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BEDA #25: O Terceiro Gémeo, de Ken Follett

Sexta-feira, 25.08.17

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A cientista Jeannie Ferrami estuda gémeos e avalia através destes de que forma a tendência para a violência e agressão pode nascer com o indivíduo e depender da sua herança genética ou depender do meio onde são criados. Para isso, procura gémeos univitelinos (os comummente chamados de gémeos verdadeiros), mais particularmente gémeos separados à nascença.

Durante a sua investigação, depara-se com um caso singular: dois homens aparentemente gémeos univitelinos e perfeitos para a sua investigação, já que um deles se encontra preso e outro a estudar direito na universidade, são filhos de mães diferentes e nasceram em dias e hospitais diferentes. 

Será apenas um simples caso de adoção em que os pais optaram por não contar ao filho ou estará ela prestes a descobrir algo muito mais grandioso?

Este foi o meu primeiro contacto com o autor e fiquei bastante contente por conhecê-lo e por ler este livro. A sua escrita cativante e fluída, porém simples, prendeu-me desde as primeiras páginas. Quero certamente ler mais livros de Ken Follett.

São retratados vários temas ao longo do livro, cada um com a sua porção de importância para a história, que tornam a leitura muito interessante. Alzhaimer e a sua repercussão na família do doente, assédio sexual e violação, preconceito racial e social, eugenia ou corrupção no meio académico são alguns deles. O tema mais interessante e importante para a história só é referido mais perto do final, pelo que não o vou revelar para não estragar a leitura a ninguém, mas asseguro que vale a pena.

Há ainda lugar para o romance, a nossa protagonista acaba por se apaixonar por um dos gémeos inscritos para a sua investigação, no entanto esta relação é interessante de analisar e não estraga em nada o livro.

As personagens são muito bem construídas, com problemas de vida reais que formam pequenas histórias paralelas à trama principal.

Aviso-vos, não guardem as emoções para o fim, o final não é de todo a parte mais emocionante do livro nem está muito trabalhado, ou talvez esta opinião se deva ao facto de todo o livro ser igualmente bom.

A escolha do título é interessante, quem leu vai perceber, quem não leu não pode deixar de descobrir. É um livro que recomendo vivamente.

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BEDA #24: Algumas Desilusões Literárias

Quinta-feira, 24.08.17

Hoje trago-vos alguns dos livros que me desiludiram quando os li. Começo por dizer que não são livros maus, apenas não funcionaram para mim. São livros adorados por muitos, mas também acredito que houve mais pessoas que, tal como eu, se desiludiram.

 

 

Prometo Falhar, de Pedro Chagas Freitas

 

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Dei-lhe na altura três estrelas, hoje acho que foram demasiadas. Podem ler a minha opinião aqui. Comprei-o pouco depois de sair e demorei imenso tempo a terminá-lo. Frases feitas e muita repetição do mesmo. "O amor dos amantes, o amor dos amigos, o amor da mãe pelo filho, do filho pela mãe, pelo pai, o amor que abala, que toca, que arrebata, que emociona, que descobre e encobre, que fere e cura, que prende e liberta. O amor." e bla bla bla. Tanto amor e tão pouca variedade, num livro de contos, tornou-o aborrecido e demorado.

 

 

Compaixão, de Jodi Picoult

 

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Tinha ótimas referências da autora, apesar de na altura ter lido apenas Frágil, que adorei. Neste Compaixão a experiência não se repetiu. A autora tinha um tema perfeito para explorar e escrever um livro de tirar o fôlego. Uma mulher a sofrer com uma doença em fase terminal, pede ao marido que a mate e acabe com o seu sofrimento. Uma grande luta entre a ética e a moral. Infelizmente, a autora não conseguiu aproveitar o tema que tinha em mãos e acabou por tornar o livro num romance de cordel barato sem grandes acontecimentos. Encontram a minha opinião aqui.

