Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Mente Literária

"A leitura é como uma droga que confere um adormecimento agradável aos contornos da crueldade da vida." Kertész , Imre.

Mente Literária

"A leitura é como uma droga que confere um adormecimento agradável aos contornos da crueldade da vida." Kertész , Imre.

Livros no Ecrã | O Diário da Nossa Paixão, de Nicholas Sparks

DSCF3026.JPG

 

Sobre o livro...

 

DSCF3014.JPG

 

 

Mais um para o projeto Livros no Ecrã, desta vez de Nicholas Sparks. É o primeiro livro que leio do autor e entrei nesta história sem grandes espectativas, e a verdade é que não me surpreendeu por aí além. Sim, tem passagens fofinhas e é romântico e essas coisas todas. No entanto, talvez seja muito cliché. Não sabia nada da história, mas soube quase sempre o que ia acontecer a seguir, o que estraga sempre um bocadinho as coisas não é? 

O tema principal é a doença que magoa tanta gente por aí: o Alzéimer. Quando visitamos alguém que conhecemos desde pequenos e que sofre desta doença, o olhar de confusão e a pergunta nem sempre formulada que os olhos da pessoa transmitem é o pior. 

Bem, gostei das personagens principais. Allie é uma mulher forte que mesmo contra as probabilidades consegue fazer as coisas de maneira calma e acertada. Noah é o homem do charme, tão protetor e meigo, que cuida da sua menina até ao fim.

Houve passagens da história que poderiam ter sido mais aperfeiçoadas, era interessante saber mais sobre o passado de algumas das personagens e haver mais pormenores em relação ao que vai acontecendo. Lon, por exemplo, é muito pouco explorado, não sabemos nada sobre ele e acabamos o livro sem saber nada.

A escrita também não me agarrou, estava à espera de uma escrita mais rica, mais perfeita e, no entanto, deparei-me muitas vezes com frases que pareciam ter sido escritas para um YA por exemplo.

E depois a mensagem que traz, que o amor cura tudo, supera qualquer espetativa e consegue derrotar qualquer barreira.

 

 

...e a adaptação

 

 

 

 

 

É verdade, foi um dos raros casos em que gostei mais do filme do que do livro.

Alguns dos detalhes que faltavam no livro foram preenchidos, algumas personagens mais exploradas. A linha principal da história foi a mesma, no entanto houve várias alterações.

As personagens não são muito diferentes do que tinha imaginado, com a excepção de Noah, que é completamente diferente.

O filme prendeu-me muito mais do que o livro e até chorei. É bom quando isto acontece!

 

Goodreads - Facebook Instagram

Goodreads - Facebook - Instagram

O Jogador, de Fiódor Dostoiévski

DSCF2987.JPG

 

 

 

Era o objetivo este livro contar para o Projeto Livros no Ecrã, no entanto e com muita pena minha não consigo encontrar o filme em lado nenhum!

Li que este livro foi escrito por Dostoiévski de forma rápida para conseguir o dinheiro de que necessitava para pagar as suas próprias dívidas do jogo e é, de facto, um livro em que são narrados episódios da sua própria vida que nos mostram de forma crua o ciclo vicioso que esta via traz.

Nunca tinha lido nada do autor, pelo que entrei na leitura sem quaisquer termos de comparação. Muitos consideram este livro muito inferior às suas restantes obras, facto sobre o qual não poderei opinar.

Este livro traz até nós as aflições e a adrenalina da vida de um jogador, o vício e o apostar sempre mais, porque desta vez é que vai ser.

A história é-nos contada da perspetiva de Aleksei Ivánovitch, um jovem perceptor para a família do general, que se diverte com tudo o que se passa em torno desta família, tornando a narrativa muito descontraída. Através dele, o autor narra uma crítica intensa contra aquela gente e todos os seus modos, somos aliás várias vezes levados a entrar na mente de quem mergulha sem consciência na mesa de jogo, não se preocupando com o seu próprio destino ou com o dos seus. 

As personagens são diversas e todas ligadas, de uma maneira ou de outra, ao dinheiro. Temos um General que espera ansioso pela morte da sua avó para que possa ficar com a sua herança. Temos uma mulher que se junta aos homens mais endinheirados, para que todos os seus luxos sejam satisfeitos. Temos um inglês rico, que acaba por usar as pessoas a seu proveito.

