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Mente Literária

"A leitura é como uma droga que confere um adormecimento agradável aos contornos da crueldade da vida." Kertész , Imre.

Mente Literária

"A leitura é como uma droga que confere um adormecimento agradável aos contornos da crueldade da vida." Kertész , Imre.

My Bullet Journal

Hoje venho mostrar-vos o meu Bullet Journal. Decidi aderir este ano e ver como corre, até agora estou a adorar.

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Nas primeiras páginas coloquei a minha chave e o índice.

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Depois, reservei duas páginas para o chamado Year at a Glance, onde coloquei os meus objetivos deste ano e um calendário para marcar eventuais datas que considere importantes.

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As páginas seguintes foram reservadas para marcações futuras que possa vir a ter. Apontei todos os aniversários que não quero esquecer e os eventos a que vou.

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Reservei uma página para apontar o meu progresso do Desafio das 52 Semanas para Poupar, que recomecei este ano.

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Depois, uma página que servirá para anotar todos os livros comprados de forma a não ultrapassar o meu objetivo de 12 livros no ano.

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As duas páginas seguintes vou apontar quais os livros que li, e quais os filmes e séries que vi.

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Depois começou Janeiro. Fiz um apontamento geral do mês e algumas coisas que quero fazer.

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Comecei depois por anotar os meus dias. Vou anotando um de cada vez, sem limitações de espaço e, no dia seguinte é só começar um novo dia.

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De seguida vem o tracker, que utilizo para vigiar algumas coisas.

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Decidi ainda fazer um plano de refeições semanal, e esta semana correu tudo muito bem.

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O que acham? Também utilizam? Que ideias diferentes me podem dar?

Tia Guida, de André Fernandes

Há quem pratique o bem para lavar a alma, há quem pratique o bem para lavar almas e há quem pratique o bem por lhe estar na alma.

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Este é um livro que fala da doença do momento, de cancro, pelas palavras de alguém que o acompanhou de perto. Pessoalmente identifico-me com este livro pois, em tenra idade, vi alguém sofrer com esta terrível doença, ainda sem saber bem as suas complicações.

Uma lição de vida que fala de uma doença que mói quem dela sofre, que fragiliza e cujos tratamentos agressivos contribuem ainda para uma maior fragilidade, alargada também às pessoas que com ela contactam de perto.

André, o autor, conta-nos a experiência que teve com a sua tia Guida, uma tia que considera como mãe e que desenvolveu um cancro diagnosticado já em fase terminal no estômago. Foi deixando a sua própria vida para trás, de forma a poder acompanhar a tia nesta fase tão difícil.

As previsões iniciais eram muito curtas, de apenas três meses, no entanto a tia Guida conseguiu superá-las, tanto as primeiras como as segundas, com a sua força e com a ajuda de quem mais a amava. 

Quando o amor que nos liga a alguém é assim tão genuíno, perante a chance de não mais vermos a materialização física da pessoa que amamos à nossa frente, sofremos num vazio difícil de descrever e damos por nós a perdermo-nos na pessoa

Em suma, este é um testemunho cheio de sentimentos de amor, carinho e afeto, usados na luta contra esta doença, que foi enfrentada de frente e sem medos pela tia Guida.

No final, fica a incerteza do desfecho desta história, que infelizmente pude comprovar posteriormente.

A volta ao mundo em livros #6

Bem, terminou a 5ª etapa deste desafio, para a qual conheci uma autora que adorei: Isabel Allende.

Li três livros dela, quatro estrelas cada um: 

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Agora chegou a altura da 6ª etapa, que será França. Durante três meses, o objetivo é ler pelo menos um livro de um escritor ou escritora francês. Tenho na minha estante Alexandre Dumas, Gustave Flaubert, José Frèches, Marcel Proust e Montaigne.

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Não penso ler Alexandre Dumas, do qual tenho o livro O Conde de Monte Cristo, nem Marcel Proust, do qual tenho os dois primeiros volumes da obra Em Busca do Tempo Perdido.

Dos restantes tenho a trilogia O Disco de Jade de José Frèches, Madame Bovary de Gustave Flaubert, e Ensaios de Montagne. No entanto, ainda não sei em que livros vou pegar. Algum conselho?

