Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Mais sobre mim

foto do autor



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

calendário

Novembro 2016

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930




subscrever feeds




O Último Conjurado, de Isabel Ricardo

Terça-feira, 22.11.16

DSCF2632.JPG

 

Pontuação: 4*

 

Este foi o terceio livro que li no âmbito do projeto Ler os Nossos, organizado pela Cláudia do blog a mulher que ama livros. Escolhi este livro de entre os três que tenho da coleção A História de Portugal em Romances, guiada pela sua classificação, mais elevada em relação aos outros dois, no Goodreads.

Confesso que iniciei o livro sem grandes espetativas e, logo nas primeiras páginas, pensei que seria uma leitura aborrecida, com conteúdo histórico escrito de forma condensada. No entanto, enganei-me.

- Um dia, D.Sebastião há-de voltar no seu cavalo branco para arrancar o país desta escória que nos governa!

Esta é uma das primeiras falas deste livro, que tem lugar sessenta anos após a batalha de Alcácer-Quibir, onde o jovem rei de Portugal D.Sebastião desapareceu. O trono acabou por cair nas mãos do então rei de Espanha, D. Filipe IV de Espanha, D. Filipe I de Portugal, dando inicio à dinastia Filipina.

D. Pedro de Castro, D. Diogo de Vasconcelos e D. Afonso de Menezes são três personagens fictícias que integram um grupo de conjurados que tentam arranjar soluções para que Portugal volte a ser o que era antes. Juntos, integram grande parte do livro, embora tenham também as suas aventuras individuais, levando-nos assim a conhecer esta parte da nossa História, numa leitura mais leve e cheia de momentos descontraídos.

O capitão Gualdim é um dos principais personagens, um justiceiro que desempenha um papel semelhante ao dos conhecidos Zorro ou Robin dos Bosques, tentando defender os mais fracos dos ataques dos mais fortes, sempre escondendo a sua identidade com a sua máscara. É a pedra no sapato dos terríveis espanhóis e um empecilho nos planos dos seus servidores.

Existem ainda as belas donzelas do reino, como é o caso de D. Laura de Noronha, também ela uma parte importante do livro, ou D.Teresa, uma personagem que desempanha cenários bastante desesperantes.

No decorrer da história a miséria de Portugal na altura é muito bem representada, tal como o domínio espanhol cada vez mais agressivo. Os conjurados retratados no livro representam o grupo clandestino formado no final da dinastia filipina, responsável pela restauração da independência de Portugal, a 1 de Dezembro de 1640.

Eu gostei muito de ler este livro, apesar de ser um tradicional romance em que os bons são mesmo bons e ficam com as donzelas e os maus são mesmo maus e acabam derrotados e sem nada, aprendi imenso sobre esta época que o nosso país atravessou e levou-me até a pesquisar mais sobre o assunto, enriquecendo o meu conhecimento da nossa História.

 

Personagens preferidas: D. Pedro de Castro; D. Laura de Noronha

__

 

Curiosidade: A expressão popular "Ficar a ver navios" deriva da atitude dos portugueses que, na altura, ficavam a ver chegar os navios a partir dos pontos mais altos da cidade, sempre à espera que D.Sebastião retornasse no seu cavalo branco para salvar Portugal dos espanhóis.

Goodreads - Facebook - Instagram

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Daniela

Ler os nossos: TBR

Domingo, 20.11.16

Terminei ontem o último livro da TBR a que me propus para o projeto Ler os Nossos, do qual postarei opinião em breve.

Como ainda faltam alguns dias para terminar o mês decidi acrescentar mais um livro à lista - Céu em Fogo, de Mário de Sá Carneiro.

Setembro_Lello.JPG

 Aproveito para dizer que esta experiência está a ter um efeito bastante positivo. Li bons livros e conheci novos bons autores. Este novo livro também é uma estreia, nunca li nada do autor.

Goodreads - Facebook - Instagram

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Daniela

As Dez Figuras Negras - a série

Quarta-feira, 16.11.16

Há uns dias vi a série baseada no livro de Agatha Christie - As Dez Figuras Negras.