Também nos é mostrado outra formas de jogo, com personagens secundárias que jogam por probabilidades, apontando todas as jogadas, apostando sempre em números ou cores que não saem há muito tempo e nunca apostando no que acabou de sair.

Um bom livro, em que a crítica social muito implícita se torna deveras interessante.

 

Goodreads - Facebook Instagram

Goodreads - Facebook - Instagram

A ler...

 

Autor: Dud@

Ano de edição ou reimpressão: 2016

Editor: Capital Books

Páginas: 312

 

Joana pensa que tem uma vida normal. Até que um estranho homem aparece e desestabiliza tudo. De repente, aquilo que pensava saber sobre os seus pais não condiz com a verdade. Nem aquilo que pensava saber sobre os seus amigos mais íntimos… 

Obrigada a escolher entre o seu mundo, a família mais próxima e os amigos, ou acompanhar Marcus para um lugar desconhecido e mágico, Joana vê-se numa encruzilhada que mudará definiti-vamente a sua vida e daqueles que a rodeiam.

 

 

 

Goodreads - Facebook - Instagram

Dia do Livro!!!

Espero que tenham tido um ótimo dia! Partilho aqui uma fotografia dos meus livrinhos, pouquinhos digo eu sempre :)

 

DSCF2964.JPG

 

E, também hoje, o blog completa 2 aninhos :D Foram dois anos que podiam ter sido melhores mas mesmo assim muito bons, cheios de partilha de leituras e interação com pessoas que adoram isto tanto como eu.

 

aaa.jpg

 

Obrigada a vocês que me leêm.

Beijinhos*

Goodreads - Facebook - Instagram

A ler...

image (2).jpg

 

Autor: Paulo Coelho

Editor: Pergaminho

Data de lançamento:1998

Nº Páginas: 176

 

A 11 de Novembro de 1997, Veronika prepara-se, aparentemente, para se deitar, como todas as noites. Mas desta vez, limpa o quarto, desliga o aquecimento, lava os dentes e recolhe-se debaixo dos lençóis com um objectivo em mente. Veronika decide morrer. Esta escolha não deixa de surpreender, pois é jovem, tem um emprego razoável e vive num pequeno apartamento, desfrutando do prazer de ter o seu próprio espaço. Vai a bares e discotecas, conhece rapazes interessantes e sai com alguns. Contudo, não é feliz. Alguma coisa falta na sua vida. Por isso, da mesa-de-cabeceira tira as quatro caixas de comprimidos para dormir, tomando um de cada vez até ao fim. À medida que se aproxima da morte, Veronika percebe que cada minuto da nossa existência constitui uma escolha entre viver ou desistir. Veronika desfruta de novos prazeres e descobre que a vida tem sempre algum sentido. Mas o tempo escasseia. Veronika decidiu morrer e agora não há como voltar atrás...

 

Goodreads - Facebook Instagram

Goodreads - Facebook - Instagram

Livros no Ecrã | A Rapariga que Roubava Livros, de Markus Zusak

DSCF2959.JPG

 

Sobre o livro...DSCF2947.JPG

 

 

Esta é um obra incrível. Adorei este livro, é daqueles que quando acaba apetece logo começar outra vez. Comecei-o com as expetativas elevadas e não me desiludi.

Como pano de fundo temos uma pequena cidade alemã, Molching, em plena 2ª Guerra Mundial. A nossa protagonista, a pequena Liesel Meminger, foi adotada por dois alemães - Hans e Rosa Hubermann - e desenvolve um grande gosto pelos livros e pelas palavras mesmo antes de saber ler. A narradora é a Morte. É a Morte que nos conta a história de Liesel, da sua família e amigos, enquanto se caracteriza a si própria como a que mais trabalhou naquela época.

Enquanto a história de Liesel é construída, são-nos também apresentadas uma série de personagens secundárias muito bem inseridas e contextualizadas no ambiente que se vivia na altura. O medo, a opressão e as dificuldades que muita gente passou naquela altura é constantemente relembrado.