 

 

 

O Diário da Nossa Paixão, de Nicholas Sparks

 

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Um livro referido por pessoas de todo o mundo, que o descrevem como emocionante e choram a lê-lo. Recebeu as cinco estrelas da maioria que o classificou no Goodreads. A mim não me cativou, achei até que estava mal escrito e não me emocionou por aí além. Na altura dei três estrelas, ainda penso o mesmo. Podem ler a minha opinião aqui.

 

 

Paris é uma Festa, de Ernest Hemingway

 

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Um escritor com grandes referências do qual nunca tinha lido nada. Gostei da escrita e de conhecer o autor, mas não gostei muito deste livro. Esperava mais e melhor e não encontrei o que procurava. Faltou o fio condutor à história. Talvez me falte visitar Paris primeiro ou conhecer outras obras deste autor, e aí sim poderei desfrutar deste livrinho. Encontram o meu texto de opinião aqui.

 

 

Orlando, de Virginia Woolf

 

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Outra estreia minha com uma autora. A escrita é rica e poderosa, mas falta ao livro linearidade. Achei-o muito confuso e aborrecido, li alguns parágrafos na diagonal para conseguir chegar ao final. Não gostei e não penso pegar em livros de Virginia Woolf tão cedo. Como disse aqui, o que gostei mais foram as passagens sobre a literatura e sobre os livros e achei muito interessante as comparações feitas entre homens e mulheres.

 

 

E vocês, gostaram dos livros que citei? Quais foram as vossas maiores desilusões?

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BEDA #23: 7 calhamaços da minha estante por ler

Quarta-feira, 23.08.17

Hoje venho mostrar os maiores livros que tenho na estante por ler. Alguns já mostrei aqui no blog, outros não. É verdade, eu sou uma pessoa facilmente intimidada com o tamanho dos livros. Mesmo que queira muito ler, acabo por deixar os maiores para trás. Espero que isto mude num futuro próximo, veremos. Então, hoje decidi que os calhamaços que vou mostrar têm uma quantidade de páginas superior a 600. Vá, confessem lá que também vos dá medo, não posso ser a única!

 

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A Bíblia de Barro, de Júlia Navarro

 

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O primeiro livro que venho mostrar tem 661 páginas e foi-me oferecido no Natal passado.

Sobre a autora já ouvi maravilhas, principalmente acerca do livro História de um Canalha que, diga-se de passagem, também é um calhamaço jeitoso. Claro está, não é opinião geral.

Sobre este livro em particular não sei grande coisa. Foi editado pela Bertrand Editora, é um Thriller Histórico (acho que nunca li nenhum), onde "uma das maiores descobertas de sempre está prestes a acontecer" e onde encontramos "traficantes de arte, agências internacionais de assassinos contratados, o mundo da arqueologia e os seus segredos...". Isto tudo sem abrir o livro.

 

 

Moby Dick, de Herman Melville

 

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O segundo livro tem 674 páginas mais anexos, dando um total de 704.

Da editora Guerra  & Paz, desta coleção linda de clássicos. Tenho este livro há pouco tempo e penso que será um dos primeiros calhamaços que vou ler desta lista.

As opiniões dividem-se, alguns amam e outros odeiam. Muitos se queixam das sucessivas descrições à caça da baleia. Quero ler e formar a minha opinião, mas ainda não sei quando será.

 

 

Para Onde Vão os Guarda-Chuvas, de Afonso Cruz

 

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O terceiro livro que venho mostrar tem 670 páginas.

Comprei este livro por recomendação da Cláudia, mas ainda não o li. Estou certa de que será uma boa leitura, estou a pensar lê-lo em Novembro.

Tenho a versão ilustrada da editora Companhia das Letras, que tem mais algumas páginas que a versão normal e é muito mais bonita com várias imagens e fotografias ao longo do livro. 

