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TBR | Janeiro

Quinta-feira, 04.01.18

Para Janeiro, quero ler quatro livros.

 

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A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós

Quero terminar este livro ainda durante esta semana. Começou mal, mas agora já melhorou e estou a gostar mais.

 

A Contadora de Histórias, de Jodi Picoult

O livro escolhido para o projeto Um ano com a Jodi e que irá contar também para os projetos da Isaura e da Dora Leituras do Holocausto e Hol73.

 

Os anagramas de Varsóvia, de Richard Zimler

Mais um livro sobre o Holocausto que contará para os projetos sobre o tema. Tenho muita curiosodade neste.

 

Homens Imprudentemente Poéticos, de Válter Hugo Mãe

Tenho muita curiosidade com este autor e esta será a minha primeira leitura de livros dele. Faz parte do meu objetivo de ler um livro de um escritor português por mês.

 

E vocês, o que irão ler no primeiro mês do ano?

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Projetos para 2018

Terça-feira, 02.01.18

Para 2018 já tenho em mente alguns projetos em que participar. Vou continuar com alguns e experimentar outros.

 

365 dias com Poirot e Marple

Um projeto da Sofia do blog The Daily Miacis sobre o qual podem ler aqui. Não vou participar em todas as leitura, mas pelo menos em três delas sim. Vou atualizando tudo no blog e nas redes sociais.

#365diascompoirotemarple ou #365DCPM.

 

Leituras do Holocausto / Hol73

Um projeto para Janeiro que consiste em ler livros relacionados com o Holocausto. O projeto Leituras do Holocausto criado pela Isaura, vídeo aqui, e o HOL73 criado pela Dora, vídeo aqui.

#leiturasdoholocausto3 ou #Hol73.

 

Março Feminino

Criado em 2017 pela Sandra do blog Say Hello To My Books. No ano passado não participei, mas este ano se ela o voltar a fazer irei participar. Foram lidos vários livros escritos por mulheres, que podem ver aqui.

#marçofeminino

 

Livros no Ecrã

Criei este projeto em 2017 mas ainda não decidi se o volto a fazer este ano. O que acham? Participariam? Aqui mais informações.

#livrosnoecra

 

Ler os Nossos

Criado pela Cláudia nos últimos dois anos, vou continuar a participar enquanto ela o continuar a promover. Adoro, é uma ótima forma de ler mais autores portugueses e de ir conhecendo novas recomendações.

#lerosnossos

 

Clube dos Clássicos Vivos

Vou continuar a participar, claro. Leitura de um clássico escolhido por votação de dois em dois meses. Grupo do Goodreads aqui.

 

A Volta ao Mundo em Livros

Também vou continuar a participar. Ler livros de escritores de várias nacionalidades, escolhidas por votação de três em três meses. Grupo do Goodreads aqui.

 

Um ano com a Jodi

Vou continuar também a participar em algumas das leituras deste projeto. Consiste em ler livros da Jodi Picoult em conjunto e ir discutindo ao longo de cada mês. Informações aquiaqui ou aqui.

 

Para além destes projetos, tenho também outros mais pessoais que vou tentar fazer. Aceito sugestões ou recomendações.

Ler pelo menos doze livros de escritores portugueses

Ler pelo menos quatro livros de fantasia

Ler mais livros sobre a 2ª guerra mundial

 

E vocês, quais são os vossos planos para 2018?

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De Mês a Mês | Dezembro

Domingo, 31.12.17

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Em Dezembro li muito pouco. Li dois livros e comecei outros dois.

 

Dezanove Minutos, de Jodi Picoult

Foi uma leitura muito boa. Foca o tema do bullying com o qual infelizmente me identifico. Revi-me muito em várias situações e foi um livro que me marcou.

 

Memória das minhas putas tristes, de Gabriel García Márquez

O meu segundo contacto com este escritor. Diferente do outro livro que li dele, traz-nos memórias contadas na primeira pessoa e uma história de amor bonita. Foi uma leitura para o projeto "A Volta do Mundo em Livros".

 

5 Contos | Projeto Grimm

Li cinco contos do livro dos Irmãos Grimm e estou a adorar. As histórias pequeninas leêm-se muito bem e estou contente por ter começado este projeto.

 

A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós

Ainda não consegui terminar este clássico, o escolhido para o Clube dos Clássicos Vivos. O início foi aborrecido, agora está a melhorar. O encontro para falar sobre este livro é no dia 13 de Janeiro, aqui em Leiria!

 

E o vosso mês, como correu?

