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BEDA #10: As Minhas Manias Literárias

Quinta-feira, 10.08.17

Juntei dez manias literárias que já fazem parte de mim e hoje venho aqui partilhá-las convosco.

 

Quando passo por uma livraria, entro

Não interessa se estou com pressa para jantar, se estou com outras pessoas ou se nem sequer sabia que aquela livraria existia. Já a vi, já estou a entrar.

 

Eu cheiro livros

Cheiro todos os livros que compro ainda na loja. Cheiro todos os livros que leio, mesmo que já os tenha comprado há anos.

 

Prefiro comprar livros em lojas físicas

Além dos livros em segunda mão, não me lembro de alguma vez ter comprado livros online. Gosto de olhar bem para o livro, senti-lo e só depois comprar.

 

Não gosto de desistir de um livro

Se não estiver a gostar tento ler na mesma. Nem que esteja a ser muito secante. Às vezes também salto as partes mais aborrecidas. Sem remorsos.

 

Se uma coleção de livros for numerada, não gosto de ter um dos livros do meio

Ou seja, se eu quiser um livro de uma coleção em que aparece o número na lombada, tento ver primeiro se os outros números também me interessam. Se sim, coleciono-os todos. Se não, procuro outra edição para o livro que quero.

 

Não risco, dobro, assino, etc, os meus livros

E julgo quem o faz. Ups. Tento sempre não marcar a lombada do livro. Quando o livro é pequeno é fácil. Quando o livro é grande e de capa dura também é fácil. Se o livro for grande e não for de capa dura, abro o livro apenas o suficiente para conseguir ler. Isto origina muitas posições desconfortáveis.

 

Não gosto quando os livros vêm com as capas dos filmes

E só compro assim se for mesmo a única opção. Lembro-me por exemplo do livro Os Jogos da Fome que quando comprei já só existia em loja com a capa do filme. Em segunda mão demorei imenso tempo a encontrar e quando encontrei o preço com os portes ficava uns cêntimos superior ao preço do livro em loja. Comprei em segunda mão com a capa original.

 

Não gosto de parar de ler a meio dos capítulos

Se estiver com pressa começo a andar com o livro na mão. Quando leio à hora do almoço, várias são as vezes que saio de casa mesmo em cima da hora. Quando leio à noite e os capítulos são grandes, abro muito os olhos para não adormecer antes de acabar aquele capítulo. De vez em quando tenho de parar a meio, por exemplo nas salas de espera, mas não descanso enquanto não terminar o capítulo.

 

A cor dos post-it que uso para marcar passagens de que gostei...

...tem de combinar com a cor da capa do livro. Pronto.

 

Não gosto quando os livros pertencentes à mesma série não combinam

Se têm alturas diferentes ou capas que não têm nada a ver. Ou se na lombada as letras não são iguais e parece que não há relação entre eles. Faz-me alguma confusão A Amiga Genial ter a lombada vermelha e os outros três terem a lombada branca. Se fosse intercalado já não fazia. 

 

E é isto. E vocês, têm manias literárias? Quais são?

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BEDA #9: O Enígma das Cartas Anónimas, de Agatha Christie

Quarta-feira, 09.08.17

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Este é o quarto livro que leio da Agatha Christie e continua sem me desiludir.

Neste livro conhecemos Jerry Burton, um homem que após um acidente grave é aconselhado pelo seu médico a refugiar-se num local sossegado, sem as distrações habituais da família ou dos amigos. E é isso que ele faz, ou pensa fazer, quando decide ir para a aldeia de Lymstock, na companhia da sua irmã Joana. A paz e sossego que ele esperava evaporam-se nos primeiros dias, quando recebe uma estranha carta com algumas acusações sobre ele e a irmã.

Inicialmente não lhe dá importância, pensando que é apenas algum habitante daquela aldeia que os considera intrusos. A trama começa a ganhar vida quando Jerry descobre que não foi o único a receber uma carta daquele género; aliás quase toda a aldeia já recebeu pelo menos uma. Quando uma mulher é encontrada morta em sua casa com uma carta amarrotada ao lado, já todos procuram saber quem é o misterioso autor daquelas histórias.

Afinal que mistérios esconde a pequena aldeia de Lymstock?

A ajuda chegará da conhecida Miss Marple, que aparece de visita a uma amiga habitante da aldeia e acaba por desvendar o caso.