Senti alguma surpresa ao conhecer algumas das personagens, que não tinha imaginado desta forma. Também esperei um final diferente, mais fiel ao livro.

De resto, não desgostei, a história está lá e a mestria da autora foi efetivamente passada para o ecrã.

 

Goodreads - Facebook - Instagram

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Daniela

A Filha do Papa, de Luís Miguel Rocha

Domingo, 13.11.16

DSCF2629.JPG

 

Pontuação: 4*

 

Terminei hoje o segundo livro escolhido para o projeto Ler os Nossos.

Este livro é um thriller que inicia quando Niklas, um jovem padre, é raptado, sendo deixado no local um pedido de resgate diferente do habitual e escrito num post-it. De seguida, vários personagens envolvidos em assuntos do Vaticano vão sendo assassinados, um de cada vez. Paralelamente, um jornalista do New York Times está a investigar um dos segredos guardados no Vaticano, tendo ido diretamente à "Toca do Lobo" pedir explicações e exclarecimentos, o que não abona a seu favor. A história principal desenvolve-se à volta do Papa Pio XII, e dos motivos que, segundo o autor, levaram à rejeição da sua beatificação.

Este foi o meu primeiro contacto com o autor e iniciei-o sem grandes expetativas, sendo que este não é dos meus géneros literários preferidos. No entanto, acabei por gostei do livro.

Entrar na história não é fácil, pois logo nos primeiros capítulos é-nos fornecida uma grande quantidade de informação e personagens. No entanto, assim que conseguimos assimilar todas estas novas informações, a história torna-se envolvente e viciante e a leitura bastante fácil e rápida.

A meio do livro a história torna-se mais parada e a expetativa por novos acontecimentos demora a ser saciada.

No entanto, o surpreendente final compensa sem dúvida este ponto, não estava à espera deste desfecho o que foi uma surpresa muito bem recebida.

Goodreads - Facebook - Instagram

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Daniela

Ensaio Sobre a Cegueira - o filme

Domingo, 13.11.16

Li e adorei o livro de Saramago para o projeto Ler os Nossos e, como tal, decidi ver o filme.

 

 

É um filme muito parecido ao livro, as personagens estão muito bem representadas e a história está toda lá. Tanto o livro como o filme são bons e levam-nos a pensar na mensagem que transmitem. As cenas mais chocantes, todas as dificuldades do livro, aparecem também no filme numa adaptação bastante fiel ao que Saramago escreveu. 5*

Goodreads - Facebook - Instagram

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Daniela

101 With Books

Sábado, 12.11.16

Este é um projeto criado pela Cláudia do blog a mulher que ama livros e consiste em ter várias experiências de leitura e partilhá-las. Têm algumas regras que a Cláudia explicou aqui. É um projeto que já começou em Setembro e do qual podem ver alguns dos resultados utilizando a hashtag #101withbooks nas redes sociais. Algumas destas experiências são difíceis de concretizar ou de registar mas basta utilizar a imaginação para conseguir.

 

Deixo aqui em baixo a lista:

 