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5 Contos | Projeto Grimm

Sexta-feira, 29.12.17

Os primeiros cinco contos já foram lidos. Gostei mais de uns do que de outros, alguns têm finais felizes e outros têm finais tristes, mas todos têm uma certa dose de magia. No final de cada conto, existem notas que enumeram as alterações que cada um foi sofrendo e as variações de cada tradução.

 

O Rei dos Sapos, ou Henrique-de-Ferro

Conta a história de uma princesa mimada que brincava perto de um rio atirando uma bola de ouro ao ar. Um dia a bola cai na água e afunda-se, o que deixa a princesa muito triste. Aparece um sapo que se oferece para a ir buscar em troca de uma série de favores.

 

Neste caso, e ao contrário do que estamos habituados, não é necessário praticar apenas boas ações para atingir o tão famoso "e viveram felizes para sempre".

 

A União do Gato e do Rato

Fala-nos de um gato e de um rato que decidiram viver juntos. Para se precaverem contra o inverno, arranjam um pote de banha que escondem na igreja para utilizarem quando acabarem as restantes provisões. No entanto, nem tudo corre como planeado.

 

Talvez existam animais que não nasceram para se relacionar. Nas notas do final do conto, ficamos a saber que existem variações das personagens deste, como por exemplo a raposa e o galo, entre outros.

 

A Filha de Maria

Traz-nos a história de uma menina que nasceu no seio de uma família pobre. Um dia, para ajudar esta família, a Virgem Maria desce do céu e oferece-se para tomar conta da menina. Lá em cima, a criança depara-se com várias portas e é prevenida de que existe uma que não pode abrir em situação alguma.

 

Figurativamente, "a curiosidade matou o gato" aplica-se. Afinal, quando dizemos às crianças para não fazerem alguma coisa, já se sabe o que elas fazem. Fala também de pecado e de como quem mente é castigado e quem se arrepende pode ser perdoado.

 

Conto do Rapaz que Fugiu para Aprender a Ter Medo

Este conto traz-nos a história do conhecido João Sem-Medo. Eu confesso que já tinha ouvido falar da personagem, mas não conhecia a sua história.

 

João é um rapaz que não sabe o que é ter medo. Ao longo do conto são-lhe apresentados vários testes de coragem com o intuito de lho causar.

 

O conto tem várias versões e estes testes de coragem também podem variar consoante as traduções.

 

O Lobo e os Sete Cabritinhos

Sete cabritinhos ficam sozinhos em casa enquanto a velha cabra sai para a floresta à procura de comida. Antes de sair, avisa os cabritinhos para terem cuidado com o lobo e ensina-lhes algumas formas de o reconhecer caso ele se tente disfarçar.

 

Este já conhecia superficialmente. Fala da aflição maternal perante o perigo que ameaça os filhos e de como uma mãe sempre fará tudo para os proteger. 

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Memória das minhas putas tristes, de Gabriel García Márquez

Sábado, 23.12.17

"No ano dos meus noventa anos quis oferecer a mim mesmo uma noite de amor louco com uma adolescente virgem"

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Memórias das Minhas Putas Tristes é o segundo livro que leio deste autor. Gabriel García Márquez foi um escritor e jornalista Columbiano que faleceu em 2014 com 87 anos, no México. Ganhou o prémio Nobel da Literatura em 1982 e é um dos escritores mais admirados e traduzidos no mundo. A sua obra mais popular é Cem Anos de Solidão.

 

Este livro traz-nos as vivências de um cronista e crítico musical que acaba de fazer noventa anos e decide contar as suas histórias num pequeno livro. Diz-nos que nunca fez sexo sem pagar e quer ter uma noite de amor com uma adolescente virgem para comemorar o seu aniversário.

 

O autor transmite-nos reflexões sobre vários temas. Prostituição e Pedofilia. Solidão. Velhice, Amor e Morte. Um dos temas mais abordados será o amor platónico.

 

Narrado na primeira pessoa, mostrou-me um estilo de escrita que não encontrei no livro que li anteriormente a este, O Amor nos Tempos de Cólera. Ficamos dentro da cabeça do protagonista, tão próximos dele que sabemos na perfeição tudo o que ele está a sentir.

 

Senti no início alguma resistência em aceitar o facto de que uma menina de apenas catorze anos podesse eventualmente querer perder a virgindade com um velho de noventa. No entanto, há medida que o tempo passa e a história avança, dei por mim a torcer para que eles ficassem juntos.

