 

José Saramago

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Nasceu a 16 de Novembro de 1922 e faleceu aos 87 anos, a 18 de Junho de 2010. Publicou vários livros e ganhou o prémio Camões, o mais importante prémio português, em 1995, e o nobel da literatura em 1998. Li Caim - primeiro contacto com o autor - e Ensaio Sobre a Cegueira, ambos livros muito bons. Pretendo ler mais livros dele num futuro próximo.

 

Kristin Hannah

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Nasceu em 1960 no sul da Califórnia. Li O Rouxinol e arrebatou-me. Adorei. Tem dezanove romances publicados em inglês, mas apenas quatro em português. Já ganhou prémios como o RITA Award e o National Reader's Choice. Pretendo ler mais desta autora e perceber se foi apenas um livro ou se todos os livros são assim.

 

Truman Capote

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Nasceu a 30 de Setembro de 1924 e morreu aos 59 anos, a 25 de Agosto de 1984. O Norte-Americano escreveu vários contos, romances e peças teatrais e os seus livros são considerados clássicos literários. Li A Boneca de Luxo, a sua única novela, e fiquei rendida à mestria com que ele criou a personagem Holly. Pretendo ler pelo menos alguns dos seus vários romances e contos.

 

Ken Follett

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Um escritor britânico nascido a 5 de Junho de 1949.  Lançou vários thrillers e escreve também romances históricos. Li o Terceiro Gémeo e foi tão viciante que me era muito difícil parar de ler. Pretendo ler mais obras dele em breve. Na estante, tenho A Ameaça. No entanto, estou muito curiosa com os históricos

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BEDA #13: Para a Minha Irmã, de Jodi Picoult

Domingo, 13.08.17

"Nasci porque um cientista conseguiu ligar os óvulos da minha mãe e os espermatozóides do meu pai para criar uma combinação específica de material genético precioso."

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Este foi mais um livro para o projeto Um Ano com a Jodi.

Brian e Sara têm uma família feliz e equilibrada com os seus dois filhos: Jesse e Kate. Aos três anos de idade, Kate é diagnosticada com LPA - Leucemia Promielocítica Aguda - uma variação rara da Leucemia com muitas complicações e probabilidade de sobrevivência muito baixa.

Para salvar a sua filha Kate, os seus pais decidem criar um bebé geneticamente compatível com ela para poderem utilizar as células do cordão umbilical e assim ajudar a Kate, o que dá origem ao nascimento da Anna.

O que começou por ser apenas uma doação de células do cordão umbilical sem qualquer interferência com a qualidade de vida da Anna, depressa se tornou em transfusões, transplantes e cirurgias frequentes. Aos treze anos de idade, Anna já tem um historial médico bem recheado sem nunca ter precisado ela própria de cuidados médicos.

Quando Kate é diagnosticada desta vez com insuficiencia renal, os pais dizem a Anna que esta terá de doar um rim à irmã. E é então que Anna decide dizer não, e instaura um processo legal contra os pais pelo direito do seu próprio corpo.

É um livro emocionante que nos mostra a história de uma família que vive diariamente com um problema sem solução. São-nos ainda revelados vários detalhes sobre esta doença e sobre as suas complicações, nota-se que foi feito um estudo prévio à escrita do livro.

Levanta várias questões complexas e aborda os já habituais temas controversos da ética e da moral que várias vezes se encontram nos livros desta autora - pelo menos naqueles que já li. Se por um lado a vida de Kate está em risco e só a irmã a pode salvar, por outro lado temos a Anna a enfrentar uma luta que não é sua, arriscando também ela a sua própria vida.

Os capítulos são divididos por pontos de vista dos personagem. Cada capítulo vai sendo contado da perspetiva de uma pessoa apenas, e essa pessoa vai variando. A escrita é simples e direta.

O final é surpreendente e imprevisível; trágico, tal como aconteceu no primeiro livro que li dela.

Recomendo.

 

 

Vi o filme recentemente. Achei que foi uma boa adaptação, embora várias partes do livro tenham sido alteradas. Senti falta do Jesse rebelde e perturbado do livro. A dor daquela família também considero melhor representada no livro. O final também foi alterado, é mais esperado e não é tão trágico.