1. Ler num parque campismo
2. Ler na cidade
3. Ler no campo
4. Ler no jardim
5. Ler no centro comercial
6. Ler na sala de cinema
7. Ler na biblioteca
8. Ler e ver o pôr do sol
9. Ler antes de todos acordarem
10. Ler durante o almoço
11. Ler na pizzaria
12. Ler no comboio
13. Ler no avião
14. Ler a ouvir música
15. Ler com uma bebida a acompanhar
16. Ler na tua estação do ano preferida
17. Ler numa fila de espera
18. Ler num restaurante
19. Ler numa pousada ou hostel
20. Ler enquanto esperas por alguém
21. Ler de pernas para o ar
22. Ler num dia de chuva
23. Ler no elevador
24. Ler no teu lugar preferido de sempre
25. Ler na praia
26. Ler à luz das velas
27. Ler na companhia de um animal
28. Ler em voz alta
29. Ler perto do rio
30. Ler numa feira
31. Ler no museu
32. Ler num spa
33. Ler numa roulote ou autocaravana
34. Ler com silêncio total
35. Ler no quintal
36. Ler debaixo de uma árvore
37. Ler no terraço
38. Ler dentro de um carro
39. Ler na tua livraria preferida
40. Ler depois de uma massagem
41. Ler à janela
42. Ler num lugar especial
43. Ler no barco
44. Ler na rede
45. Ler com a companhia de outro leitor
46. Ler perto de uma árvore de natal
47. Ler no teu lugar preferido da cidade/vila onde vives
48. Ler perto de um monumento
49. Ler na escola
50. Ler junto da família
51. Ler à lareira
52. Ler mascarado
53. Ler a comer o teu doce preferido
54. Ler depois de uma caminhada
55. Ler à beira da piscina
56. Ler no sofá
57. Ler antes de dormir
58. Ler numa sala de espera
59. Ler depois de tirares um bolo do forno
60. Ler quando estiveres de férias
61. Ler com uma chávena de chá/café
62. Ler depois de veres uma adaptação cinematográfica
63. Ler num dia sem nuvens no céu
64. Ler numa rua com o nome de um escritor
65. Ler antes de um concerto
66. Ler debaixo das estrelas
67. Ler após assistires a um filme de terror
68. Ler sem o telemóvel e portátil por perto
69. Ler num dia chato
70. Ler num alfarrabista
71. Ler no dia do teu aniversário ou no dia do aniversário de alguém especial
72. Ler na cama
73. Ler num piquenique
74. Ler no escritório
75. Ler em frente a uma casa com janelas azuis
76. Ler no farol
77. Ler de pantufas
78. Ler um livro recomendado por um booktuber
79. Ler um livro da lista 1001 livros antes de morrer
80. Ler um livro de capa dura
81. Ler um livro com uma capa linda
82. Ler um livro com imagens
83. Ler um livro de um autor vencedor do prémio Pulitzer
84. Ler um livro de não ficção
85. Ler no castelo
86. Ler na pista
87. Ler num dia ventoso
88. Ler num dia perfeito
89. Ler um livro com cheiro a novo
90. Ler um livro oferecido por alguém especial
91. Ler a ouvir a tua banda sonora preferida
92. Ler numa noite de insónias
93. Ler um livro de um autor vencedor de um prémio português
94. Ler um livro numa maratona literária
95. Ler um livro em apenas um dia
96. Ler um livro do género literário que menos gostas
97. Ler um livro com um título longo
98. Ler numa esplanada
99. Ler no meio do nada
100. Ler debaixo das mantas
101. Reler um livro especial, ou reler partes de um livro especial e partilhar com o mundo uma parte especial desse livro especial

Goodreads - Facebook - Instagram

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Daniela

De Mês a Mês | Outubro

Terça-feira, 08.11.16

Este mês li dois livros.

Conheci uma autora nova, chilena.

 

História de Quem Vai e de Quem Fica, de Elena Ferrante;

A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende.

 

DSCF2636.JPG

Dei uma pontuação de cinco estrelas ao primeiro e quatro ao segundo. 

Adorei ambos os livros. Fiz uma pausa na leitura da tetralogia de Nápoles, que quero retomar ainda este ano. Conheci a autora Isabel Allende através do desafio A Volta ao Mundo em Livros e gostei muito deste livro dela. Pretendo ler outros durante os próximos meses.

 

Em termos de compras, adquiri três livros, todos em segunda mão e todos de Isabel Allende, mais uma vez, para o desafio A Volta ao Mundo em Livros.

 

  • A Casa dos Espíritos
  • A Filha da Fortuna
  • Retrato a Sépia

DSCF2638.JPG

Goodreads - Facebook - Instagram

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Daniela

Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago

Sábado, 05.11.16

Se podes olhar, vê.

Se podes ver, repara.

 

Ensaio Sobre a Cegueira.JPG

 

Pontuação: 5*

 

Terminei o primeiro livro para o Projeto Ler os Nossos, do qual falei aqui. É o segundo que leio do autor, adorei o primeiro - Caim - e adorei ainda mais este.

Como desde a leitura do primeiro livro de Saramago já se passaram vários anos, quando iniciei a leitura deste tive de voltar a habituar-me à sua escrita sem parágrafos nem travessões de diálogo. No entanto, após esta pequena entrave ter sido dominada, a leitura tornou-se fluida e bastante compulsiva.