 

É uma história de amor e está muito bem escrita. Recomendo a todos este livro que tem pouco mais de cem páginas. Lê-se muito bem e entrei na história muito facilmente.

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Dezanove Minutos, de Jodi Picoult

Sexta-feira, 15.12.17

"Quando você não se encaixa, se torna super-humano. Consegue sentir os olhos de todo mundo em você, grudados como velcro. Consegue ouvir um sussurro sobre você a um quilómetro de distância. Até consegue desaparecer, mesmo quando parece que ainda está no mesmo lugar. Consegue gritar e ninguém escuta nada. Você se torna o mutante que caiu no barril de ácido,o Coringa que não consegue tirar a máscara, o homem biônico que não tem membros, mas tem o coração intacto. Você é a coisa que costumava ser normal, mas isso faz tanto tempo que você não consegue lembrar nem como era."

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Jodi Picoult é uma escritora norte-americana, autora de vários livros que vendem por todo o mundo. Tem-me conquistado ao longo deste ano, através do projeto Um ano com a Jodi. As capas dos livros enganam, não são romances cor-de-rosa. São histórias que podem ser reais e que abordam temas atuais e que, na sua maioria, entram em conflito com a ética.

 

Este livro traz-nos a história de Peter Houghton, um rapaz como tantos outros, com o seu próprio jeito de ser. Um rapaz que usa óculos, sem grandes aptidões para o desporto e com uma mãe protetora. Um rapaz que é intimado, gozado e posto de parte diariamente, apenas por ser quem é.

 

"Dá para sentir as pessoas olhando fixamente; é como o calor que sobe do asfalto durante o verão, como uma cutucada nas costelas. Você não precisa ouvir um sussurro para saber que é sobre você. Eu costumava parar em frente ao espelho do banheiro para ver o que eles ficavam olhando. Queria saber o que fazia a cabeça das pessoas se virar, o que eu tinha que era tão incrivelmente diferente. A princípio, não consegui identificar. Quer dizer, era apenas eu. Mas aí, um dia, quando me olhei no espelho, eu entendi. Olhei em meus próprios olhos e me odiei, talvez tanto quanto todos eles. Foi o dia em que comecei a acreditar que talvez eles estivessem certos."

 

Peter decide vingar-se e leva para a escola armas que tem escondidas em casa há vários meses. Neste ponto, acontece algo parecido com o massacre de Columbine.

 

 

Ler este livro aperta o coração. Os abusos sofridos por Peter mexeram muito comigo. Simpatizei com ele e revi-me em algumas das situações, voltei ao tempo em que o bullying era frequente na adolescência. Nunca vi ninguém ser espancado, trancado em armários ou preso com a cabeça na sanita. Por outro lado, insultos, empurrões e cuspidelas eram frequentes.

 

Nesta história, Peter arranjou uma forma de acabar com os abusos, mas qual será o impacto na vida dos habitantes de Sterling? Várias outras questões são levantadas durante a leitura. O que implica ser diferente no mundo dos adolescentes? O que acontece se uma vítima tentar ripostar? Alguém tem o direito de julgar outra pessoa? Como lidar com um filho que já não conhecemos? Alguém que conhecemos desde sempre pode tornar-se um estranho em dezanove minutos?

 

Os capítulos são divididos em várias alturas, tendo títulos como Um mês depois ou Dezassete anos antes que se referem à ação principal do livro. Com estas viagens no tempo, Jodi Picoult consegue levar-nos de um passado feliz para um presente caótico em poucos minutos. Acompanhamos a vida de Peter e a forma como esta se foi deteriorando ao longo do tempo.

 

Apesar de o tema principal ser o Bullying, vários outros são abordados. A gravidez na adolescência. O adultério e o não assumir as consequências. A violência no namoro. 

 

As personagens são todas importantes e fulcrais para o desenvolvimento da história. Bem construídas, representam adolescentes que se encontram em qualquer escola e pais que se encontram em qualquer casa.

 

O final é muito bom e leva-nos a pensar em tudo o que se passou ao longo do livro. Revivemos aquilo que lemos nos outros capítulos e conseguimos arranjar motivos. Não foi uma completa surpresa, mas mesmo assim foi bom.

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De Mês a Mês | Novembro

Quarta-feira, 06.12.17

Novembro foi um mês mais ou menos. Não li tudo o que queria ler, mas tive boas leituras.

 

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A TBR tinha sete livros. Terminei apenas quatro deles. 

Foi o mês do projeto Ler os Nossos, mas infelizmente não participei tanto como queria. No entanto, acompanhei o projeto e acrescentei vários livros à lista dos que quero ler. Em 2018, quero apostar nos autores portugueses e vou esforçar-me para que isso aconteça.

 

Vamos então às leituras.

 

Dom Casmurro, de Machado de Assis

O livro escolhido para o Clube dos Clássicos Vivos nos meses de Setembro e Outubro. Terminei a leitura um pouco atrasada, mas gostei muito de conhecer a escrita de Machado de Assis.

 

Uma Melodia Inesperada, de Jodi Picoult

Mais uma leitura para o projeto Um ano com a Jodi. Gostei de o ler, esta autora anda a surpreender-me sempre com temas fortes e boas leituras.

 

As Intermitências da Morte, de José Saramago

O primeiro livro que li para o projeto Ler os Nossos. Adorei. Ainda não tive nenhuma má experiencia com este autor, vou continuar a apostar nele e a devorar os seus livros.

 

O Barão de Lavos, de Abel Botelho

Um livro que não devorei, mas foi uma ótima leitura. A escrita do autor exige grande atenção e leva a um ritmo de leitura mais moros. No entanto, vale muito a pena.

 

 

Agora vamos ao livros novos. Comprei um e deram-me mais três.

 

Homens Imprudentemente Poéticos, de Valter Hugo Mãe

Por acaso, até acho que me ofereceram este livro já em Outubro. No entanto, como não falei dele, aqui fica o registo. Tenho muita curiosidade com o autor, nunca li nada dele e este será o primeiro livro que irei ler. Em breve.

 

As Intermitências da Morte, de José Saramago

Comprei este livro para o projeto Ler os Nossos, onde por norma se inclui sempre um livro de Saramago. A recomendação foi da Cláudia e, como já mencionei acima, é um livro muito bom.

 

Os Miseráveis I, de Vitor Hugo

Os Miseráveis II, de Victor Hugo

Estes dois ganhei-os numa aposta. Que bom, não é? As novas edições da Relógio D'Água, fiquei extremamente feliz. São dois calhamaços, mas quero lê-los em breve.

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O Barão de Lavos, de Abel Botelho

Domingo, 03.12.17

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Abel Botelho não é um escritor muito conhecido. Português, viveu entre finais do séc. XIX e início do séc. XX. Escreveu vários livros de poesia, peças de teatro e romances, onde se insere O Barão de Lavos.

 

Ouvi falar deste livro recentemente, neste vídeo do Hugo, no canal O Aprendiz de Leitor.

 

Em conjunto com outros quatro, O Barão de Lavos pertence a uma série escrita por Abel Botelho e denominada Patologia Social, a parte da sua obra que representa o Neo-realismo, ou seja, a observação fiel da realidade e caracterização de fenómenos sociais que eram comuns na época. Neste caso, o pano de fundo será Lisboa, a capital de Portugal e cidade de maior prestígio. Os temas predominantes neste conjunto de livros são a homossexualidade, a prostituição, luta da classe proletária, o adultério e a política.

 

Centra-se na história de Sebastião de Castro e Noronha, o nosso protagonista e Barão de Lavos. Excêntrico, nobre e descendente de duas das famílias mais influentes do país, tem a obsessão de encontrar o corpo perfeito e de o desenhar, procurando em zonas apinhadas de gente, como é o caso do circo.

 

"Dezenas de rapazes, de mulheres, de rapariguitas mesmo, tinham vindo àquela casa poisar perante a sua obstinação doentia. Perscrutinava ele na rua uma mulher fácil ou um garoto complacente que lhe parecesse deviam ter aquele desvio anatómico? ... Não os largava enquanto não conseguisse, a impulso de astúcia e de dinheiro, conduzi-los à Rua da Rosa e analisar-lhes a nudez."

 

Assim, encontra Eugénio, um efebo de 15 anos e desprezado pelos pais que dorme em qualquer esquina, com quem inicia uma relação e ao qual arranja uma das suas casas para viver. À medida que o tempo passa, o Barão vai ficando cada vez mais à mercê de Eugénio, que o explora financeiramente e o vai deixando mais pobre a cada dia.

 

Publicado em 1891, este é o primeiro livro da série que referi acima e retrata a homossexualidade e apresenta cenas de pedofilia, embora eu pense que na altura o objetivo do autor era apenas apresentar o primeiro tema, uma vez que os dois eram dissociáveis no séc. XIX. A homossexualidade não é apresentada como sendo natural, mas como uma doença, causada pela situação familiar ou pelas vivências sociais, e que não pode ter outro desfecho além da degeneração e destruição de quem a pratica.

