Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Mente Literária

"A leitura é como uma droga que confere um adormecimento agradável aos contornos da crueldade da vida." Kertész , Imre.

Mente Literária

"A leitura é como uma droga que confere um adormecimento agradável aos contornos da crueldade da vida." Kertész , Imre.

Livros no Ecrã | As hipóteses da estante

Olá!! Como informei aqui, em Abril vou seguir neste desafio de ler livros adaptados, ver o filme/série e comentar a minha opinião dos dois. Juntou-se a mim a Sandra do blog Vício dos Livros. Caso queiram também juntar-se a nós neste projeto, deixem-me um comentário.

Hoje venho mostrar os livros que tenho disponíveis na estante para este desafio, uma vez que não queria comprar mais livros.

Tenho por exemplo O Amor nos Tempos de Cólera, de Gabriel García Márquez, mas já li embora ainda não tenha visto o filme. Também li, este mês, Madame Bovary de Gustave Flaubert e em príncipio irei ver a adaptação e comentar.

Tirando estes e mais alguns que também já li, vou ler e ver alguns destes livros:

 

DSCF2907.JPG

 

A Rapariga que Roubava Livros, de Markus Zusak

O Jogador, de Fiódor Dostoievski

O Diário da Nossa Paixão, de Nicholas Sparks

O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde

O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas

Veronika Decide Morrer, de Paulo Coelho

A Revolta - Suzanne Collins

O Amante de Lady Chatterley, de D. H. Lawrence

Orlando, de Virginia Woolf

 

Estou inclinada para ler o de Paulo Coelho e o de Virginia Woolf. Em princípio também vou ler o último livro dos Jogos da Fome - também é o único dos filmes que ainda não vi. Talvez acabe também por ler Nicholas Sparks - pela primeira vez. No entanto, ainda não decidi e ainda devo ter mais livros que se adequem e que ainda não encontrei. Algum conselho?

Madame Bovary, de Gustave Flaubert

 

Madame Bovary.JPG

Madame Bovary critica largamente uma burguesia com comportamentos supérfluos através da nossa protagonista, uma mulher forte que procura alargar os seus horizontes além dos limites do seu casamento.

É um livro dividido em três partes. Na primeira parte, conhecemos Charles, um estudante pouco brilhante que acaba por se tornar num médico também sem grande vocação. Casa-se com Emma e vive uma vida feliz enquanto vai cedendo cada vez mais aos caprichos da sua mulher. Na segunda parte Emma e Charles mudam de cidade e vão-se envolvendo socialmente com algumas pessoas que passam a frequentar a sua casa. Na última parte, os caprichos e pecados dos protagonistas recaem sobre eles e muita coisa é revelada.

Emma é uma mulher que não segue as regras nem percorre o caminho comum de todas as mulheres daquela época. Procura alternativas, não vive sob as ordens de ninguém, não paraliza nem se deixa dominar pelo poder que os homens tendem a ter sobre as mulheres. Emma queria ser quem não era e procurava nos romances que lia a vida que queria para si.

As mulheres são no geral as mais fortes e as personagens mais interessantes deste livro. Os homens são quase todos apresentados como seres mais fracos e sempre submissos aos desejos das mulheres.

O autor demorou anos a concluir a obra e chegou mesmo a ir a julgamento após o seu lançamento por tentar desencaminhar as mulheres de família leitoras de romances através do tema do adultério presente neste livro. Quando lhe perguntaram quem era esta Madame Bovary a resposta que deu ficou conhecida até hoje.

"Madame Bovary, c'est moi"

 

*Esta leitura insere-se na sexta etapa do desafio A Volta ao Mundo em Livros.

Os Jogos da Fome, de Suzanne Collins

Os Jogos da Fome.JPG

 

 

O primeiro de uma trilogia que já quase todos conhecem. Eu já tinha visto o filme, ainda não tinha lido o livro.

Passado em Panem, um país que surgiu das cinzas da América do Norte, e situado num futuro pós apocalítico depois de os distritos se rebelaram contra a capital resultando disto apenas a destruição do distrito 13.