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BEDA #12: Um dia especial

Sábado, 12.08.17

Hoje é o meu dia, completo os meus 24 aninhos. Decidi que hoje iria escrever um post mais pessoal, a falar um bocadinho de mim e do meu percurso enquanto leitora. Estou a escrevê-lo mesmo no dia 12, são agora 15:45.

Desde que me lembro, talvez a partir dos 7 anos, nunca liguei muito aos brinquedos. Não tinha muitos também, tinha uma boneca de plástico e a minha mãe ajudou-me a fazer roupas para ela. Tive loiças de brincar. Tive uma boneca que tocava música e dançava. Mas acabava por me fartar. Não tinha Legos, não tinha Tamagotchis, Game Boys ou Aquaplays. Muito menos barbies ou nenucos. Não tinha ninguém para jogar jogos de tabuleiro comigo. Tinha uma amiga e vizinha e durante muito tempo brincávamos juntas. Mas depois ela mudou de cidade e voltei a ficar sozinha.

Foi então assim que comecei a procurar os livros. Ia e vinha da escola todos os dias sozinha. Na altura não existiam as preocupações de hoje em dia e os miúdos eram muito mais autónomos.

Na escola, havia um dia por semana em que iamos à biblioteca e podiamos ler, desenhar, pintar ou ver filmes. Eu comecei logo a virar-me para os livros. Escolhia um e ficava triste quando não o conseguia acabar naquele dia. Na semana seguinte lá ia eu procurar o mesmo livro. Até que descobri que os livros se podiam levar para casa e fiz o meu primeiro cartão da biblioteca.

Li muitos livros da Anita. Li todos os livros do Clube das Chaves. Li muitos livros d'Os Cinco. Curiosamente nunca me interessei pelos livros de Uma Aventura.

Li a maioria dos livros de Harry Potter requisitados na biblioteca à medida que iam aparecendo. Antes disso foram-me oferecendo livros e acabei por ter os três primeiros da coleção. Requisitei na biblioteca o quarto livro duas vezes. Da primeira vez li-o. Da segunda vez comecei a escrevê-lo à mão, porque queria ter a coleção toda em casa. Estava tão certa de que ia ser fácil que escrevi mais de cem páginas. Atualmente tenho pena de não ter guardado essas páginas como recordação. Foram estes os livros que me agarraram. Tenho-os todos, com as capas originais, e li-os vezes sem conta. Em Setembro vou voltar a eles e tenho certezas quase absolutas de que vou chorar. As emoções vão ser muitas.

Fui crescendo e procurando outro tipo de livros. Queria ler livros para os crescidos. Fiz uma lista enorme numa folha de papel com todos os livros que queria ler, e que eram basicamente todos aqueles que eu via à venda. Ia de propósito às livrarias só para apontar os títulos.

Quando me davam dinheiro nos anos ou no Natal, usava-o para comprar livros. E ficava triste por achar que eram tão caros e o meu dinheiro não dar para comprar muitos. E quando recebia logo livros ficava tão feliz. Houve um Natal em que uma prima mais velha recebeu um livro - era o Caim, de José Saramago. Já eu tinha uns 16 anos. Agarrei no livro dela e comecei a lê-lo. Quando me vinha embora ela acabou por mo dar e ainda o tenho. Li-o todo naquele dia e gostei bastante, apesar de não estar acostumada àquela escrita.

Depois fui tirar o meu curso - Engenharia Mecânica no IPL, em Leiria. Entre as praxes, as saídas à noite, os estudos, os trabalhos e as frequências acabei por deixar os livros para trás. Passei meses sem pegar num livro. Depois lembrei-me dos tempos em que lia e voltei. Muito pouco, talvez um livro de dois em dois meses. Quando acabei o curso estive três meses a procurar trabalho e li muito mais, talvez um livro por semana. Criei este blog.

Quando comecei a trabalhar, em 2015, vinguei-me de todos os anos em que não pude comprar tantos livros. Comprava bastantes e ainda mais em segunda mão. Isso pode ver-se nos meus posts de aquisições do ínicio. Comprava compulsivamente.

Agora já é diferente. Escolho melhor os livros, analiso bem cada leitura e pondero cada compra. Cresci como pessoa e como leitora. Leio mais e melhor. 

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