 

 

Brisingr - Christopher Paolini

Herança - Christopher Paolini

 

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O quarto livro e quinto livros têm respetivamente 800 e 836 páginas.

Os últimos dois livros da tetralogia Ciclo da Herança, que já comecei há alguns anos. São livros de fantasia que acompanham Eragon, um jovem de 17 anos, e o seu dragão, Saphira.

Quero terminar esta saga, mas ainda não sei quando isso irá acontecer.

 

 

O Conde de Monte-Cristo, de Alexandre Dumas

 

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O sexto livro tem 959 páginas.

Tenho muita curiosidade em ler este livro, mas para além destas páginas todas, o tamanho de letra e espaçamento entre linhas também é muito pequeno. Isto tudo torna este livro, aos meus olhos, assustador. Penso que será uma boa leitura, mas que ainda vai demorar a acontecer.

Foi adaptado ao cinema num filme dirigido por Kevin Reynolds, em 2002. Já vi fragmentos do filme, mas nunca o quis ver completo. Quero ler primeiro o livro.

 

 

Contos Completos, dos Irmãos Grimm

 

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O último livro desta lista tem 998 páginas.

A edição da Círculo de Leitores que nos traz os contos tão conhecidos dos Irmãos Grimm. Penso que não são as histórias originais, mas também não são as histórias cor-de-rosa que costumamos ouvir. Não acho que seja adequado para as crianças.

Sobre este livro, irei em breve começar o meu Projeto Grimm, do qual falei aqui.

 

 

E pronto, estes são os maiores livros da minha estante. Já leram algum deles? E na vossa estante, têm muitos calhamaços?

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BEDA #22 : 5 Sinais de que estás a ter uma má experiência literária

Terça-feira, 22.08.17

Eu não sou de deixar livros para trás. Não me lembro do último livro de que desisti da leitura. Tento sempre continuar. No entanto, sei quando um livro está a ser uma má experiência. Em baixo, cito cinco momentos que já me aconteceram e que, acredito, acontecem a todos os leitores.

 

1. Quando o livro dá sono

Cada vez que tentas ler aquele livro, acabas por fechar os olhos. Passa meia hora e ainda não leste duas páginas, pensas constantemente que nunca mais acaba. O melhor é colocar este de lado e tentar ler outra coisa, fazer outra leitura ao mesmo tempo para ir variando.

 

 

2. Quando passa um quarto do livro a história não está a entrar

Quando já leste uma boa parte do livro mas a história ainda não faz sentido. As personagens não ligam umas com as outras e a trama não combina com elas. Pode ser que não seja a altura ideal para este livro, ou pode ser que ele não seja de todo adequado para o leitor.

 

3. Quando se volta atrás várias vezes

Provavelmente porque não te consegues concentrar naquele livro. Se te distrais facilmente com essa leitura, talvez não seja a altura certa para a fazeres.

 

4. Quando a escrita do autor não se adequa

Quando não te consegues adaptar à escrita do autor e cada linha é pior que a anterior. Aquela escrita não combina contigo, não gostas da forma como as coisas são transmitidas. Em relação a erros ortográgicos ou de edição, isso já é outra história.

 

 

5. Quando o livro se torna uma obrigação

A que me acontece mais vezes. Queres acabar o livro e forças a leitura, embora não esteja a ser prazeirosa. O que pode ser um erro. Provavelmente é.

 

E pronto. Qual destas vos acontece mais vezes? E que outras mais vos acontecem que não estão aqui escritas?

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BEDA #21: Oníria, de Joana Santos Silva

Segunda-feira, 21.08.17

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Este é um livro de poemas muito pequenino, lê-se bem em apenas uma hora.