 

Imagino que a publicação desta obra tenha causado grande escândalo no seio da sociedade conservadora da altura, tendo em conta os temas tabu que aborda.

 

Não é um livro recomendado para aqueles que fogem de descrições longas e detalhadas. Muitas aparecem neste volume. No entanto, a história vale a pena, o tom de crítica social encontra-se em cada capítulo. Além disso, é um livro que se encontra facilmente em formato digital, pelo que vale sempre a pena tentar conhecê-lo.

 

Ler os Nossos: um projeto da Cláudia, do blog e canal a mulher que ama livros.

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TBR | Dezembro

Sexta-feira, 01.12.17

Para Dezembro escolhi poucas leituras, que espero que sejam boas e prazerosas.

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Memórias das Minhas Putas Tristes, de Gabriel García Márquez

Vencedor do Nobel da Literatura em 1982. Dele, já li o livro O Amor nos Tempos de Cólera e na altura achei um pouco aborrecido. Este que vou ler este mês é muito pequenino e penso que a sua leitura vai correr bem. Irá inserir-se na etapa nove do projeto A Volta ao Mundo em Livros, que consiste em ler livros escritos por autores colombianos.

 

A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós

O clássico escolhido pelo Clube dos Clássicos Vivos para os meses de Novembro e Dezembro. Espero gostar. Do autor apenas li, também para o Clube em Janeiro, O Crime do Padre Amaro e gostei. Já tinha visto o filme e as diferenças conquistaram-me. Vou ler este no Kobo.

 

Dezanove Minutos, de Jody Picoult

Mais uma leitura do Projeto Um ano com Jodi. Vou ler no Kobo em PT-BR e espero gostar.

 

Contos Completos, dos Irmão Grimm

Vou começar o meu Projeto Grimm este mês com cinco contos. Espero gostar e ter material suficiente para colocar mini-opiniões de cada um. Já li lá pelo meio "A Gata Borralheira" e vi que se não são as versões originais, são bem lá perto. Não recomendado para crianças, definitivamente.

 

E vocês, o que vão ler em Dezembro? Contem-me tudo nos comentários!

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As Intermitências da Morte, de José Saramago

Quinta-feira, 30.11.17

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José Saramago foi o único escritor português galardoado com o Nobel da Literatura, em 1998. Foi merecido. Escreveu vários romances, crónicas, contos e até alguns livros de poesia e contos infantis.

 

As Intermitências da Morte foi o terceiro livro que li do autor, tendo lido já há alguns anos Caim e, mais recentemente, Ensaio Sobre a Cegeira.

 

Este livro fala da morte.

 

"No dia seguinte ninguém morreu."

 

A frase inicial desta obra é um ponto de partida que nos deixa desde logo intrigados. A partir daqui Saramago relata-nos, no seu estilo carregado de ironia e sarcasmo, as reações da sociedade e de quem a governa, da igreja e do clero, dos hospitais, das agencias funerárias e até das seguradoras ao súbito desaparecimento da morte.

 

Várias reflexões podem ser feitas ao longo desta leitura, onde Saramago vai divagando acerca da importância da vida e da morte e da forma como as duas se conjugam.

 

Os moribundos, ou seja, aqueles que não podem morrer mas estão em tal estado que também não têm condições para viver, são constantemente focados. As discussões e problemas que criam para a família e as soluções que acabam por se encontrar são bastante escrutinadas, num tom de crítica social acentuado a cada palavra.

 

Em páginas mais avançadas, as personagens deixam de ser tão subjetivas e passam a ser bem definidas, apesar de nunca termos acesso a um nome próprio. O autor foca aqui a morte e o violoncelista, um personagem fulcral na história.

 

A morte acaba por ser humanizada e igualada a todos nós. Todas nós, pois aqui a morte é representada como uma personagem feminina.

 

A escrita do autor já me era familiar e não passei por aquele característico período de adaptação. A forma como ele escrevia, apenas usando como pontuação alguns pontos finais e muitas vírgulas, poderá não ser adaptada a todos mas, como ele próprio disse uma vez, é a forma como as pessoas falam, a forma como as histórias são contadas.

 

O final do livro é maravilhoso. Se tinha dúvidas entre as quatro e as cinco estrelas, este final dissipou-as de vez.

 

Leiam este livro. Leiam Saramago. Leiam os nossos.

 

Ler os Nossos: um projeto da Cláudia, do blog e canal a mulher que ama livros.

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