Este é um livro com uma escrita muito acessível, que se lê muito rapidamente e que nos leva sempre a querer ler mais na ânsia de descobrir o enigma. O Jerry é o nosso narrador, e desvenda-nos os seus pensamentos e as suas perspetivas ao longo da história. 

Não consegui descobrir quem era o culpado antes de o ler. Os meus palpites saíram todos ao lado.

É pena que a personagem Jane Marple tenha aparecido já no final do livro, mesmo assim foi uma leitura interessante.

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BEDA #8: Livros que é uma vergonha ainda não ter lido

Terça-feira, 08.08.17

Hoje venho desvendar oito livros que ainda não li mas sinto que já o deveria ter feito. A maioria deles não tenho na estante.

 

 

Moby Dick, por Herman Melville

 

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Sinopse: Moby-Dick, obra prima de Melville, o mais experimental dos romances, é a história de um louco e da sua vingança. Depois de ter sido mutilado por uma baleia, o capitão Ahab procura vingar-se. A baleia é Moby Dick, um ser gigantesco, o terror dos baleeiros. Pequod é o navio, em que Ahab instala um poder tirânico com o único propósito de abater o monstro dos mares, objecto de toda a sua raiva. Melville leva-nos por uma viagem inolvidável, uma rota orientada pelo desespero, a loucura e a crueldade. Este livro é hubris pura: conflito, confronto, ressentimento e ódio. É a aventura e o romance convertidos em mito. Um dos livros mais importantes jamais escritos. Entre as tábuas do Pequod, concentra-se toda a humanidade. A beleza e a tragédia do ser humano, cercado por um impiedoso oceano e dominado pelo turbilhão de uma vingança sem sentido. A luta do homem contra o homem, a luta do homem contra a natureza. No fim, a inevitável derrota. Um livro para ler e reler, que inclui ainda um ensaio de D.H. Lawrence sobre Moby-Dick.

 

 

Os Maias, Eça de Queirós

 

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Sinopse: Trata-se da obra-prima de Eça de Queirós, publicada em 1888, e uma das mais importantes de toda a literatura narrativa portuguesa. Vale principalmente pela linguagem em que está escrita e pela fina ironia com que o autor define os caracteres e apresenta as situações. É um romance realista (e naturalista), onde não faltam o fatalismo, a análise social, as peripécias e a catástrofe próprias do enredo passional.

A obra ocupa-se da história de uma família (Maia) ao longo de três gerações, centrando-se depois na última geração e dando relevo aos amores incestuosos de Carlos da Maia e Maria Eduarda.
Mas a história é também um pretexto para o autor fazer uma crítica à situação decadente do país (a nível político e cultural) e à alta burguesia lisboeta oitocentista, por onde perpassa um humor (ora fino, ora satírico) que configura a derrota e o desengano de todas as personagens.

 

 

Cem Anos de Solidão, por Gabriel García Márquez

 

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Sinopse: "Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo."
Com estas palavras - tão célebres já como as palavras iniciais do Dom Quixote ou de À Procura do Tempo Perdido - começam estes Cem Anos de Solidão, obra-prima da literatura comtemporânea, traduzida em todas as línguas do mundo, que consagrou definitivamente Gabriel García Márquez como um dos maiores escritores do nosso tempo.
A fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações são a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do mundo inteiro.

 

 

 

Orgulho e Preconceito, por Jane Austen

 

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Sinopse: Uma clássica história de amor e mal-entendidos que se desenrola em finais do século XVIII e retrata de forma acutilante o mundo da pequena burguesia inglesa desse tempo. Um mundo espartilhado por preconceitos de classe, interesses mesquinhos e vaidades sociais, mas que, no romance, acabam por ceder lugar a valores mais nobres: o amor.
As cinco irmãs Bennet, Elizabeth, Jane, Lydia, Mary e Kitty, foram criadas por uma mãe cujo único objetivo na vida é encontrar maridos que assegurem o futuro das filhas. Mas Elizabeth, inteligente e sagaz, está decidida a ter uma vida diferente da que lhe foi destinada.
Quando Mr. Bingley, um jovem solteiro rico, se muda para uma mansão vizinha, as Bennet entram em alvoroço…

 

 

O Diário de Anne Frank, por Anne Frank

 

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Sinopse: Escrito entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944, O Diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa de seu pai, revelando ao mundo o dia a dia de dois longos anos de uma adolescente forçada a esconder-se, juntamente com a sua família e um grupo de outros judeus, durante a ocupação nazi da cidade de Amesterdão. 
Todos os que se encontravam naquele pequeno anexo secreto acabaram por ser presos em agosto de 1944, e em março de 1945 Anne Frank morreu no campo de concentração de Bergen-Belsen, a escassos dois meses do final da guerra na Europa. O seu diário tornar-se-ia um dos livros de não ficção mais lidos em todo o mundo, testemunho incomparável do terror da guerra e do fulgor do espírito humano. 