Aqui encontramos poemas de amor, poemas para a mãe, poemas sobre irmãos e poemas sobre a vida em geral. No final de cada um, encontramos o ano em que foi escrito. Como diz a sinopse, "são pedaços de uma vida, aconchegada entre o passado e o presente, entre o sono e o sonho. Inquietações que nos apanham de olhos ainda cerrados, desligadas da realidade apenas na medida certa.
Esta é uma obra de sobressaltos que podiam ser os nossos, povoada por desassossegos que são de todos. Feita de momentos que, ao romper da aurora, nos fazem seguir em frente." 

Não é o pior livro que já li, mas também não posso dizer que tenha sido uma boa leitura.

Nenhum dos textos me prendeu, não me transmitiu qualquer tipo do sentimento que a poesia deve trazer. A maioria das rimas pareceu-me forçada e por vezes apareciam versos sem qualquer sentido. Os anos escritos no final dos poemas não estão seguidos, pelo que não consegui perceber se houve evolução ao longo do tempo.

Não costumo ler poesia, pelo que também não tenho bases para dizer mais, sinto apenas que esta me deve trazer mais sentimento ao ser lida.

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BEDA #20: TAG | TBR Intimidante

Domingo, 20.08.17

Hoje decidi responder a uma TAG que vi no blog e canal Holly Reader, da Carolina, e que achei interessante. Depois de uma pequena pesquisa pelas minhas estantes, eis as minhas respostas. 

 

 

1. UM LIVRO QUE AINDA NÃO CONSEGUI ACABAR

 

Não te Deixarei Morrer, David Crokett, de Miguel Sousa Tavares

 

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Nunca tinha lido nada do autor e a escrita não é má, mas não me consigo agarrar a ele. Por ser um livro de crónicas, talvez. Comprei por impulso e agora que o comecei a ler acaba sempre por ser a minha última escolha. Já o ando a "ler" há mais de um ano e penso que continuará mais algum tempo por acabar.

 

 

2. UM LIVRO QUE AINDA NÃO LI PORQUE AINDA NÃO TIVE TEMPO

 

Mulherzinhas, de Louisa May Alcott 

 

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Queria muito este livro e não o tenho há muito tempo. Tenho dado prioridade a outras leituras, mas este terá a sua vez muito em breve, tenciono lê-lo ainda este ano.

 

 

3. UM LIVRO QUE AINDA NÃO LI PORQUE É UMA SEQUELA

 

Brisingr, de Christopher Paolini

 

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Li os dois primeiros de seguida e gostei muito. Já foi há alguns anos. Este comprei-o alguns meses depois e já não voltei às histórias de Eragon e Saphira. Talvez por ser tão grande e por ter outro igualmente grande a terminar a tetralogia. Quero terminá-la, mas não sei se estará para breve. Veremos.

 

 

4. UM LIVRO QUE AINDA NÃO LI PORQUE É NOVINHO EM FOLHA

 

1Q84, de Haruki Murakami

 

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Um presente de aniversário recebido há uma semana e um dia. Tenho muita curiosidade com este livro e planeio colocá-lo entre as minhas próximas leituras.

 

 

5. UM LIVRO QUE AINDA NÃO LI PORQUE LI UM LIVRO DO MESMO AUTOR E NÃO GOSTEI

 

Memória das Minhas Putas Tristes, de Gabriel García Márquez

 

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Não é que não tenha gostado, mas quando li O Amor nos Tempos de Cólera do mesmo autor achei a escrita muito aborrecida e nem consegui aproveitá-lo bem. Além disso, tenho ideia de que cada capítulo tinha à volta de 60 páginas e eu sou dessas que não gosta de deixar capítulos a meio. Mas este é um livro mais pequenino, com pouco mais de 100 páginas, talvez lhe dê um oportunidade durante o próximo ano.

 

 

6. UM LIVRO QUE AINDA NÃO LI PORQUE SIMPLESMENTE NÃO ESTOU A SENTIR

 

Ensaios - Antologia, de Michel de Montaigne

 

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Tem muito boa classificação no Goodreads, mas não é um livro que pense pegar em breve. Tentei lê-lo no início do ano para a etapa 6 (França) do projeto A Volta ao Mundo em Livros, mas não consegui passar das primeiras linhas. Talvez um dia olhe para ele de forma diferente.