Passado num tempo e numa cidade não definidos,o que torna este livro intemporal, tudo começa quando um homem parado num semáforo há espera da luz verde perde a visão sem qualquer motivo aparente. Esta cegueira era descrita pelo homem como vendo tudo branco, uma cegueira diferente de todas as que se conhecem. Este então designado por mal branco alastra-se e afeta as pessoas que travaram contacto com o primeiro cego, tornando-se posteriormente numa epidemia.

O enredo é violento e a história é pesada e desesperante. Traz cenas fortes e capazes de revolver o estômago. Saramago mostra a face mais obscura da sociedade, que mesmo ao vivenciar uma situação caótica como a descrita neste livro, ainda tenta vergar os mais fracos às suas próprias vontades.

Para além de não existir um tempo e um local certo, também as personagens são desprovidas de nomes próprios. Nesta obra existem, como personagens principais, para além do primeiro cego, a mulher do primeiro cego, o médico, a mulher do médico, a rapariga dos óculos escuros, o velho da venda preta e o rapazinho estrábico. 

Todos os pormenores do livro nos mostram que o tempo, o sítio e o nome dos personagens são irrelevantes, pois alterando qualquer um dos três o resultado seria o mesmo.

Esta cegueira é uma metáfora que o autor criou para demonstrar que muitas vezes não conseguimos ver por trás do que aparece à superfície nem para além do preconceito e que "o essencial é invisível aos olhos", ou seja, aquilo que é importante não é perceptível apenas com a visão. É um livro que fala das necessidades mais básicas da humanidade, de instintos de sobrevivência e que nos traz algo em que pensar e perspetivas muito interessantes.

O cenário apocalíptico que o autor criou e a mensagem que o livro traz, faz deste um livro fascinante.

 

Personagens preferidas: a rapariga dos óculos escuros, o velho da venda preta

Goodreads - Facebook - Instagram

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Daniela

A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende

Quinta-feira, 03.11.16

A Casa dos Espíritos.JPG

 

Pontuação: 4*

 

Este é um livro que acompanha a família Trueba, interligada com a história do Chile, pano de fundo desta obra. Tentei escrever sem spoilers, mas foi impossível, embora sejam poucos e, na sua maioria, contextualizados na história do país e de conhecimento geral. Se não leram o livro, não leiam por favor o excerto que coloquei mais abaixo.

As três personagens principais são femininas e cada uma representa uma geração - Clara, Blanca e Alba, três nomes diferentes mas que se tornam no mesmo, numa alusão à pureza que sempre é associada à cor branca. Clara é a primeira delas, é a Clara clarividente que move objetos com a mente. É uma personagem muito interessante, das melhores do livro, e é maravilhoso ir acompanhando o seu desenvolvimento e a sua vida. Blanca e Alba são, respetivamente, filha e neta de Clara e continuaram a história nas gerações seguintes.

Logo nas primeiras páginas sabemos como foi construído este texto, baseado nos livros onde Clara registava a vida, e com vários detalhes acrescentados pelo patriarca Esteban Trueba.

A história começa décadas antes do golpe de estado do Chile, mas é a um terço do fim, que este livro nos traz o melhor de si quando, na década de 70, o partido socialista vence as eleições do Chile. Aqui começa um conceito histórico e muito interessante narrado através das memórias da própria Isabel Allende, filha do primo do presidente Salvador Allende.

O nome de Salvador Allende nunca nos é referido no livro, sendo representado apenas como Presidente, embora o tempo e o contexto histórico desta obra nos leve até ele.

Em 1973 dá-se o golpe militar, descrito neste livro com vários detalhes do que aconteceu na época, uma vez que Isabel Allende vivenciou este acontecimento.

Uma personagem assumidamente da direita e que defende o seu partido durante a maior parte do livro é Esteban Trueba. Em várias ocasiões cego pela riqueza e em outras incapaz de ver o que se apresenta mesmo à sua frente, tendo ainda apoiado a tirania da ditadura de Pinochet, ele representa as pessoas enganadas pela ilusão de poder.