 

 

 

Os Miseráveis, por Vitor Hugo

 

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Sinopse: Romance social marcado por uma vasta análise de costumes da França de meados do século XIX. Os Miseráveis revela uma grande complexidade tanto ao nível da escrita como da própria intriga, misturando intimamente realismo e romantismo.
Num contexto histórico que cobre o período entre a batalha de Waterloo e as barricadas de Paris, Victor Hugo apresenta-nos a história de Jean Valjean, um popular prisioneiro condenado por ter roubado um pão e cuja pena será agravada por tentativa de evasão Em vez de ser reeducado pela justiça humana para a vida civil, é endurecido no mal.
Esta história, imbuída de misticismo e maravilhoso, é, antes de mais, uma denúncia de todo o tipo de injustiças, espelhando a forma exemplar as contradições e grandezas daquele século.

 

 

 

Guerra e Paz, por Lév Tólstoi

 

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Sinopse: Guerra e Paz, escrito entre 1865 e 1869, é, sem dúvida, a obra-prima de Tolstoi e aquela que mais o fixou na memória da posteridade. Obra monumental a todos os títulos, uma das maiores da literatura de todos os tempos, Guerra e Paz continua, passado mais de um século sobre o seu aparecimento, a apaixonar os leitores de todo o mundo e a inspirar o cinema, que a tem traduzido para a tela em sucessivas versões.

Tomando como moldura as campanhas napoleónicas de 1805 e 1812, Tolstoi traça-nos um quadro assombroso da Rússia do século XIX, sobretudo da sua alta sociedade, presente nas famílias Bolkonsky e Rostov.
Largo fresco histórico, enriquecido por análises psicológicas de grande profundidade, Guerra e Paz é também o repositório da filosofia do próprio Tolstoi, com o seu amor pelos humildes e a sua simpatia por todos aqueles que —desde o soldado Karataiev até ao general Kutuzov — renunciaram a toda a concepção agressiva da existência.

 

 

Crime e Castigo, por Fiódor Doistoiévski

 

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Sinopse: Raskolnikoff, um jovem estudante de Direito a atravessar graves dificuldades económicas, decide matar uma velha agiota. Imbuído de um forte sentido de justiça social, vai executar o seu plano convicto de que é uma gesta digna apenas de homens extraordinários. Mas algo inesperado acontece, e Raskolnikoff acaba por perder totalmente o controlo da situação. Daí em diante, passará a viver atormentado por um fortíssimo sentimento de culpa, forma de inferno interior que não se extingue e exige expiação. 
Dostoievski imprime grande espessura e densidade psicológica às suas personagens, cujas motivações, sejam elas conscientes ou inconscientes, são exploradas de forma verdadeiramente inovadora.

 

 

 

E vocês, já leram estes livros? Quais são os que aindam não leram mas já deveriam ter lido?

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BEDA #7: 101 With Books #2

Segunda-feira, 07.08.17

Hoje partilho algumas fotografias que tirei para o projeto 101 With Books e que nunca cheguei a publicar no blog.

No entanto, elas já andam pelas redes sociais há algum tempo.

 

Ler à lareira

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Ler na companhia de um animal

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Ler num dia de chuva

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Ler dentro de um carro

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Ler antes de dormir

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Ler perto de uma árvore de Natal

 

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Ler debaixo das mantas

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Ler no sofá

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Ler numa noite de insónias

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Ler num dia sem nuvens no céu

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E vocês, participam neste projeto?

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BEDA #6: 5 Livros que Adorei Ler

Domingo, 06.08.17

Todos temos livros preferidos. Aqueles que nos arrebatam e nos fazem não querer parar de ler. Aqueles livros que recomendamos a toda a gente.

Hoje é isso que venho mostrar - alguns dos meus livros preferidos. Não estão todos, nem estão por ordem. Escolhi livros de géneros diferentes para vos apresentar. São apenas livros que me são especiais e que não quero esquecer. Cinco estrelas. Todos eles.