 

 

7. UM LIVRO QUE AINDA NÃO LI PORQUE É GIGANTE

 

O Conde de Monte-Cristo

 

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São 959 páginas fininhas e com letra pequenina. Quero muito lê-lo, comprei em segunda mão depois de o procurar durante meses mas quando vi o tamanho fiquei sem coragem de lhe pegar. Se alguém quiser ler e tiver o mesmo problema, digam nos comentários e tentamos uma leitura conjunta!

 

 

8. UM LIVRO QUE AINDA NÃO LI PORQUE COMPREI PELA CAPA E AFINAL TEM OPINIÕES NEGATIVAS

 

O Tintureiro Francês, de Paulo Larcher

 

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Não comprei este livro exatamente pela capa, pois não costumo fazer isso, mas comprei porque achei a coleção A História de Portugal em Romances da Saída de Emergência uma ideia muito interessante e encontrei este em promoção. Ia lê-lo no ano passado, para o projeto Ler os Nossos da Cláudia, mas mudei de ideias quando vi que a pontuação no goodreads era baixa, atualmente de apenas 2.83 estrelas.

 

 

9. O LIVRO MAIS INTIMIDANTE DA MINHA ESTANTE TBR

 

Do Lado de Swan, de Marcel Proust

 

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O primeiro volume deste conjunto de sete que formam Em Busca do Tempo Perdido. Não tenho reserva alguma quanto à qualidade da tradução do meu exemplar, confio completamente na Relógio d'Água. Ser o primeiro de sete livros é uma das razões que o torna tão intimidante. Por ser um clássico tão adorado por muitos ou por ser um livro de memórias. Por retratar temas que me interessam e sobre os quais gosto de ler e ter medo de me desiludir. As expetativas são altas e isso pode correr mal.

 

 

E pronto, é isto, obrigado por terem chegado até aqui e espero que tenham gostado. Considerem-se todos tagados para responder a esta TAG, deixem nos comentários se forem responder que eu vou lá cuscar tudo!

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BEDA #19: 5 livros da minha lista de livros que quero ler

Sábado, 19.08.17

Hoje trago-vos cinco livros que estão na minha lista de livros que quero muito ler. Ainda não tenho nenhum deles, mas espero que seja para breve.

 

O Senhor dos Anéis

É verdade, ainda não li esta trilogia. Vi os filmes uma vez, mas nunca dei lhes dei a devida importância. Quero comprar e ler os três livros, talvez seja durante o próximo ano.

 

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Sobre o livro: Em apreciação crítica à obra de Tolkien cuja edição portuguesa apresentamos, o Sunday Times escrevia que o mundo da língua inglesa se encontra dividido em duas partes: a daqueles que já leram O Senhor dos Anéis e a daqueles que o vão ler.
Não se enganava o crítico ao indicar assim que estamos perante uma obra de leitura obrigatória, que, sem qualquer sombra de exagero, se insere entre as mais notáveis criações literárias do nosso século. Situando-se na linha da criação fantástica em que a literatura inglesa é fértil (lembremos Jonathan Swift com As Viagens de Gulliver, lembremos Lewis Carrol com a sua Alice no País das Maravilhas), Tolkien oferece-nos uma obra verdadeiramente monumental, onde todo um mundo é criado de raíz, uma nova cosmogonia arquitectada por inteiro, uma irrupção de maravilhoso que é admirável jogo de criação pura. O sopro genial que perpassa na elaboração deste maravilhoso, traduzido sobretudo no realismo da narração, deixa no leitor o desejo irresistível de conhecer «esse» mundo que, como crianças, chegamos a acreditar que existe.
A Irmandade do Anel é o primeiro volume da trilogia O Senhor dos Anéis, em que se integram também As Duas Torres e O Regresso do Rei.
 