Nestas mesmas pessoas, vemos que nem todos eram iguais, nem todos admiravam e seguiam os passos do Führer. Vários recusavam-se a aceitar perder a sua humanidade, fazendo o mínimo possível de forma a evitar represálias. Todas as personagens são extremamente ricas e bem constituídas.

A pequena Liesel, com a sua inocência e a sua paixão pelas palavras. Os pais adotivos que pareciam tão diferentes um do outro mas que afinal mantêm as mesmas crenças e o mesmo coração e que se tornaram em duas personagens tão importantes, tão bondosos e tão humanos no meio dos nazis de quem querem distancia. O pequeno Rudy com o cabelo cor de limão, vizinho e melhor amigo de Liesel, que quer ser igual a um atleta negro. Max, um judeu considerado como lixo, mas das melhores pessoas que encontramos neste livro.

Enfim, a necessidade de nos mantermos humanos mesmo nas piores condições, o poder curativo dos livros e das histórias que eles trazem, as diferenças existentes na altura entre a classa baixa e alta. Temas fortes e difíceis, momentos que nos apertam o peito, é disto que este livro é feito! Dos melhores livros que li nos últimos tempo,

 

...e o filme

 

 

No filme está tudo muito mais resumido, embora este também seja muito bom. Várias cenas foram cortadas e outras tantas agrupadas numa só. Tinha de ser, ou daria um filme enorme. No entanto, a relação de Liesel com Max poderia ter sido muito melhorada, vários capítulos importantes foram cortados.

Também o papel dos livros foi menos desenvolvido no filme. No livro, Liesel tem especial carinho por cada um e agarra-se a um de cada vez saboreando-o vezes sem contas, sem se importar pela quantidade de livros que tem.

 

A atriz Sophie Nélisse desempenhou muito bem o seu papel, conseguindo transmitir todas as emoções da pequena Liesel. A narração efetuada pela Morte também foi muito bem conseguida. O final também foi muito emocionante e das melhores partes do filme.

 

Goodreads - Facebook Instagram

 

Goodreads - Facebook - Instagram

Livros no Ecrã | A Revolta, de Suzanne Collins

DSCF2953.JPG

 

Sobre o livro...

 

DSCF2927.JPG

 

 

 

O terceiro livro desta trilogia dividiu as opiniões dos leitores. Houve quem adorasse este final e houve também quem odiasse. Eu gostei do final embora não tenha acontecido da maneira que previ. Gostei do livro no geral, embora não tenha de todo superado Em Chamas.

Este livro é o que nos traz mais despedidas, despedidas necessárias e dolorosas. Continuamos a ver tudo o que acontece da perspetiva de Katniss Everdeen, e ela mostra-se mais forte e focada em atingir o seu objetivo. O seu melhor amigo, Gale, destaca-se muito mais neste volume do que nos anteriores. Mostra que está sempre lá para a apoiar e mostra também mais de si que não pudemos ver nos outros livros. 

Peeta tem agora uma nova luta para além daquela a ser travada por todos contra o Capitólio. Devido aos acontecimentos ocorridos no segundo volume, Peeta vê-se agora a lutar contra si próprio, vê-se falhar e recomeçar uma e outra vez.

Um dos personagens que gostei mais neste volume foi Finnick, que conhecemos no anterior volume e que agora também se revelou muito mais. Outro dos personagens, o mais odiado por Katniss é quem acaba por lhe mostrar o caminho e ajudá-la na sua decisão.

O final é feliz e surpreendeu-me, uma vez que estava à espera que a escolha de Katniss fosse exatamente a contrária.

 

e a adaptação...

  

 

 

 

Este livro foi dividido em dois filmes. O primeiro filme acaba por se tornar arrastado devido à falta de ação que acaba por existir. Andam para cá e para lá mas, no geral, não acontece nada de emocionante.

No segundo filme, muda um bocadinho. Começamos a ver mais da revolta dos distritos e a acompanhar mais as batalhas entre estes e o Capitólio.

Acho que foram cortadas e alteradas partes que ficariam melhor como estavam no livro. Dariam mais impacto, principalmente uma das cenas finais em que Katniss é chamada a atirar e, no livro, apenas tem uma seta e pode atirar apenas a um alvo o que a leva a ter mesmo de escolher. No filme não é assim, ela podia perfeitamente ter atirado para vários locais.