Existe ainda um outro personagem importante e designado como Poeta, que através da sua história, presente no livro, descobrimos ser Pablo Neruda. O excerto seguinte representa um episódio muito triste da história, logo após o golpe militar. 

O Poeta agonizou na sua casa junto ao mar. Estava doente e os acontecimentos dos últimos tempos esgotaram-lhe o desejo de viver. A tropa revolveu-lhe a casa, deram voltas às sua coleções de búzios, conchas, borboletas, às suas garrafas e máscaras de proa resgatadas de tantos mares, aos seus livros, quadros, versos inacabados, à procura de armas subversivas e comunistas escondidos, até o seu velho coração de bardo começar a falhar. Levaram-no para a capital. Morreu quatro dias depois e as últimas palavras do homem que cantou a vida, foram: «Vão fuzilá-los! Vão fuzilá-los!». Nenhum dos seus amigos se pôde aproximar na hora da morte, porque estavam na clandestinidade, fugitivos, exilados ou mortos. A sua casa azul do cerro estava meio em ruinas, o piso queimado e os vidros partidos, não se sabia se era obra dos militares, como diziam os vizinhos, ou dos vizinhos, como diziam os militares. Ali o velaram os poucos que se atreveram a aparecer (...)

As pessoas iam em silêncio. De repente, alguém gritou roucamente o nome do Poeta e uma única voz em todas as gargantas respondeu «Presente! Agora e sempre!». Foi como se tivessem aberto uma válvula e toda a dor, medo e raiva desses dias saísse do peito e percorresse a rua, subindo como um clamor terrível até às negras nuvens do céu. Outro gritou «Companheiro Presidente!». E todos responderam num só lamento, pranto de homem: «Presente!». A pouco e pouco o funeral do Poeta transformou-se no ato simbólico de enterrar a liberdade.

Super bem escrito e que vale bastante a pena pelos acontecimentos aqui descritos e retirados das recordações da própria Isabel Allende, num livro que nos agarra desde as primeiras páginas.

O final é maravilhoso, a destruição e o renascimento unidos na procura de novos e melhores tempos. Sem dúvida um livro a reler.

 

Personagens preferidas: Clara Del Valle

Goodreads - Facebook - Instagram

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Daniela

História de Quem Vai e de Quem Fica, de Elena Ferrante

Terça-feira, 01.11.16

História de Quem Vai e Quem Fica.JPG

 

Pontuação: 5*

 

Este é o terceiro livro da tetralogia maravilhosa escrita por Elena Ferrante de duas amigas - Lenú e Lila - quando chegam à fase adulta da sua vida. As personagens dos livros anteriores cresceram e vivem agora uma vida diferente e cada vez com mais reviravoltas.

A primeira parte do livro fála-nos de uma personagem dedicada e meio adormecida, uma Lenú que acaba por tornar algumas das páginas difíceis de passar. Por sua vez, Lila encontra-se a viver em condições precárias e a trabalhar num local onde as mulheres são exploradas e abusadas pelos patrões.

A meio do livro, a autora apresenta-nos uma Lenú completamente diferente, aventureira e muito mais segura. Algumas das suas ações confundiram-me e fiquei várias vezes sem saber exatamente os sentimentos confusos que esta personagens nos mostrava.

Também Lila muda, com a ajuda de Lenú, voltando as duas amigas a encontrar-se depois de imenso tempo separadas.

É um livro que explora, na perspectiva da época, temas interessantes como a luta de classes e a emancipação da mulher, deixando ainda espaço para abordar o matrimónio e a maternidade da época, a sexualidade e o adultério. Assistimos ainda à contrução dos primeiros computadores e à introdução no mercado da pílula contraceptiva.

Elena Ferrante criou uma trama, personagens e tempo diferente e cruel, mas não menos verdadeira, sobre uma sociedade corrupta onde o machismo ainda prevalecia.

O final é arrebatador, surpreendente e habilmente deixado em aberto pela autora.

 

Personagens preferidas: Enzo Scanno

Goodreads - Facebook - Instagram

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Daniela



Leituras do Momento:






Opiniões em Breve: