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Mente Literária

"A leitura é como uma droga que confere um adormecimento agradável aos contornos da crueldade da vida." Kertész , Imre.

Mente Literária

"A leitura é como uma droga que confere um adormecimento agradável aos contornos da crueldade da vida." Kertész , Imre.

A 1/4 de O Disco de Jade - Os Cavalos Celestes

Comecei este livro no âmbito do desafio A Volta ao Mundo em Livros, que nos desafiou a escolher um livro de um escritor francês. Este livro é de José Frèches. Está a ser uma leitura demorada, mais por não lhe dedicar muito tempo do que outra coisa.

Existe um mercador rico que decide investir um balúrdio num Disco de Jade sem qualquer razão aparente. Os personagens têm nomes como Profundeza do Vale, Difunde a Luz, Ritual Imutável, Eterno Desgosto, Perfeição Natural ou Dente Fácil. Designações estranhas como Sublime Porta Traseira.

Passado na China, no meio de salteadores de campas, lutas de cavalos e negociações estranhas. Existe ainda o rei Zhong, esquecido e velho, que anda no entanto metido com a nora.

É difícil fixar os nomes dos personagens, ainda mais quando existe uma Difunde a Luz e uma Fonte de Luz. Já me baralhei algumas vezes e tive de voltar atrás.

Ainda não dá para ter uma ideia daquilo que o livro retrata, vou agora na página 138 e não sei o que esperar. Apareceu no entanto, Gavião Púrpurea, designado como cavalo celeste, numa das corridas. Penso que talvez venha a ser relevante para a história. O facto de o mercador rico ter investido tanto dinheiro naquela jóia continua um mistério.

Bla bla bla #3

Continuo a ler o primeiro livro da trilogia O Disco de Jade. Parece que não está a fluir, mas também lhe tenho dedicado pouquíssimo tempo. 

Ando a pensar a começar várias leituras ao mesmo tempo. Para testar. Se me traz vantagens, se consigo avançar mais rapidamente nas leituras. Talvez fixe um livro para ler antes de dormir e outro para ler às refeições ou para levar comigo para cafés ou filas de espera. Ou talvez decida o que quero ler conforme o estado de espírito. Não sei se correrá bem, ainda estou a ponderar.

Sempre me apaixonei por uma história de cada vez, no entanto, se não experimentar o outro lado nunca vou saber o que corre melhor para mim.

De Mês a Mês | Janeiro de 2017

Aqui estou eu mais uma vez a escrever sobre os livros do mês anterior. 

O primeiro mês do ano pôs-me em contacto com dois livros, um de não-ficção e um clássico.

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Li O Crime do Padre Amaro em conjunto com os membros do Clube dos Clássicos Vivos. A história de um padre sem vocação que se cruza com uma jovem inocente e crente. Foi uma boa experiência e a troca de ideias foi ótima. Vou querer participar mais vezes. 

Li também Tia Guida, um livro de parceria que recebi da Chiado Editora, um não-ficção que toca no tema do cancro por quem o acompanhou na primeira pessoa.

 

O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós

 

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O Crime do Padre Amaro é um livro do escritor Eça de Queirós que dispensa apresentações.

Amaro, um padre sem vocação é obrigado a seguir esta via por imposição familiar, até que encontra Amélia, uma rapariga inocente de 24 anos.

Tem como pano de fundo a cidade de Leiria, abrangendo principalmente o ambiente cristão, e é uma crítica feroz aos vícios da época, à vida abastada da burguesia e aos abusos do clero.

Narrado na terceira pessoa, é-nos possível saber o que cada personagem está a sentir, a pensar ou a fazer. As beatas estão altamente presentes e criticadas no livro, sendo algumas tratadas severamente com nomes grosseiros. É difícil conseguir simpatizar com alguma das personagens, todas elas nos são apresentadas de uma forma muito sarcástica e criticada.

A corrupção pelos associados à igreja, a quebra do celibato dos padres, os jogos de aparências e o moralismo fingido são temas muito presentes e constantemente trazidos ao de cima. A diferença entre o que pregam e o que fazem é enorme. O poder conseguido através do uso da religião. A hipócrisia e a verdade fingida.

No entanto, é no último capítulo do livro que a crítica se torna mais severa, e onde um clima de miséria e prostituição é caracterizado com uma enorme paz numa conversa que envolve dois personagens pertencentes ao clero e um conde, pertencente à burguesia.

Bla bla bla #2

Terminei de ler O Crime do Padre Amaro. Primeiro livro do ano para o Clube dos Clássicos Vivos lido, espero continuar a conseguir participar sempre! Gostei muito deste livro. Vi o filme ontem. Odiei. Não encontrei nem um bocadinho de Eça de Queirós. Faltaram personagens importantes e foram adicionadas outras.

Estou agora a ler o primeiro livro da trilogia O Disco de Jade para o desafio A Volta ao Mundo em Livros. Encontrei-o há uns anos, no dia do livro, num saquinho da Bertrand. Ainda estou no início.

Tenho utilizado muito o meu Bullet Journal. Adicionei este mês uma página para o Gratitude Log, para ver como corre. Alterei também algumas coisas no meu Tracker, para tentar que resulte melhor para mim. O melhor é que posso ir sempre adaptando as coisas à minha medida e, se não resultar, tentar outra coisa.