Retrato a Sépia, de Isabel Allende

Cada qual escolhe o tom para contar a sua própria história. Vivo entre matizes difusos, esbatidos misteriosos, incertezas; o tom para contar a minha vida ajusta-se mais ao de um retrato a sépia…

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Este é o último livro da trilogia escrita por Isabel Allende, passada entre o Chile e a Califórnia. Aqui reencontramos personagens dos dois livros anteriores, apesar de cada livro se focar em uma família diferente e numa diferente época.

Este é um romance histórico que retrata o Chile nos finais do séc. XIX, entre 1880 e 1920, o papel das mulheres e a forma como eram tratadas e o ínicio da sua emancipação, ainda associada a muita censura.

Uma história contada pela voz de Aurora del Valle, tentando preencher as lacunas existentes no seu passado, na sua infância, quando foi separada do que conhecia e mudada para onde nunca tinha estado. Ela vai-nos envolvendo na história da sua família, revelando detalhes e segredos dos seus ente-queridos, principalmente das mulheres.

É ainda retrada a Guerra do Pacífico, em que a autora nos dá alguns factos reais ao enquadrar um dos seus personagens nesta.

Este livro tem lugar após Filha da Fortuna e antes de A Casa dos Espíritos, pelo que a ordem cronológica da história é diferente da ordem de publicação dos livros.

 

Personagens preferidas: Aurora del Valle

De Mês a Mês | Dezembro

Em Dezembro li apenas dois livros.

Filha da Fortuna, de Isabel Allende

Retrato a Sépia, de Isabel Allende

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Dei 4 estrelas a cada um, dando assim por terminada a 4ªetapa d'A Volta ao Mundo em Livros.

 

Comprei 2 livros:

Para Onde Vão os Guarda-Chuvas, de Afonso Cruz

A Gorda, de Isabel Figueiredo

 

Recebi um livro de parceria, pela Chiado Editora:

Tia Guida, de André Fernandes

 

Recebi um livro de presente de Natal:

A Bíblia de Barro, de Julia Navarro

 

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Para 2017: 12 meses, 12 livros

Em 2017 vou desafiar-me a comprar apenas 12 livros.

Isto porquê? Porque olhei para a minha estante e para a quantidade de livros que comprei em 2016, em 2015, ..., que ainda lá estão por ler. Não pode ser! Em 2016 consegui comprar mais livros do que os que li e não quero que isso se volte a repetir.

Vou ponderar bem em cada compra e comprar apenas livros que quero mesmo ler, vou poupar em vez de acumular. Vou apostar nos livros em segunda mão sempre que possível e talvez me inicie nas trocas.

Estão comigo? Bora lá!

Retrospectiva Literária 2016

Chegou a altura de fazer o resumo literário do meu ano de 2016 e então cá vai.

Li 26 livros.

11 mulheres e 11 homens.

Superei a minha meta no goodreads de 20 livros com:

  • 5 clássicos
  • 4 romances
  • 4 romances históricos
  • 2 livros de contos
  • 7 policiais/suspense/thriller
  • 1 não ficção
  • 2 literatura fantástica
  • 1 teatro

Comprei 27 livros, alguns novos e alguns em segunda mão. Ou seja, comprei mais livros do que aqueles que li, tenho de pensar no que vou fazer quando a isto em 2017.

Recebi 6 livros.

Conheci 14 novos autores:

  • 2 americanos
  • 1 britânica
  • 1 italiana
  • 1 chilena
  • 4 portugueses
  • 1 dupla de suecos
  • 1 dupla de americanos
  • 1 dupla de australianos
  • 1 dupla de britânicos
  • 1 russo

Reencontrei 4 escritores.

O livro que demorei mais tempo a terminar foi A Vidente e o livro que li mais depressa foi Harry Potter e a Criança Amaldiçoada.

Os que mais gostei foram O Monte dos Vendavais e Ensaio Sobre a Cegueira. Os que menos gostei foram Histórias com 100 Palavras e Prometo Amar-te.

As escritoras que mais gostei de conhecer foram Isabel Allende e Elena Ferrante.

Descobri o meu género literário preferido: os romances históricos.

Vi 5 adaptações cinematográficas de livros que já li.

Conheci na Feira do Livro de Lisboa a autora Dorothy Koomsom e trouxe para casa um livro autografado.

Participei em vários projetos, alguns mais fielmente que outros, que quero continuar a partilhar em 2017:

Foi um bom ano e espero que 2017 corra ainda melhor. E vocês, como foi o vosso ano?