De forma a mostrar que os restantes distritos estão completamente à sua mercê, o Capitólio organiza todos os anos os chamados Jogos da Fome, em que cada um dos 12 distritos restantes terá de doar um rapaz e uma rapariga com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos . Estes jovens são chamados tributos e serão lançados numa arena onde têm de lutar até à morte e de onde apenas um deles poderá sair com vida.

Uma permissa e um conceito interessante que a autora desenvolveu com grande mestria. 

É um livro narrado na primeira pessoa, o que nos permite entrar na mente de Katniss Everdeen, a rapariga que se voluntaria para os jogos, de forma a tomar o lugar da nomeada Primrose Everdeen, sua irmã.

A escrita é muito fluida e prática e o livro agarra-nos até ao final. O final não foi a melhor parte, embora o facto de já ter visto o filme possa ter estragado toda a surpresa.

Livros no Ecrã

Olá!!!

Hoje venho falar-vos de um projeto que vai ocorrer aqui na Mente Literária e que dura um mês, em Abril, mês em que o blog faz 2 aninhos!

É o primeiro projeto que organizo aqui no blog e eu vou, claramente, participar e ficaria mesmo muito contente que participassem comigo.

Este projeto chama-se Livros no Ecrã e, tal como indica o título, consiste em ler livros que foram adaptados, em filmes ou em séries. Livros recentes, livros mais antigos, filmes deste ano, filmes de há 10 anos, enfim tudo conta desde que exista!

O objetivo é então ler o livro, ver o filme e partilhar a opinião dos dois, em texto ou vídeo, em blog, canal, nas redes sociais, onde quiserem, dizer-nos se foi uma adaptação fiel ao livro, se não foi e transmitir-nos qual o que gostaram mais. Ver adaptações de livros já lidos anteriormente também conta para o projeto.

Caso se juntem a mim, irei criar um grupo no facebook para partilhar ideias, TBR's, opiniões e a experiência em si. Também irei utilizar a hashtag #livrosnoecra no Facebook e Instagram, que podem e devem utilizar de forma a que eu possa ir ver tudo!

Deixem nos comentários a vossa opinião, se vão participar, se gostam da ideia e possíveis ideias para melhorar este projeto, que espero que corra lindamente! 

Conto convosco, beijinhos*

O Disco de Jade - Os Cavalos Celestes, de José Frèches

DSCF2819.JPG

 

 

Terminei de ler o primeiro livro da trilogia O Disco de Jade. É um romance histórico passado no séc. III a.C. que nos traz a história dos reinos combatentes que posteriomente formaram a China.

Esta história passa-se maioritariamente no estado de Qin, embora também sejamos levados a Chu ou ao Zhao. É um livro dividido em duas partes, sendo separadas pelos reinados de dois reis diferentes.

Foi uma leitura lenta, devido ao facto de ser talvez um livro de introdução, para conhecer-mos bem cada personagem, a história pessoal de cada um que inicialmente se isola das outras, até chegarmos ao ponto de todas as histórias e personagens fazerem sentido e estarem ligadas umas às outras.

Os costumes e os hábitos da época estão bastante presentes, a religião praticada e as práticas de adivinhação muito utilizadas naquela altura. Houve pelo menos um momento que me fez muita confusão e que mete impressão, o destino dado à aia da princesa Xia quando a sua dama morreu.

O papel dado às mulheres é bastante interessante de analisar, são elas que têm sempre a palavra final nas decisões políticas, embora estas sejam dedicadas aos homens, conseguindo sempre dar a volta e que as coisas aconteçam tal como querem, embora envolva alguma manipulação e principalmente a sedução.

O final ficou em aberto, mais haverá para descobrir nos próximos volumes, que vou deixar para daqui a algum tempo.

Adaptação cinematográfica: O Crime do Padre Amaro

Crime do padre.jpg

 

Começou por ser uma adaptação contemporânea do romance clássico de Eça de Queirós e o pano de fundo passou a ser um bairro social de Lisboa cheio de problemas em pleno século 21. Este era o desafio e, visto assim, bastante promissor. Foram preservados os nomes dos personagens e apenas alguns aspetos abordados na obra. Outras histórias paralelas foram adicionadas, enquadrando-se no estilo de vida do bairro social.