 

A Rapariga Que Roubava Livros

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Contado pela voz da Morte e passado na cidade alemã de Molching, traz-nos a história da pequena Liesel, uma menina a viver na Alemanha da 2ª Guerra Mundial. Liesel é adotada e desenvolve desde cedo uma paixão enorme pelos livros, que usa como poder curativo nos momentos de mais dor. Traz-nos temas difíceis e verdades cruéis, a opressão e a violência vividas na altura. A perspetiva de alguns alemães que se recusaram a corromper o seu coração. Li-o este ano, no meu projeto Livros no Ecrã.

 

Frágil

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Um livro que foca o tema da Osteogénese Imperfeita, mais conhecida pela Doença dos Ossos de Vidro. Fala-nos da pequena Willow, uma menina que se pode magoar de forma grave muito facilmente. Os tratamentos e medicamentos necessários à sua recuperação tornam-se na maior despesa que os seus pais têm de suportar e Charlotte, a mãe de Willow, decide processar a sua obstetra, que também é a sua melhor amiga, por negligência devido a esta não ter diagnosticado a doença de Willow numa fase em que ainda fosse possível abortar. Uma montanha russa de sentimentos que nos prendem e não nos deixam parar de ler. Li já quase há dois anos.

 

O Monte dos Vendavais

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Com personagens facilmente detestáveis, mas imensamente bem construídos, este foi um livro que me prendeu. Conta a história de Catherine e Heathcliff, que não são irmãos mas cresceram criados como tal. O pai de Catherine trouxe para casa Heathcliff, um pequeno orfão que encontrou numa viagem à cidade. Hindley, irmão mais velho de Catherine, nunca gostou dele, pois sentiu que este lhe roubou toda a atenção do pai. Mais tarde, quando o pai morreu e ele se tornou o responsável pela casa, passou a tratar Heathcliff como se este fosse um escravo. Anos mais tarde, Heathcliff faz fortuna e volta para se vingar de todos os maus tratos que Hindley exerceu sobre ele. É uma interessante descoberta da mente humana com personagens complexos que nos fazem pensar. Li no ano passado, para o Clube dos Clássicos Vivos.

 

Ensaio Sobre a Cegueira

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José Saramago. Um livro itemporal que se inicia quando um homem parado num semáforo fica de repente cego. A partir deste incidente, a cegueira espalha-se como se de uma doença contagiosa se tratasse e as pessoas ganham medo do contacto com os cegos, chegando a maltratá-los para os afastar. Sentimos de perto o desespero e o medo das personagens. Temos um contacto direto com as necessidades mais básicas da humanidade e uma visão muito interessante dos instintos de sobrevivência que todos temos. Li no ano passado, no projeto da Cláudia Ler os Nossos.

 

Illuminae

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Um livro passado no futuro, em 1575, num universo onde as viagens intergaláticas já são possíveis. Uma grande empresa ataca a sua concorrente direta e ambas travam uma guerra num pequeno planeta perdido no universo. Temos Kady e Ezra, que foram namorados até à manhã antes do ataque e separados no meio deste. Da primeira empresa apenas sobra uma nave, que persegue as que escaparam da outra empresa. É um livro contado através de documentos, conversas de chat, plantas ou transcrissões de audio e vídeo. Li-o já quase há um ano.

 

E desse lado, quais são os vossos livros preferidos?

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BEDA #5: O Rouxinol, de Kristin Hannah

Sábado, 05.08.17

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O Rouxinol é um livro maravilhoso, que retrata a França na Segunda Guerra Mundial.

Isabelle e Vianne são irmãs. A primeira juntou-se à resistência, conspira contra a rendição da França e luta pelo regresso do país que conheceu. A segunda luta para manter a família unida enquanto espera pelo regresso do marido da guerra; e foi obrigada a receber soldados nazis debaixo do seu teto enquanto ajuda crianças judias como pode.

O pai destas duas irmãs foi um soldado na Primeira Grande Guerra que ficou marcado por tudo aquilo que presenciou, e desistiu de tomar conta das filhas quando a mulher sofreu uma morte prematura.

O ambiente vivido em França quando esta foi atacada pelas tropas alemãs após a falha da linha Maginot é muito bem descrito. Conseguimos sentir o medo da população de perto. Temos contacto com a França Livre e com a França Ocupada. Travamos uma luta interna, tal como a travaram aqueles que lá estiveram: ética vs. sobrevivência.

É várias vezes referido o nome de Edith Cavell, uma enfermeira britânica que tratava soldados sem se importar com as suas nacionalidades. Foi acusada de traição por ajudar aliados a chegar à zona neutra da Holanda e condenada à morte, mas nunca foi esquecida.

"Patriotism is not enough, I must have no hate in my heart" é uma das suas frases mais conhecidas.

Este livro é uma homenagem às sobreviventes da Segunda Guerra, que por tanto passaram. Mulheres como Vianne e mulheres como Isabelle. Mulheres que arriscaram a vida pelo seu país. Traz-nos a união de um período histórico trágico e doloroso com mulheres fortes que fazem tudo para proteger aqueles que amam e aquilo em que acreditam.

Um livro cheio de personagens marcantes e histórias de vida fortes.

Recomendo sem qualquer reserva.

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BEDA #4: 5 Personagens Femininas da Literatura

Sexta-feira, 04.08.17

Hoje venho falar de algumas das personagens femininas que mais me marcaram ao longo da minha vida de leitora. São personagens que guardarei para sempre no coração, que admiro e que me ajudaram a crescer.

Muitas delas serão concerteza as preferidas de muitos leitores, outras talvez nem tanto. Reuni estas cinco de cabeça, faltarão concerteza muitas mais.

 

Atenção: SPOILERS sobre os livros mencionados!

 

Ginevra Weasley, da saga Harry Potter

Com um protagonismo muito superior ao mostrado nos filmes, a pequena Ginny é uma mulher destemida, determinada e muito segura de si, não tem medo de expressar o que sente e está sempre pronta para uma batalha. No segundo livro, foi possuída por uma parte da alma de Voldemort, o que a levou a fazer coisas horríveis das quais não se lembra. Depois deste episódio, ela não seguiu o papel de coitadinha ou de donzela em apuros, nem ficou intimidada ou assustadiça. Este trauma fê-la crescer muito, passou a aprender a defender-se sozinha e tornou-se numa das mais dedicadas participantes do Exército de Dumbledore.

 

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Emma Bovary, do livro Madame Bovary

Representa a mulher insatisfeita do século XIX e criou muita polémica quando o livro foi lançado. Gustave Flaubert foi até a tribunal por abordar o tema do adultério e pela sua forte crítica ao clero e à burguesia. Emma é uma rapariga criada no campo que sonha com os luxos da burguesia, acabando por se casar com Charles Bovary, um médico que se apaixona por ela. Já casada, procura outros homens para alimentar o seu desejo de sair da rotina.

 

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Katniss Everdenn, da trilogia Os Jogos da Fome

Forte e corajosa, voluntariou-se no lugar da pequena Primrose, a sua irmã, para Os Jogos da Fome, onde os concorrentes lutam até à morte e apenas um sai de lá com vida. É uma mulher que não nasceu para agradar a ninguém, que segue as suas próprias ideias e cresce com as suas próprias escolhas. Ela cresceu no distrito 12, um dos mais pobres de Panem, e praticamente criou a sua irmã sozinha. Desde muito nova que se responsabiliza pela família, é ela quem põe a comida na mesa. Luta para proteger quem ama, tanto nos jogos como fora deles, e não tolera que sejam magoados. É uma sobrevivente.

 

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Daenerys Targaryen, da saga As Crónicas de Gelo e Fogo

No meio de uma saga cheia de histórias particulares que se cruzam todas entre si, conhecemos uma jovem inexperiente, que é vendida e violada, e mesmo assim não desiste dos seus objetivos. Ela não se deixa dominar por ninguém, não tolera injustiças. Uma mulher que nasceu no meio da tempestade e que não tem medo de lutar pelo que quer. Conhecemos Dany pela primeira vez às mãos do irmão, que a vende em troca de um exército dothraky. É violentada e oprimida pelo marido. Mas nada disso a faz desistir. Sozinha reune centenas de aliados que a seguem pelo que ela representa para eles.