No geral, gostei do filmes, tal como gostei dos anteriores e acho que foi uma boa adaptação.

 

 Goodreads - Facebook Instagram

Goodreads - Facebook - Instagram

A ler...

Screen-Shot-2016-11-02-at-14.39.47-450x684.png

 

Autor: Fiódor Dostoiévski

António Pescada

Editor: Relógio d'Água

Data de lançamento: Novembro 2016

Coleção: Clássicos Para Leitores de Hoje

Nº Páginas: 184

 

O que pode acontecer quando a paixão pela roleta se cruza com a paixão pela mulher amada?É esse conflito que Dostoievski aborda neste romance, memórias de um jovem que faz parte do séquito de um general russo instalado em Roletenburgo, à espera de uma herança que nunca mais chega.Trata-se de um grupo de personagens ligadas pela cupidez, a ambição, o fracasso, o amor e a memória de faustos passados, vivendo um jogo de luz e sombra em que quase nada é o que parece.Há um lado biográfico em O Jogador.Em 1863, quando viajava ao encontro de Paulina Suslova, a grande paixão amorosa da sua vida, que vivia então em Paris, Dostoievski, endividado e alucinado pelo enriquecimento súbito, tentou a sua sorte nas roletas de Wiesbaden. Ganhou, perdeu, recuperou e retomou o caminho para Paris.Mas na viagem que fez com Paulina procurou de novo as intensidades da roleta em Baden-Baden, onde perdeu tudo o que tinha, incluindo o seu relógio e o anel de Paulina.Inventou um sistema para ganhar que falhou em Bad Homburg, obrigando-o a voltar sozinho a São Petersburgo.No ano seguinte, Dostoievski ditara em vinte e seis dias o seu romance O Jogador a uma jovem estenógrafa, Ana Grigorievna, que viria a ser a sua segunda esposa.

 

Goodreads - Facebook Instagram

Goodreads - Facebook - Instagram

A volta ao mundo em livros #7

No final do mês passado, terminou a sexta etapa do desafio A Volta ao Mundo em Livros, que consistia em ler livros de autores de nacionalidade francesa.

 

Li 2 livros para esta etapa.

 

O Disco de Jade - Os Cavalos Celestes, de José Frèches

Madame Bovary, de Gustave Flaubert

 

Chegada a sétima etapa, o país escolhido foi a Rússia.

 

russia-flag.jpg

 

Depois de vasculhar as minhas estantes, o único livro que tenho de um escritor russo é O Jogador, sendo em princípio este o único que irei ler para o desafio.

E vocês, conhecem muitos livros de escritores de nacionalidade russa?

 

Goodreads - Facebook Instagram

Goodreads - Facebook - Instagram

Em Chamas, de Suzanne Collins

DSCF2940.JPG

 

 

Este volume foi muito mais intenso do que o primeiro. Os instintos de sobrevivência e os limites do ser humano continuaram a ser fortemente explorados, o desespero dos concorrentes dos temíveis Jogos da Fome sentiram-se ainda mais injustiçados desta vez.

A comunicação social é muito mais utilizada neste livro e usada como uma forma de infligir medo e reservas aos que a veêm. 

O tema principal é o mimi-gaio, um pássaro que surgiu do cruzamento de uma ave de desenvolvimento natural com um mute. Este mute - uma ave que foi manipulada geneticamente de forma a atingir os propósitos do Capitólio, no caso, ouvir e reproduzir conversas inteiras - cruzando-se com uma ave de canto, deu origem a um animal que reproduz os canticos que ouve de forma precisa. Este animal foi o simbolo usado pela Katniss nos primeiros jogos e tornou-se agora num simbolo de revolta, que mostra a todo o Panem que mesmo o que foi idealizado pelo Capitólio se pode virar contra ele.

O segundo livro agarrou nas premissas deixadas pelo primeiro e tornou-se ainda melhor, fornecendo uma leitura ainda mais frenética e desenfreante. Com um ritmo de leitura muito rápido, o que permite começar e termnar o livro numa questão de alguns dias.

O final é muito intenso e deixa-nos ansiosos para pegar no terceiro e último livro.

 

Goodreads - Facebook Instagram

 

Goodreads - Facebook - Instagram