Os objetivos que tinha para Janeiro foram todos cumpridos. Este mês vai ser mais difícil, o dinheiro não estica, mas espero conseguir tudo a que me propus.

Bla bla bla #1

Boa noite! Decidi começar alguns post, designados por "Bla bla bla" em que vos vou falar de tudo e de nada em concreto. Irão servir apenas para quando tenho várias coisas para contar e não tenho um tema que possa associar.

Bem, são agora 22:30 e já não vinha à internet desde o final de Sábado. Foram aproximadamente 3 dias e sinceramente não senti a necessidade. Foi muito bom, aliás. Consegui fazer imensas coisas em casa, planeei as refeições da semana, utilizei muito o meu Bullet Journal. Fiz as compras, tive tempo de almoçar com a mãe no Domingo e descansei muito ontem à noite, foi ótimo.

Decidi adquirir alguns peixinhos como animal de estimação. Ainda não decidi se vou ter peixes de água fria ou de água quente, ainda preciso de estudar quais os custos associados aos peixes de água quente. Já comprei um aquário, retangular, de 17L. Comprei alguns acessórios.

Estou atualmente a ler O Crime do Padre Amaro para o Clube dos Clássicos Vivos. Estou a adorar o livro, o autor, a escrita, as personagens. Muito diferente do filme que fizeram em Portugal. Muito melhor. A crítica ao clero é forte, Eça.

My Bullet Journal

Hoje venho mostrar-vos o meu Bullet Journal. Decidi aderir este ano e ver como corre, até agora estou a adorar.

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Nas primeiras páginas coloquei a minha chave e o índice.

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Depois, reservei duas páginas para o chamado Year at a Glance, onde coloquei os meus objetivos deste ano e um calendário para marcar eventuais datas que considere importantes.

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As páginas seguintes foram reservadas para marcações futuras que possa vir a ter. Apontei todos os aniversários que não quero esquecer e os eventos a que vou.

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Reservei uma página para apontar o meu progresso do Desafio das 52 Semanas para Poupar, que recomecei este ano.

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Depois, uma página que servirá para anotar todos os livros comprados de forma a não ultrapassar o meu objetivo de 12 livros no ano.

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As duas páginas seguintes vou apontar quais os livros que li, e quais os filmes e séries que vi.

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Depois começou Janeiro. Fiz um apontamento geral do mês e algumas coisas que quero fazer.

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Comecei depois por anotar os meus dias. Vou anotando um de cada vez, sem limitações de espaço e, no dia seguinte é só começar um novo dia.

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De seguida vem o tracker, que utilizo para vigiar algumas coisas.

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Decidi ainda fazer um plano de refeições semanal, e esta semana correu tudo muito bem.

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O que acham? Também utilizam? Que ideias diferentes me podem dar?

Tia Guida, de André Fernandes

Há quem pratique o bem para lavar a alma, há quem pratique o bem para lavar almas e há quem pratique o bem por lhe estar na alma.

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Este é um livro que fala da doença do momento, de cancro, pelas palavras de alguém que o acompanhou de perto. Pessoalmente identifico-me com este livro pois, em tenra idade, vi alguém sofrer com esta terrível doença, ainda sem saber bem as suas complicações.

Uma lição de vida que fala de uma doença que mói quem dela sofre, que fragiliza e cujos tratamentos agressivos contribuem ainda para uma maior fragilidade, alargada também às pessoas que com ela contactam de perto.

André, o autor, conta-nos a experiência que teve com a sua tia Guida, uma tia que considera como mãe e que desenvolveu um cancro diagnosticado já em fase terminal no estômago. Foi deixando a sua própria vida para trás, de forma a poder acompanhar a tia nesta fase tão difícil.

As previsões iniciais eram muito curtas, de apenas três meses, no entanto a tia Guida conseguiu superá-las, tanto as primeiras como as segundas, com a sua força e com a ajuda de quem mais a amava. 

Quando o amor que nos liga a alguém é assim tão genuíno, perante a chance de não mais vermos a materialização física da pessoa que amamos à nossa frente, sofremos num vazio difícil de descrever e damos por nós a perdermo-nos na pessoa

Em suma, este é um testemunho cheio de sentimentos de amor, carinho e afeto, usados na luta contra esta doença, que foi enfrentada de frente e sem medos pela tia Guida.

No final, fica a incerteza do desfecho desta história, que infelizmente pude comprovar posteriormente.

A volta ao mundo em livros #6

Bem, terminou a 5ª etapa deste desafio, para a qual conheci uma autora que adorei: Isabel Allende.

Li três livros dela, quatro estrelas cada um: 

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Agora chegou a altura da 6ª etapa, que será França. Durante três meses, o objetivo é ler pelo menos um livro de um escritor ou escritora francês. Tenho na minha estante Alexandre Dumas, Gustave Flaubert, José Frèches, Marcel Proust e Montaigne.

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Não penso ler Alexandre Dumas, do qual tenho o livro O Conde de Monte Cristo, nem Marcel Proust, do qual tenho os dois primeiros volumes da obra Em Busca do Tempo Perdido.

Dos restantes tenho a trilogia O Disco de Jade de José Frèches, Madame Bovary de Gustave Flaubert, e Ensaios de Montagne. No entanto, ainda não sei em que livros vou pegar. Algum conselho?