 

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Raffaella Cerullo, da saga A Amiga Genial

A Lila. Uma menina que cresceu no meio da pobreza, massacrada e insultada constantemente pelos pais e irmãos. Apesar da sua inteligência acima da média, é impossibilitada de continuar os estudos, passando a trabalhar desde muito nova. Apesar disso, ela não desiste dos seus sonhos, começa a estudar sozinha, devora livros e interessa-se pelas coisas. Casou com o homem errado e separou-se dele numa época em que tal era questionável. Trabalhou sob condições precárias e sofreu abusos por parte do patrão. Perdeu uma filha para sempre e de uma forma horrível. Apesar de tudo isso, conseguiu criar a sua própria empresa, cheia de sucesso, e tornar-se numa pessoa importante. É uma lutadora.

 

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E vocês, quais foram as personagens femininas que mais vos marcaram?

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BEDA #3: TBR | Agosto

Quinta-feira, 03.08.17

Em Agosto planeio ler apenas três livros. Dois calhamaços e um livro pequenino. Não vou colocar mais, pois com o BEDA vou ter menos tempo. No entanto, pode sempre mudar.

 

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Terminar O Terceiro Gémeo, de Ken Follet, que comecei em Julho. Estou no início, mas a história já me prendeu e estou a gostar.

 

Vou ler o livro O Vermelho e o Negro, de Sthendal, a leitura escolhida para O Clube dos Clássicos Vivos.

 

Quero ainda ler O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry, que ainda não li e acho que já está bem na altura.

 

E vocês, o que vão ler este mês?

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BEDA #2: De Mês a Mês | Julho

Quarta-feira, 02.08.17

Na minha TBR de Julho propunha-me a ler cinco livros. Li quatro deles e comecei o último.

 

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O Enígma das Cartas Anónimas, de Agatha Christie

Comecei a ler já em Junho, terminei este mês, o quinto livro que leio da autora e ainda não me desiludi. O ritmo de leitura é muito mais baixo comparativamente com os últimos livros que li dela, mas continua a ser um bom livro.

 

Para a Minha Irmã, de Jodi Picoult

O terceiro livro que leio da Jodi e uma agradável leitura. Gostei muito de o ler, gostei da história e do final, que tantas opiniões divide. Achei-o bastante parecido com o primeiro livro que li dela, Frágil.

 

O Luto de Elias Gro, de João Tordo

Um bom livro, no entanto custou-me muito entrar na escrita do autor. Perdi-me algumas vezes na história e tinha de voltar atrás, mas não me arrependo de o ler. Ainda tive a oportunidade de conhecer o autor no passado dia 7 de Julho, na livraria Arquivo, em Leiria.

 

Oníria, de Joana Santos Silva

Um livro de poesias, com uma capa muito bonita. Não costumo ler poesia, e como tal não sabia o que esperar. Não gostei muito. Talvez deva começar a ler mais livros de poesia.

 

O Terceiro Gémeo, de Ken Follet

Li cerca de 100 páginas , aproximadamente um quinto do livro. Até agora estou a gostar, a história já me prendeu e estou curiosa para saber como se vai desenrolar.

 

 

Livros novos na estante foram três.

 

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O Luto de Elias Gro, de João Tordo

Moby Dick, de Herman Melville

Ambos ganhos numa aposta, não é bom? Eram quatro, mas o Moby Dick contou por dois por ser tão caro. Ainda falta um, yey!

 

Fado, de Daniel Horta Botelho e Castro

Um convite à leitura, por parte da editora.

 

 

Ainda este mês, terminei as vinte e quatro leituras a que me propus no 2017 Reading Challenge, no goodreads!

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BEDA #1: Blog Every Day August

Terça-feira, 01.08.17

É verdade, decidi aderir ao BEDA este mês de Agosto!

BEDA é a abreviação de Blog Every Day in August, é uma iniciativa inspirada no VEDA (Vlog Every Day April), e tem como objetivo partilhar um novo post todos os dias do mês. Isso mesmo, vão ser 31 dias e 31 posts e eu não podia estar mais entusiasmada e ansiosa para saber como vai correr.

O blog tem andado meio parado e penso que este projeto será uma ótima forma de o movimentar mais. Tenho uma pequena lista de coisas que gostaria de aqui falar, que não dá para os dias todos, mas penso que irá correr bem, afinal o propósito desta ideia é também dar um incentivo à criatividade e espontaneidade.

Vou tentar publicar sempre às 19h, todos os dias. Pode ser que consiga, pode ser que não consiga, estou descontraída, sem pressão. Irei tentar, mas se não conseguir também não é o fim do mundo, não é verdade?

 

Espero que me acompanhem durante este mês!

E vocês, vão aderir ao BEDA este mês?

 

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