 

 

As Serviçais

Um livro que conquistou muitos leitores e sobre o qual tenho grande curiosidade.

 

 

Sobre o livro: Skeeter tem vinte e dois anos e acabou de regressar da universidade a Jackson, Mississippi. Mas estamos em 1962, e a sua mãe só irá descansar quando a filha tiver uma aliança no dedo.
Aibileen é uma criada negra, uma mulher sábia que viu crescer dezassete crianças. Quando o seu próprio filho morre num acidente, algo se quebra dentro dela. Minny, a melhor amiga de Aibileen, é provavelmente a mulher com a língua mais afiada do Mississippi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego… até ao momento em que encontra uma senhora nova na cidade.
Estas três personagens extraordinárias irão cruzar-se e iniciar um projecto que mudará a sua cidade e as vidas de todas as mulheres, criadas e senhoras, que habitam Jackson. São as suas vozes que nos contam esta história inesquecível cheia de humor, esperança e tristeza.
Uma história que conquistou a América e está a conquistar o mundo.

 

 

O Rapaz do Pijama às Riscas

Já vi o filme e se bem me lembro chorei. Muito emocionante mesmo. Quero muito ler o livro.

 

 

Sobre o livro: Bruno, de nove anos, nada sabe sobre a Solução Final e o Holocausto. Não tem consciência das terríveis crueldades que são infligidas pelo seu país a vários milhões de pessoas de outros países da Europa. Tudo o que ele sabe é que teve de se mudar de uma confortável mansão em Berlim para uma casa numa zona desértica, onde não há nada para fazer nem ninguém para brincar. Isto até ele conhecer Shmuel, um rapaz que vive do outro lado da vedação de arame que delimita a sua casa e que estranhamente, tal como todas as outras pessoas daquele lado, usa o que parece ser um pijama às riscas. 

 

 

A História de uma Serva

Uma distopia que me despertou a atenção assim que li a sinopse.

 

 

Sobre o livro: Uma visão marcante da nossa sociedade radicalmente transformada por uma revolução teocrática. A História de Uma Serva tornou-se um dos livros mais influentes e mais lidos do nosso tempo.

Extremistas religiosos de direita derrubaram o governo norte-americano e queimaram a Constituição. A América é agora Gileade, um estado policial e fundamentalista onde as mulheres férteis, conhecidas como Servas, são obrigadas a conceber filhos para a elite estéril. 
Defred é uma Serva na República de Gileade e acaba de ser transferida para a casa do enigmático Comandante e da sua ciumenta mulher. Pode ir uma vez por dia aos mercados, cujas tabuletas agora são imagens, porque as mulheres estão proibidas de ler. Tem de rezar para que o Comandante a engravide, já que, numa época de grande decréscimo do número de nascimentos, o valor de Defred reside na sua fertilidade, e o fracasso significa o exílio nas Colónias, perigosamente poluídas. Defred lembra-se de um tempo em que vivia com o marido e a filha e tinha um emprego, antes de perder tudo, incluindo o nome. Essas memórias misturam-se agora com ideias perigosas de rebelião e amor.

 

 

A Laranja Mecânica

Já tenho curiosidade em ler este livro há algum tempo. Ainda não surgiu a oportunidade, espero que esteja para breve.

 

 

Sobre o livro: Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex - soberbamente engendrada pelo autor - empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de "1984", de George Orwell, e "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, "Laranja Mecânica" é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.

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BEDA #18: A ler...

Sexta-feira, 18.08.17

 

Autor: Stendhal

Editora: Civilização Editora

Data de Publicação: Dezembro de 2013

Nº de Páginas: 480

Coleção: Novos Clássicos

 

Bonito e ambicioso, Julien Sorel está determinado a desprender-se das suas origens humildes camponesas e a fazer algo da sua vida, adotando o código de hipocrisia por que a sua sociedade se rege. Julien acaba por cometer um crime movido pela paixão, por princípios ou por insanidade, que será o seu fim. O Vermelho e o Negro é uma imagem vívida e satírica da sociedade da Restauração francesa após Waterloo, carregada de corrupção, ganância e tédio. O retrato complexo e compreensivo de Julien, o explorador frio cuja campanha maquiavélica é enfraquecida pelas suas próprias emoções, torna-o a mais brilhante e mais humana criação de Stendhal, e um dos maiores personagens da literatura europeia.

 

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Autor: Abel Botelho

Data de Publicação: 1891

Nº de Páginas: 317

Coleção: Patologia Social

 

Publicado em 1891, o Barão de Lavos é um dos romances da série intitulada “Patologia Social” em que Abel Botelho - professado seguidor do chamado neo-realismo - explora, expõe e põe em claro, fenómenos sociais do final do século XIX até então ignorados pela sociedade ou romantizados de uma forma não credível. O Barão de Lavos é o primeiro livro dessa série que abre logo com temas inéditos na literatura: A homossexualidade e a pedofilia.
Há quem eleve esta obra como sendo a primeira obra a abordar o tema da homossexualidade na literatura portuguesa. Outros preferem fazer apontar para o facto que o tema em destaque é a crítica à pedofilia e que a obra de Mário de Sá-Carneiro “A Confissão de Lúcio”, escrita mais de 20 anos depois, é que é a primeira a incluir o tema da homossexual objetivamente. É uma discussão com pontos de validade para ambas as reivindicações. Por um lado é um facto de que o tema da homossexualidade está presente no Barão de Lavos; acontece que no século XIX a homossexualidade era indissociável da pederastia e da pedofilia, uma das razões pela qual era fortemente criticada e perseguida. Por outro lado a obra é uma crítica à homossexualidade em si, vista como uma doença patológica e uma degeneração do individuo que só pode ter como fim a sua própria destruição. É, no fundo, uma obra que trata o tema sob o ponto de vista de um objetor da homossexualidade e que a
associa à pedofilia. Mário de Sá-Carneiro, por seu lado, como homossexual que era, aborda o tema expondo o seu lado pessoal, ainda que sob uma vertente romantizada e sem fazer qualquer tipo análise de fundo. Posto isto, o rótulo de “1º livro português gay” caberá à escolha de cada um.
Quando foi publicada pela primeira vez a obra de Abel Botelho causou grande o escândalo pelo tema que abordava. Para a sociedade da altura, profundamente conservadora, monárquica e dominada pelo clericalismo tais temas eram tabus. No entanto, entre a admiração dos críticos literários e a reprovação, dada a crueza das suas descrições, a obra foi sancionada pela Igreja, precisamente por causa do tema, já que retratava a homossexualidade como uma aberração pecaminosa que tinha como causas a origem ilegítima do barão, fruto de uma traição conjugal e a degradação moral da sociedade lisboeta da época.
A obra é hoje encarada como um produto do seu tempo, estando no mesmo nível de paridade literária, em termos de conteúdo, como o “Lolita” do escritor Vladimir Nabokov ou o “Morte em Veneza” de Thomas Mann.

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BEDA #17: O Luto de Elias Gro

Quinta-feira, 17.08.17

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"As pessoas são feitas de porcelana, concluiu. Lascam com facilidade, instigam em nós a urgência de não as deixar cair. Partem-se em pedaços se as largarmos. Esses pedaços são inconsoláveis. É impossível tornarmos a juntá-los e, se o tentarmos, ficaremos para sempre a observar as rachas que inadvertidamente lhes causámos, cicatrizes que não passam. Por mais que as pessoas jurem que são feitas de outro material, acredite em mim quando lhe digo que são feitas de porcelana, da mais frágil e dispendiosa."

 

Este é o oitavo romance de João Tordo e o primeiro da minha lista de leituras do autor. É também o primeiro dos três livros pertencentes à Trilogia dos Lugares sem Nome.

O nosso narrador e protagonista, do qual não conhecemos o nome, encontra-se completamente entregue ao álcool depois da perda de uma filha e de uma separação dolorosa. Refugia-se num farol de uma pequena ilha perdida no atlântico, da qual também não sabemos o nome, mas onde "viviam menos de cem pessoas e que, na época balnear, os turistas a visitavam em grupos muito pequenos"

Aqui encontra personagens inesperadas que o levam a descobrir mais sobre aquela ilha perdida. A sua busca pela solidão é interrompida por um pastor que decide trazer à tona uma casa perdida no fundo do mar, uma criança curiosa de onze anos que sabe de cor os nomes de todos os ossos do corpo humano ou um escritor dinamarquês que já faleceu mas deixou para trás os seus diários.

Solidão, luto, isolamento, dor ou perda são alguns dos temas tão bem retratados neste livro.

É um dos livros mais filosóficos que já li e penso ainda não ter crescido o suficiente para entender toda a mensagem que este tenta passar.

Talvez por ser tão poderosa, custou-me entrar e habituar-me à escrita do autor. Muitíssimo rica, digna de um bom escritor português. Ora vejam:

 

"Mais tarde, durante os meus passeios, repararia nas plantações imensas de girassóis que se abriam à luz e se fechavam quando a noite se punha; repararia nas nuvens brancas que, por vezes, voavam tão baixo que pareciam servir de chapéu àquele pedaço de terra; repararia que, do lado ocidental, numa encosta que conduzia aos casebres e esquifes dos pescadores, havia um cemitério onde os habitantes enterravam os seus; e repararia na igreja, embora essa fosse uma visão difícil, com a qual lutei durante muito tempo.

Demorámos muito a atravessar a ilha. O carro morria a cada duzentos ou trezentos metros, e Heinrich tornava a rodar a chave na ignição e o motor ressuscitava. A certa altura, apontou para o lado direito. À distância, assentes num vale, aglomeravam-se vinte e cinco ou trinta casas azuis e vermelhas, algumas brancas, de telhados em tesoura, dispostas num misterioso ordenamento que parecia não contemplar um centro. Algumas casas estavam voltadas para o mar; outras na direcção da estrada que conduzia à vila; outras ainda, de aspecto mais antigo, encarrilavam a norte, apontadas ao afunilamento da terra, onde o verde ia cedendo lugar à areia, e esta, por sua vez, conduzia a uma fileira de rochas que eram engolidas pelas águas."

 

Quero um dia reler, com mais maturidade, e perceber tudo o que este livro pode transmitir.

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BEDA #16: Projeto Grimm

Quarta-feira, 16.08.17

Na semana passada chegou por correio o último livro que pedi para me comprarem na Feira do Livro de Lisboa. Estava um pouco receosa por ser um livro pesado e de capa dura, com medo que nos CTT o tratassem mal e acabasse por se estragar. Mas não, o livro chegou em ótimas condições no final da semana passada.

 

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Posto isto, quero muito começar a lê-lo. Mas no meio de tantas histórias sabia que ia acabar por deixá-lo para trás.

Decidi então criar este projeto, que consiste em ler cinco contos e comentá-los aqui no blog em mini-opiniões. Vou tentar não dar spoilers, não sei se será fácil.

Se desse lado alguém quiser juntar-se a mim, estejam à vontade. O Goodreads disponibiliza o livro em inglês, é só clicar em "Read book" na página do livro por baixo da vossa classificação. Não há datas limite para começar nem datas entre postagens. Eu vou tentar ler pelo menos cinco contos por mês e comentá-los. Não tenho pressa em acabar o livro, quero saborear cada história.

Quero ler também os contos de Edgar Allan Poe e de Hans Christian Andersen. Vou começar pelos Irmãos Grimm.

 

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