Amaro (Jorge Corrula) chega a Lisboa para substituir um falecido padre e instala-se na casa da Joaneira, onde conhece a sedutora Amélia, interpretada por Soraia Chaves. Neste caso, é Amélia que seduz o padre, que tenta a todo o custo suprimir os seus desejos. Para atrair espectadores e para fazer render o filme foram introduzidas no filme uma quantidade infinita de cenas eróticas que não fazem o menor sentido em que na maioria delas fiquei a pensar "Como raio é que eles foram parar à sacristia?".

A crítica à igreja está lá, bastante intricada principalmente no cónego Dias e também no padre Amaro.

A banda sonora é carregada de hip-hop português, digamos que uma péssima escolha para as cenas referidas acima. As representações são na sua maioria fracas, sendo que as cenas também não ajudaram. Gostei do Nicolau Breyner, Rui Unas e do Nuno Melo. O Jorge Corrula também se esforçou, embora tenha sido piorzinho que estes. 

Penso que o talento dos atores poderia ter sido muito melhor aproveitado se o guião tivesse sido melhor - o que era totalmente possível. O Eça de Queirós não está orgulhoso, de certeza.

O livro era capaz de dar uma ótima série, se fosse mais concentrado no conteúdo e nas críticas presentes no livro do que nas relações íntimas e cenas chamadas eróticas.

 

A 1/4 de O Disco de Jade - Os Cavalos Celestes

Comecei este livro no âmbito do desafio A Volta ao Mundo em Livros, que nos desafiou a escolher um livro de um escritor francês. Este livro é de José Frèches. Está a ser uma leitura demorada, mais por não lhe dedicar muito tempo do que outra coisa.

Existe um mercador rico que decide investir um balúrdio num Disco de Jade sem qualquer razão aparente. Os personagens têm nomes como Profundeza do Vale, Difunde a Luz, Ritual Imutável, Eterno Desgosto, Perfeição Natural ou Dente Fácil. Designações estranhas como Sublime Porta Traseira.

Passado na China, no meio de salteadores de campas, lutas de cavalos e negociações estranhas. Existe ainda o rei Zhong, esquecido e velho, que anda no entanto metido com a nora.

É difícil fixar os nomes dos personagens, ainda mais quando existe uma Difunde a Luz e uma Fonte de Luz. Já me baralhei algumas vezes e tive de voltar atrás.

Ainda não dá para ter uma ideia daquilo que o livro retrata, vou agora na página 138 e não sei o que esperar. Apareceu no entanto, Gavião Púrpurea, designado como cavalo celeste, numa das corridas. Penso que talvez venha a ser relevante para a história. O facto de o mercador rico ter investido tanto dinheiro naquela jóia continua um mistério.

Bla bla bla #3

Continuo a ler o primeiro livro da trilogia O Disco de Jade. Parece que não está a fluir, mas também lhe tenho dedicado pouquíssimo tempo. 

Ando a pensar a começar várias leituras ao mesmo tempo. Para testar. Se me traz vantagens, se consigo avançar mais rapidamente nas leituras. Talvez fixe um livro para ler antes de dormir e outro para ler às refeições ou para levar comigo para cafés ou filas de espera. Ou talvez decida o que quero ler conforme o estado de espírito. Não sei se correrá bem, ainda estou a ponderar.

Sempre me apaixonei por uma história de cada vez, no entanto, se não experimentar o outro lado nunca vou saber o que corre melhor para mim.

De Mês a Mês | Janeiro de 2017

Aqui estou eu mais uma vez a escrever sobre os livros do mês anterior. 

O primeiro mês do ano pôs-me em contacto com dois livros, um de não-ficção e um clássico.

Tia Guida.JPGDSCF2721.JPG

 

Li O Crime do Padre Amaro em conjunto com os membros do Clube dos Clássicos Vivos. A história de um padre sem vocação que se cruza com uma jovem inocente e crente. Foi uma boa experiência e a troca de ideias foi ótima. Vou querer participar mais vezes. 

Li também Tia Guida, um livro de parceria que recebi da Chiado Editora, um não-ficção que toca no tema do cancro por quem o acompanhou na primeira pessoa.