Filha da Fortuna, de Isabel Allende

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Pontuação: 4 estrelas

 

Começo por dizer que esta foi uma das melhores autoras que conheci este ano, quero ler mais livros dela!

O Filha da Fortuna conta a história de Eliza, uma menina abandonada à porta da família Sommers, que a acolheu como se fosse da família. No entanto, Isabel Allende traz-nos uma muito maior quantidade de personagens, cada uma mais forte que a anterior, sempre muito bem construídas, a partilhar e vivenciar com Eliza as suas experiências de vida.

Passa-se entre o Chile e a Califórnia, principalmente durante os anos 1848 e 1849, quando se deu a febre do ouro e a Califórnia se tornou num dos estados mais habitados dos EUA.

Devido a um romance mal terminado, Eliza passa por várias aventuras e vários desgostos e provações, que a levam a conhecer Tao Chi'en.

Tao é um chinês que pratica a medicina oriental e que, vendido para a escravatura com apenas 10 anos, teve a sorte de ser revendido a um médico para se tornar no seu aprendiz. É dos melhores personagens do livro, acabando por gastar o pouco dinheiro que consegue juntar a ajudar as pequenas sing song girls, meninas chinesas traficadas e leiloadas para prostituição infantil.

É um livro que retrata muito bem a época da febre do ouro na Califórnia, em que a violência e o racismo eram recorrentes. Mostra como os nativos foram expulsos da sua própria terra e como as pessoas de nacionalidade chinesa ou mexicana eram desprezadas e muitas vezes linchadas sem qualquer motivo aparente.

Mostra também que os mais espertos estabeleceram negócio naquele país onde cada coisa valia uma fortuna, em vez de perderem tempo nas minas, enriquecendo tanto ou mais como os que o faziam, e retrata ainda a aparição dos barcos a vapor, aqui utilizados para levar mercadorias até à Califórnia muito mais rapidamente.

O papel das mulheres da altura também é bastante descrito, na Califórnia havia apenas as prostitutas e é desenvolvido o como é viver numa terra de homens, as diferenças entre as várias raças, destacando-se a submissão imediatamente atribuída às mulheres e esposas chinesas, compradas por catálogo.

O final quase nos obriga e ler o próximo livro, Retrato a Sépia, em busca de mais informação, se bem que se pode ler apenas o segundo sem necessidade do primeiro para perceber a história.

 

Personagem preferida: Tao Chi'en

Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-lo | J.K.Rowling + Adaptação Cinematográfica

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Pontuação: 4*

 

Este livro trouxe-me um pequeno regresso ao mundo de Harry Potter. As personagens são diferentes e o livro conta histórias passadas muitos anos antes da saga, mas a magia está lá.

Este é um livro escrito por Newt Scamander que todos os feiticeiros têm em sua casa e que utilizam para os ajudar a lidar com qualquer tipo de monstro. Este livro é então um dicionário de monstros onde aparecem as suas características, os sítios onde se pode encontrar cada um e onde são classificados numa escala de um a cinco segundo o seu nível de perigosidade. Explica-nos ainda o que é um monstro, como foi decidido se cada ser seria ou não classificado como tal e mostra-nos algumas histórias relacionadas com os conhecimentos dos Muggles sobre eles.

As receitas dos exemplares vendidos deste livro revertem a favor da organização Comic Relief, que luta contra a pobreza principalmete do Reino Unido e de Países Africanos.

 

 

ADAPTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA

Pontuação: 5*

 

Como seria de esperar, este primeiro filme é apenas baseado neste livro - era difícil fazer um filme sobre um dicionário de montros. É, no entanto, dos raros casos em que gostei ainda mais do filme.

Newt Scamander, maravilhosamente representado no ecrã por Eddie Redmayne, está ainda a meio da sua pesquisa para realizar o seu livro e anda com uma mala cheia de monstros atrás.

Adorei cada minuto do filme, cada segundo de magia e cada instante de lembrança de um mundo com o qual cresci.

Revi no personagem Credence uma clara presença da J.K.Rowling, representando ele a falta de amor e as consequências que daí advêm. Outro dos valores mais prezados na saga de J.K. é a amizade, presente neste filme através das personagens Newt, Tina, Queenie e Jacob.